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Declaração final do BRICS destaca potencial do turismo e reforça cooperação entre países-membros

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O turismo ganhou destaque na “Declaração do Rio de Janeiro”, assinada pelos países-membros da Cúpula do BRICS reunidos no Museu de Arte Moderna (MAM), no Rio de Janeiro, e divulgada neste domingo (6). O Ministério do Turismo celebrou os avanços conquistados no setor, com destaque para o reconhecimento do enorme potencial turístico do bloco e as novas oportunidades abertas com a expansão do BRICS em 2024. As perspectivas são promissoras: mais integração, mais viagens e mais ações conjuntas por um turismo sustentável, inovador e transformador.

Entre os principais resultados destacados está o fortalecimento das estratégias de Turismo Regional, com foco em sinergias e complementaridades entre os Estados-membros. Também ganharam relevância as ações voltadas para o Turismo Sustentável, Resiliente e Regenerativo, como forma de enfrentar desafios comuns, promover a conservação ambiental e garantir inclusão social.

Outro ponto celebrado foi o avanço na formulação de diretrizes estratégicas para o turismo de nômades digitais, reconhecendo esse público como potencial catalisador do desenvolvimento local e do intercâmbio cultural entre os países do BRICS.

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“A atuação do Brasil junto aos países do BRICS reflete nossa visão de futuro para o turismo: mais sustentável, inovador e integrado. Estamos comprometidos em transformar o setor em uma ferramenta poderosa de desenvolvimento econômico, inclusão social e proteção ambiental”, afirmou o ministro do Turismo, Celso Sabino.

A declaração reafirma, ainda, o compromisso do bloco com o fortalecimento da cooperação internacional, com ênfase na inovação e no papel estratégico do turismo para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU.

A próxima etapa dos trabalhos será a implementação conjunta das ações aprovadas, com o Brasil à frente na construção de políticas públicas que dialoguem com a nova dinâmica global do turismo.

HISTÓRICO –
 Ao longo do ano o Ministério do Turismo do Brasil conduziu uma série de encontros com lideranças do turismo dos demais membros do bloco do BRICS, formado por 11 países (Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã), que discutiram o desenvolvimento do setor.

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A reunião de ministros, aconteceu em Brasília, no dia 12 de maio, e foi marcada pela aprovação da Declaração do Cerrado, documento que reforça o compromisso do grupo com o turismo sustentável, regenerativo e inclusivo. A opção pelo nome teve como objetivo homenagear o Cerrado, vegetação típica de Brasília e o segundo maior bioma da América do Sul.

AUMENTO DE VISITANTES – A cidade do Rio de Janeiro registrou um crescimento expressivo no número de turistas vindos dos países que integram o bloco BRICS. Segundo dados da Secretaria Municipal de Turismo, entre janeiro e abril de 2025, a capital fluminense recebeu 11,9 mil visitantes dessas nacionalidades, um aumento de 54,6% em comparação com os 7,7 mil registrados no mesmo período de 2024. A cidade foi a sede do encontro dos líderes do bloco nos dias 6 e 7 de julho. 

Por Fábio Marques

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo 

Fonte: Ministério do Turismo

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NACIONAL

Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

Multimídia

 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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