NACIONAL
CMSE mantém nível de aversão ao risco para 2026
O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) decidiu, em sua 308ª Reunião Extraordinária, realizada nesta quarta-feira (30/07), no Ministério de Minas e Energia (MME), manter para o ano de 2026 os mesmos parâmetros de aversão ao risco adotados em 2025.
A decisão tem como base a Nota Técnica conjunta elaborada pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que foi submetida à Consulta Pública nº 186/2025 e contou com ampla participação dos agentes do setor.
Segundo avaliação do Comitê, as condições de risco adotadas em 2025 mostraram-se satisfatórias. Mesmo diante de um período chuvoso abaixo da média, os níveis dos reservatórios das hidrelétricas permaneceram estáveis, mantendo o Sistema Interligado Nacional (SIN) com armazenamento superior a 65%, o que reforça a robustez da estratégia de operação do sistema.
A decisão também reforça o compromisso do setor em evitar situações como a enfrentada em 2021, quando a baixa disponibilidade hídrica e a gestão inadequada dos reservatórios resultaram na necessidade de um despacho termelétrico intensivo. Naquele ano, o país esteve próximo de um apagão e os consumidores foram impactados por empréstimos emergenciais bilionários para cobrir os custos extras na conta de energia.
Os parâmetros de aversão ao risco definidos pelo CMSE entrarão em vigor a partir do Programa Mensal da Operação (PMO) de janeiro de 2026, no que se refere à operação do sistema e à formação de preços de curto prazo. Para fins de planejamento da expansão e cálculo da garantia física dos empreendimentos, a data de vigência será estabelecida posteriormente pelo MME.
Informações técnicas:
Atualização do VMinOp para o Norte: de 19,1% para 28%, refletindo maior compatibilidade com a Curva Referencial de Armazenamento (CRef);
Manutenção do VMinOp:
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20% para Sudeste, Paraná e Paranapanema;
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30% para Sul e Iguaçu; e
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23,3% para Nordeste.
Manutenção dos parâmetros de CVaR:
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(15,40) para os modelos de operação e formação de preços; e
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(25,35) para os processos de planejamento da expansão e cálculo da garantia física.
Por fim, destaca-se que esta publicação cumpre o prazo de divulgação da deliberação do CMSE em até uma hora após o término da reunião, de acordo com o estabelecido no § 1º, do art. 3º, da Resolução CMSE nº 1, de 25 de julho de 2025.
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NACIONAL
Governo reajusta valores do Gás do Povo para ampliar oferta e mitigar impactos externos
O Ministério de Minas e Energia (MME) e o Ministério da Fazenda publicaram, nesta sexta-feira (17/4), a Portaria Interministerial MME/MF nº 2, que reajusta, na mesma data base, os preços de referência a serem aplicados no programa Gás do Povo como parte das ações do Governo do Brasil para mitigar os impactos do conflito no Oriente Médio sobre os preços de insumos energéticos e proteger a população brasileira.
A atualização corrige defasagens em estados onde o preço praticado, no âmbito do Gás do Povo, estava acima dos limites previstos nas regras do programa, o que vinha impactando o ritmo de adesão das revendas. Esse reajuste reforça o papel do programa como principal política pública de acesso ao gás de cozinha no Brasil. A iniciativa garante a recarga gratuita do botijão de 13 kg para famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), com renda per capita de até meio salário-mínimo e cadastro atualizado.
Atualmente, cerca de 15 milhões de lares são atendidos em todos os municípios brasileiros, beneficiando aproximadamente 50 milhões de pessoas. Ao ampliar a rede de revendas e corrigir distorções regionais, o governo fortalece a efetividade do programa e assegura que o benefício chegue a quem mais precisa.
Com a medida, a expectativa é consolidar a adesão dos pontos de venda, ampliar a participação de distribuidoras e aumentar a oferta de GLP, especialmente em municípios ainda desatendidos. O impacto estimado da medida é de R$ 300 milhões.
Subvenção para o gás de cozinha
Para mitigar o impacto direto da alta internacional sobre as famílias brasileiras, o Governo do Brasil também instituiu uma subvenção inédita para o gás de cozinha (GLP). A medida prevê o pagamento de R$ 850 por tonelada de GLP importado, com dotação de R$ 330 milhões, buscando equalizar o preço do produto importado ao nacional. Na prática, o subsídio pode representar cerca de 30% do valor do produto na saída das refinarias, contribuindo para reduzir os efeitos da volatilidade externa e preservar o acesso ao gás de cozinha no país.
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