RACHA NO PL
Nikolas indica candidatos em MT, mas não cita Wellington na disputa pelo Governo
Deputado federal declarou apoio a nomes para presidente, Senado e Câmara, mas deixou de mencionar o candidato do próprio partido ao Palácio Paiaguás
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) divulgou um vídeo nas redes sociais indicando os candidatos em quem votaria caso fosse eleitor de Mato Grosso. Na gravação, o parlamentar citou nomes para presidente, senador, deputado federal e estadual, mas não mencionou Wellington Fagundes, candidato ao Governo pelo próprio PL.
“Se eu fosse do Mato Grosso, eu votaria assim: para federal é o Ranalli, para estadual é o Ulysses, para senador Zé Medeiros e, obviamente, para presidente votaria 22”, afirmou Nikolas.
A ausência de uma indicação para governador ocorre em meio às divergências internas enfrentadas pelo PL em Mato Grosso. Nesta semana, José Medeiros, candidato ao Senado citado por Nikolas, participou de agendas de campanha ao lado do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), adversário de Wellington na disputa pelo Palácio Paiaguás.
Outros integrantes do PL também já manifestaram apoio à reeleição de Pivetta. Entre eles estão os prefeitos Cláudio Ferreira, de Rondonópolis; Flávia Moretti, de Várzea Grande; e Sérgio Machnic, de Primavera do Leste.
As divisões dentro da sigla ficaram evidentes desde a convenção que oficializou a candidatura de Wellington, em julho. Na ocasião, apenas quatro dos 22 prefeitos do PL compareceram ao evento, segundo as informações divulgadas.
Posteriormente, gestores ligados ao partido passaram a participar publicamente de atos e manifestações de apoio a Pivetta.
Outro ponto de divergência interna foi a composição política construída por Wellington para a eleição estadual. A coligação de sua candidatura reúne PL, MDB, Novo e a Federação Renovação Solidária.
No vídeo publicado por Nikolas, porém, o deputado não fez críticas diretas a Wellington nem explicou o motivo de ter deixado a disputa pelo Governo de Mato Grosso fora de suas indicações.
POLÍTICA MT
Emanuel desafia Abilio, minimiza força eleitoral do prefeito e ameaça voltar à disputa em 2028
Ex-prefeito de Cuiabá compara votação de Samantha Iris com resultado de Alessandra Ferreira em Rondonópolis e provoca adversário sobre possível revanche nas urnas
O ex-prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (PSD) voltou a confrontar publicamente o atual prefeito, Abilio Brunini (PL), após o resultado das eleições em Mato Grosso. Em vídeo publicado nas redes sociais, Emanuel questionou a influência eleitoral do adversário, analisou a votação da primeira-dama Samantha Iris (PL) e deixou aberta a possibilidade de disputar novamente a Prefeitura da Capital em 2028.
A manifestação ocorreu depois que Abilio comemorou a eleição da esposa para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e afirmou que o resultado representava o enfraquecimento de famílias tradicionais da política estadual, citando nomes como Riva, Campos, Fávaro, Botelho e Pinheiro.
Emanuel reagiu às declarações e contestou a avaliação do prefeito sobre a própria força política.
“Pronto, agora ele virou o Deus das urnas. Acorda filho, essas eleições mostraram que você não está lá essas coisas não, viu? Por exemplo, mesmo com toda onda favorável, milhões de seguidores nas redes sociais, você, prefeito de Cuiabá, sua candidata, primeira-dama e já vereadora, teve uma votação muito aquém aqui em Cuiabá, viu?”, afirmou.
Samantha Iris foi eleita deputada estadual com aproximadamente 57,9 mil votos, alcançando a quarta maior votação na disputa. Entretanto, Emanuel destacou que, somente em Cuiabá, a parlamentar recebeu 33.774 votos, equivalentes a 9,73% na comparação apresentada pelo ex-prefeito.
Ele também mencionou o desempenho do deputado estadual reeleito Lúdio Cabral (PT), que recebeu 43.586 votos na Capital, correspondentes a 12,56% na mesma comparação.
Para reforçar a crítica, Emanuel utilizou como exemplo a eleição de Alessandra Ferreira (Podemos), primeira-dama de Rondonópolis e esposa do prefeito Cláudio Ferreira (PL), aliado político de Abilio.
Alessandra conquistou 40.801 votos em Rondonópolis, percentual de 32,01% do eleitorado local, conforme os números apresentados pelo ex-prefeito.
“Aqui em Cuiabá, a primeira-dama, sua candidata que é vereadora não chegou nem a 10% dos votos da população cuiabana. E detalhe, a população de Rondonópolis é um terço da população de Cuiabá. E você, dizendo que a votação da sua candidata seria um teste da sua gestão. Então tá aí, toma o teste que você queria”, declarou.
A comparação foi utilizada por Emanuel para contestar a associação feita por Abilio entre a votação de Samantha e a aprovação de sua administração municipal.
Em entrevista após a eleição da esposa, Abilio havia afirmado que o desempenho eleitoral também poderia refletir o apoio recebido por sua gestão.
“Isso também representa a nossa aprovação, ou seja, uma boa parcela da população que apoia o prefeito, que gosta do trabalho que eu estou executando, poderá apoiar a Samanta afirmando essa aprovação”, disse o prefeito.
Possível revanche em 2028
O confronto entre os dois políticos ganhou um novo capítulo quando Emanuel relembrou a eleição municipal de 2020, na qual derrotou Abilio Brunini por uma diferença aproximada de seis mil votos.
Ao comentar o histórico da disputa, o ex-prefeito provocou o adversário e sugeriu que poderá voltar às urnas nas eleições municipais de 2028.
“Quando nos enfrentamos, eu venci você. Ficou tão desnorteado com a taca que levou, que até hoje fica remoendo. Deve ser por isso que não tira o meu nome da boca”, disparou.
Na sequência, Emanuel pediu cautela aos aliados do atual prefeito e deixou uma possível candidatura em aberto.
“Fica o recado pra você e os emocionados de plantão: dá uma segurada, fiquem calmos, daqui a praticamente um ano e meio, teremos eleições novamente. E vai que, dessa vez eu decido participar”, afirmou.
Apesar da provocação, Emanuel não confirmou que será candidato. A declaração, porém, reacende a rivalidade com Abilio, que poderá buscar a reeleição em 2028, abrindo espaço para um novo confronto entre os dois pelo comando do Palácio Alencastro.
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