TRAGÉDIA NA SERRA CATARINENSE
Quem são as cinco pessoas que morreram na queda do helicóptero em SC
Aeronave desapareceu após decolar de Porto Belo com destino a São Joaquim; destroços foram localizados nesta terça-feira (22) após cerca de 24 horas de buscas
O cantor Rick, da dupla Rick & Renner, morreu aos 59 anos após a queda de um helicóptero na Serra de Santa Catarina. A aeronave havia desaparecido na tarde de segunda-feira (21), durante um voo entre Porto Belo, no Litoral Norte catarinense, e São Joaquim. Os destroços foram encontrados na manhã desta terça-feira (22), e as cinco pessoas que estavam a bordo morreram.
Além de Rick, cujo nome era Geraldo Antônio de Carvalho, estavam no helicóptero o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares, o piloto Antônio e o copiloto Leopoldo. Os nomes dos dois profissionais que comandavam a aeronave foram divulgados posteriormente por fontes que acompanham o caso.
O helicóptero era um Bell 430, fabricado em 2001 e registrado no Brasil como PP-MGR. Segundo informações consultadas no sistema da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave tinha capacidade para sete passageiros e um piloto e estava com o certificado de aeronavegabilidade válido até agosto de 2027.
O desaparecimento ocorreu durante uma viagem marcada por condições meteorológicas adversas na região. O último contato havia sido registrado por volta das 16h de segunda-feira. As buscas envolveram equipes do Corpo de Bombeiros de Santa Catarina, Polícia Militar, Defesa Civil e Força Aérea Brasileira (FAB), com utilização de aeronaves especializadas, viaturas, cães e equipamentos de busca.
Os destroços foram avistados durante um sobrevoo do Arcanjo 03, por volta do meio-dia desta terça-feira. A área era de difícil acesso, e as equipes terrestres precisaram percorrer aproximadamente três horas de caminhada por uma região de mata fechada, com terreno íngreme, chuva e baixa visibilidade.
Rick
Rick ficou conhecido nacionalmente como integrante da dupla Rick & Renner, que marcou o sertanejo romântico a partir dos anos 1990. Além de cantor, ele também atuava como compositor e produtor musical. Entre as músicas associadas à trajetória da dupla estão “Ela é Demais”, “Cara de Pau”, “Filha”, “Seguir em Frente”, “Muleca” e “Bandida”.
O artista estava em uma turnê comemorativa pelos 40 anos da dupla. O último show ocorreu no sábado (19), em Sorriso, no norte de Mato Grosso. Antes disso, Rick e Renner haviam se apresentado em Campo Grande (MS), na sexta-feira (18).
Bruno Avelar
Bruno Avelar era empresário, escritor, palestrante e especialista em networking. Ele ficou conhecido pelo projeto “O Poder do Network”, voltado à criação de conexões entre empresários e profissionais. Também atuava em eventos e mantinha relações profissionais com diferentes personalidades.
Avelar estava entre os passageiros do helicóptero e havia embarcado juntamente com Rick. A empresa JTA Empreendimentos e Urbanismo, proprietária da aeronave, informou que o helicóptero havia sido emprestado ao empresário e ao cantor, descritos como amigos próximos do proprietário.
Paulo Soares
Paulo Soares era videomaker e prestava serviços para Bruno Avelar. Ele também estava a bordo da aeronave e chegou a publicar imagens da viagem nas redes sociais pouco antes do desaparecimento.
Em uma das publicações, Soares registrou a paisagem da Serra catarinense durante o voo. As imagens foram divulgadas posteriormente após a confirmação do acidente.
As causas da queda ainda serão investigadas pelas autoridades responsáveis. A identificação oficial das vítimas e os trabalhos periciais ficarão a cargo dos órgãos competentes.
NACIONAL
Equidade racial cresce e fortalece inclusão nas escolas
Os dados do Diagnóstico de Equidade Racial de 2026, elaborado pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), do Ministério da Educação (MEC), mostram avanços na superação das desigualdades étnico-raciais e no enfrentamento ao racismo nos ambientes de ensino.
O documento aponta que o percentual de redes municipais de ensino que ofereceram formações, seminários, oficinas e palestras sobre equidade racial passou de 48,1%, em 2024, para 69,2%, em 2026.
O aumento de 21,1 pontos percentuais nas ações de formação sobre Educação para as Relações Étnico-raciais (Erer) demonstra o avanço de iniciativas voltadas à promoção da equidade racial e à redução das desigualdades, além de contribuir para a valorização da diversidade no ambiente escolar.
Na prática, o Diagnóstico Equidade mapeia a implementação da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq) nas redes de ensino. A Pneerq regulamenta a Lei nº 10.639/2003, que tornou obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana nas escolas brasileiras. A legislação foi posteriormente ampliada pela Lei nº 11.645/2008, que incluiu a temática indígena.
O ensino das culturas afro-brasileira, africana e indígena conecta o aprendizado escolar às vivências, histórias e identidades culturais dos estudantes, tornando o processo de ensino mais significativo e inclusivo.
A presença de referências culturais diversas em sala de aula pode ampliar as possibilidades de identificação dos estudantes com o conhecimento e contribuir para uma educação que reconheça diferentes trajetórias e experiências. Há também a disponibilização de materiais como o Protocolo de Identificação e Resposta ao Racismo para apoiar a implementação de ações de enfrentamento ao racismo nas instituições de ensino.
Nesse contexto, a Pneerq tem o objetivo de implementar ações e programas educacionais voltados à superação das desigualdades étnico-raciais e do racismo nos ambientes de ensino, bem como à promoção da política educacional para a população quilombola.
A implementação da Pneerq nas redes de ensino contribui para que as redes públicas contem com o Valor Aluno Ano por Resultado (VAAR), que é uma das modalidades de complementação da União ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
O VAAR destina recursos adicionais às redes públicas de ensino que cumprem cinco condicionalidades relacionadas à gestão e apresentam evolução em indicadores de atendimento e aprendizagem, com redução das desigualdades educacionais.
Enfrentar barreiras – As políticas de equidade buscam enfrentar barreiras que afetam a aprendizagem e que ainda estão presentes nas redes públicas de ensino. A amazonense Lorena Castro, mulher negra e formada em Economia pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), afirma que enfrentou situações de racismo durante a educação básica. Aos 30 anos, ela carrega uma experiência que ainda marca sua trajetória: durante a vida escolar, enfrentou o isolamento por ser negra.
“Nas periferias, o ensino é feito pensando que as pessoas devem aprender apenas o básico para sobreviver, e não que elas podem ter um futuro a partir do estudo”, disse.
O afastamento dos colegas não aconteceu por uma escolha dela, mas em um ambiente em que a cor da pele se tornou motivo de exclusão. Para Lorena, o avanço das políticas de equidade no ensino básico é fundamental para que mais pessoas negras tenham oportunidades de ocupar espaços de maior prestígio e renda na sociedade.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi
Fonte: Ministério da Educação
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