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Bonito, o paraíso das águas cristalinas para refrescar os dias mais quentes do ano

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Para quem busca um refúgio do calor intenso do verão sem abrir mão do contato profundo com a natureza, o interior do Estado do Mato Grosso do Sul abriga um dos destinos de ecoturismo mais procurados do Brasil. Longe do litoral, o município de Bonito exibe ao mundo o que tem de melhor: rios de águas transparentes e cachoeiras emolduradas pela mata exuberante.

A magia da região não é apenas um espetáculo visual, mas reflete uma curiosidade geológica fascinante. A transparência dos rios se deve à alta concentração de calcário no solo. Essa substância atua como um filtro natural, calcificando impurezas e fazendo com que elas fiquem nos fundos do leitos, o que deixa a água cristalina e perfeita para a observação da vida subaquática. Mergulhar nesses rios é como entrar em um aquário gigante, onde a visibilidade permite acompanhar de perto cardumes de piraputangas, dourados e pacus.

Durante as típicas chuvas de verão, as dezenas de cachoeiras locais ganham ainda mais volume, proporcionando banhos revigorantes, enquanto a flora atrai pássaros coloridos, a exemplo de araras e tucanos, que colorem o céu. Toda a infraestrutura da cidade é preparada para receber famílias, casais e aventureiros, sempre com um rigoroso controle da capacidade de visitantes, a fim de garantir a preservação desse santuário ecológico e a tranquilidade de quem busca recarregar energias.

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EXPERIÊNCIAS – A experiência mais clássica e imperdível em Bonito é a flutuação. Vestindo roupas de neoprene, que ajudam a manter a temperatura do corpo e a flutuação, o turista se deixa levar suavemente pela correnteza de nascentes icônicas, como as dos rios Sucuri e da Prata. Trata-se de uma atividade contemplativa e relaxante, acessível a todas as idades e que não exige esforço físico intenso – apenas disposição para observar o balé da natureza debaixo d’água.

Além das calmas correntezas, o destino guarda mistérios subterrâneos deslumbrantes, sendo a Gruta do Lago Azul o maior símbolo local. O interior da caverna revela um lago azulado, formando um cartão-postal obrigatório e que impressiona qualquer visitante logo no primeiro olhar.

SABORES – A rica culinária sul-mato-grossense também se destaca na região. A gastronomia de Bonito tem forte influência pantaneira, cenário em que os peixes de água doce são os grandes protagonistas das mesas. O pintado ensopado na telha, a moqueca de peixe e a traíra sem espinha são verdadeiros banquetes que repõem as forças com muito tempero.

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Para os paladares mais aventureiros e curiosos, a cidade também é famosa por oferecer carne de jacaré, uma iguaria local de sabor suave servida em porções fritas ou pratos mais elaborados. Na hora da sobremesa, o calor do verão pode ser muito bem resolvido com o famoso sorvete de guavira. Feito a partir de uma fruta típica do Cerrado, ele possui um sabor inconfundível, perfeito para encerrar o dia de forma tipicamente local.

COMO CHEGAR – Planejar a ida a esse paraíso é simples. O município conta com o Aeroporto Regional de Bonito, que recebe voos de grandes capitais brasileiras, facilitando o acesso de quem deseja pousar a poucos minutos de distância dos principais passeios.

Outra opção é desembarcar no Aeroporto Internacional de Campo Grande, capital do Estado, e seguir de carro, van ou ônibus por cerca de 300 km, atravessando rodovias cercadas por belas paisagens. O próprio trajeto rodoviário já serve de aquecimento visual para a viagem, revelando a transição entre planícies e serras que guardam os segredos de um dos verões mais surpreendentes que o Brasil tem a oferecer.

Por Victor Mayrink
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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CadEJA integra estratégia de superação do analfabetismo

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O Brasil alcançou a menor taxa de analfabetismo da série histórica, de acordo com os dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). Em 2025, a taxa caiu para 4,9% entre a população com 15 anos ou mais, faixa etária incluída nas políticas de educação de jovens e adultos (EJA) nos estados da Federação. Em 2024, essa taxa era de 5,3%. A superação do analfabetismo no Brasil tem sido trabalhada pelo Ministério da Educação (MEC) por meio de uma série de ações vinculadas ao Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da EJA (Pacto EJA), conjunto de iniciativas colaborativas implementadas com a participação dos entes federativos, incluindo o Cadastro da Educação de Jovens e Adultos (CadEJA), plataforma virtual criada para facilitar o acesso de pessoas que não tiveram a oportunidade de concluir a educação básica na idade regular. 

Segundo o Censo Escolar de 2025, o país registra 2.252.069 estudantes matriculados na EJA, em 29.696 instituições de ensino.  

Instituído pela Portaria nº 275/2026, o CadEJA funciona como uma ponte entre pessoas interessadas em retomar os estudos e as oportunidades de EJA disponíveis. Na plataforma, as pessoas podem manifestar interesse em voltar a estudar e receber orientação para encontrar uma oportunidade de matrícula.  

A iniciativa também organiza a atuação das redes de ensino por meio de quatro diferentes perfis de acesso: usuários, operadores, agentes de cadastro e gestores. 

Usuário – É o estudante com 15 anos ou mais que deseja voltar a estudar. Na plataforma, basta clicar em “Quero voltar a estudar”, preencher os dados solicitados e aguardar o contato de um operador. 

Operador  É o responsável por acompanhar os cadastros realizados, entrar em contato com os usuários e auxiliá-los no encaminhamento para oportunidades de matrícula. 

Para atuar como operador, é necessário acessar o CadEJA utilizando os dados cadastrados na conta gov.br. No sistema, o operador terá acesso às demandas por região e poderá auxiliar os cidadãos no retorno aos estudos. 

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Agente de Cadastro – É o responsável por apoiar pessoas que enfrentam dificuldades para acessar a plataforma e registrar sua demanda por EJA. Esse agente deve ser servidor público em exercício nos governos federal, estadual, distrital ou municipal. Para atuar, é necessário realizar um cadastro individual e assinar um termo de responsabilidade. 

Gestor CadEJA – É o servidor público indicado pelo governo estadual, municipal, distrital ou por uma instituição federal de ensino para gerenciar as demandas de EJA registradas na plataforma. Por meio do gestor, o CadEJA organiza as demandas e facilita o encaminhamento dos interessados às instituições que ofertam a modalidade. 

Confira os números de escolas e matrículas da EJA por unidade da federação (UF) em 2025: 

Escolas da rede pública e privada com matrículas na EJA, por UF (2025) 

UF 

Escolas de EJA 

Matrículas na EJA 

Total de instituições de ensino 

Rede pública 

Total de matrículas nas instituições de ensino 

Rede pública 

Total 

29.696 

28.204 

2.252.069 

2.084.947 

Norte 

4.487 

4.337 

255.014 

233.101 

 Rondônia   

91 

80 

13.038 

12.647 

 Acre   

341 

334 

21.041 

20.535 

 Amazonas   

1.330 

1.315 

56.831 

54.986 

 Roraima   

88 

83 

6.367 

5.575 

 Pará   

2.219 

2.153 

131.380 

119.486 

 Amapá   

173 

161 

15.924 

11.756 

 Tocantins   

245 

211 

10.433 

8.116 

 Nordeste  

16.901 

16.753 

1.205.167 

1.185.878 

 Maranhão   

3.104 

3.070 

134.643 

131.896 

 Piauí   

1.306 

1.293 

98.975 

98.525 

 Ceará   

1.633 

1.603 

148.616 

144.271 

 Rio Grande do Norte   

652 

644 

46.335 

45.221 

 Paraíba   

1.402 

1.384 

89.977 

87.886 

 Pernambuco   

1.608 

1.591 

116.631 

114.429 

 Alagoas   

1.082 

1.078 

108.630 

107.965 

 Sergipe   

481 

477 

33.472 

33.382 

 Bahia   

5.633 

5.613 

427.888 

422.303 

 Sudeste  

5.027 

4.671 

493.690 

459.438 

 Minas Gerais   

1.937 

1.730 

125.517 

118.527 

 Espírito Santo   

317 

308 

31.486 

30.145 

 Rio de Janeiro   

1.145 

1.070 

150.054 

144.197 

 São Paulo   

1.628 

1.563 

186.633 

166.569 

 Sul  

2.287 

1.641 

192.944 

118.872 

 Paraná   

974 

565 

75.543 

42.770 

 Santa Catarina   

474 

393 

46.933 

29.442 

 Rio Grande do Sul   

839 

683 

70.468 

46.660 

 Centro-Oeste  

994 

802 

105.254 

87.658 

 Mato Grosso do Sul   

177 

122 

16.098 

12.573 

 Mato Grosso   

281 

209 

19.978 

12.645 

 Goiás   

413 

359 

46.571 

41.322 

 Distrito Federal   

123 

112 

22.607 

21.118 

Fonte: Censo Escolar da Educação Básica. IBGE/MEC, 2025. 

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Entre as estratégias desenvolvidas pelo MEC para a EJA consta também o Programa Nacional de Formação para a Docência na Educação de Jovens e Adultos (ProfEJA), que contribui para fortalecer a política nacional e aproximar a demanda da oferta educacional existente nas redes de ensino.  

Com o ProfEJA, o MEC cumpre o papel de contribuir para a formação continuada dos profissionais da educação que atuam na EJA e dos educadores populares vinculados ao Programa Brasil Alfabetizado (PBA) e a outras iniciativas voltadas à alfabetização de pessoas com 15 anos ou mais, conforme a Portaria nº 38/2026.  

Pacto EJA – O Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da EJA é uma política pública que tem como objetivos superar o analfabetismo e elevar a escolaridade de jovens, adultos e idosos; ampliar as matrículas da EJA nos sistemas públicos de ensino, inclusive entre os estudantes privados de liberdade; e ampliar a oferta da EJA integrada à educação profissional. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi)

Fonte: Ministério da Educação

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