NACIONAL

Belém (PA) concentra maior fluxo da aviação da Região Norte em janeiro

Publicados

em

Com 332.520 passageiros registrados em janeiro de 2026, o Aeroporto de Belém liderou a movimentação aérea da Região Norte e se manteve como um dos principais pontos de conexão da aviação regional. Os dados constam no Relatório de Demanda e Oferta da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Na sequência aparece o Aeroporto de Manaus (AM), com 271.703 passageiros, o equivalente a 28,3% da movimentação analisada. Também se destacam os aeroportos de Palmas (TO), com 62.767 passageiros, Macapá (AP), com 50.903, e Porto Velho (RO), com 49.552, que completam o grupo dos principais terminais da região em volume de viajantes.

Na comparação com o mesmo período de 2025, os números indicam avanço na demanda aérea. O Aeroporto de Belém passou de 316.791 passageiros para 332.520, registrando crescimento de 4,9%. Já Manaus apresentou aumento de 1,8%, ao passar de 266.863 para 271.703 passageiros no mesmo intervalo, reforçando a tendência de fortalecimento da malha aérea regional.

A capital paraense também lidera em número de operações. Foram 2.559 decolagens registradas no mês, o que representa 31,14% do total analisado. Manaus aparece em seguida, com 2.424 voos (29,50%), consolidando os dois aeroportos como os principais polos de conectividade da Região Norte. Palmas aparece com 490 decolagens (5,96%), Porto Velho, com 345 (4,20%), Macapá, com 341 (4,15%) e Santarém, com 340 voos (4,14%). O levantamento inclui ainda Rio Branco (246 decolagens; 2,99%), Marabá (243; 2,96%), Parauapebas (210; 2,56%) e Boa Vista (189; 2,30%), evidenciando o papel estratégico da região na dinâmica do transporte aéreo doméstico e na integração territorial do país.

Leia Também:  MEC autoriza construção do novo Campus Buritis do Ifro

“A aviação regional tem papel essencial na integração da Amazônia e no desenvolvimento das cidades do Norte do país. Por isso, o Governo Federal tem priorizado investimentos em infraestrutura, tecnologia e segurança operacional, garantindo melhores condições para os aeroportos e ampliando a conectividade da região com o restante do Brasil”, destacou o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

A aviação regional tem papel essencial na integração da Amazônia e no desenvolvimento das cidades do Norte do país”
Silvio Costa Filho

No recorte por fluxo entre regiões, a maior movimentação ocorreu na ligação Sudeste–Norte, com 188.387 passageiros, o equivalente a 39,01% do total. Em seguida aparecem os voos dentro da própria Região Norte, que somaram 145.196 passageiros (30,07%), evidenciando a importância da aviação para a mobilidade interna em uma área marcada por grandes distâncias e desafios logísticos. As conexões entre Norte e Centro-Oeste registraram 98.172 passageiros (20,33%), enquanto as rotas Norte–Nordeste contabilizaram 50.883 passageiros (10,54%).

Além do transporte de passageiros, a movimentação de cargas também se destaca. Em janeiro, o Aeroporto de Manaus liderou o ranking com 7,16 milhões de quilos transportados, o equivalente a 70,17% da participação entre os principais aeroportos do Norte. Na sequência aparecem Belém, com 1,87 milhão de quilos (18,36%), e Macapá, com 195,2 mil quilos (1,91%). Também se destacam Palmas (184,5 mil kg), Santarém (160,5 mil kg) e Porto Velho (158,7 mil kg), formando um conjunto de terminais que sustentam a logística aérea regional.

Leia Também:  Curso sobre educação Étnico-racial e Quilombola começa em 25/8

Investimentos
O crescimento da aviação na Região Norte acompanha os investimentos em infraestrutura aeroportuária conduzidos pelo Ministério de Portos e Aeroportos. Para o ciclo 2026–2027, estão previstos R$ 672,4 milhões destinados a obras, estudos e melhorias em dez aeroportos da região. As intervenções incluem modernização de terminais, implantação de equipamentos de segurança e adequações operacionais em cidades da Amazônia Legal, com o objetivo de ampliar a conectividade aérea e fortalecer a integração regional.

Entre as iniciativas recentes está a instalação de uma Estação Meteorológica de Altitude Automatizada (EMA-A) no aeroporto de Barcelos, no Amazonas. O equipamento recebeu investimento de R$ 4,8 milhões e integra a carteira de projetos voltados ao fortalecimento da segurança e da eficiência das operações aéreas em aeroportos regionais.

As ações fazem parte da estratégia do Governo Federal de ampliar a infraestrutura aeroportuária em áreas remotas da Amazônia, onde o transporte aéreo é essencial para a mobilidade da população, o desenvolvimento do turismo e a integração econômica da região com o restante do país.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

Propaganda

NACIONAL

Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

Publicados

em

A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

Leia Também:  Voa Brasil atinge 50 mil reservas

Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

Leia Também:  Escuta sobre formação continuada tem quase 64 mil respostas

Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

Multimídia

 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA