CONVITE NACIONAL / DISPUTA POLÍTICA

Renata Abreu convida Virginia Mendes para comandar o Podemos Mulher nacional; “já apanho muito com fake news, preciso avaliar melhor”, diz ao comentar possível candidatura – Assistam 

Primeira-dama de Mato Grosso revelou nos bastidores convite da presidente nacional do Podemos e afirma que ainda analisa eventual disputa à Câmara Federal

A primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes (União Brasil), revelou com alegria nos bastidores que recebeu um convite da deputada federal Renata Abreu, presidente nacional do Podemos, para assumir a presidência nacional do Podemos Mulher, braço feminino da legenda.

O convite foi feito durante o evento de filiação do partido realizado no último sábado (7), no Hotel Fazenda Mato Grosso, em Cuiabá. Na ocasião, Virginia participou do encontro e foi citada como um nome de destaque para fortalecer o projeto político da sigla.

Segundo a primeira-dama, o convite foi recebido com reconhecimento, mas ainda não há qualquer decisão tomada sobre eventual mudança partidária ou participação na estrutura nacional do Podemos.

Virginia também comentou sobre a possibilidade de disputar uma cadeira na Câmara Federal, tema que tem sido ventilado nos bastidores políticos de Mato Grosso. Apesar das especulações, ela afirmou que ainda está refletindo sobre a decisão.

“Já apanho muito com fake news. Preciso avaliar melhor”, disse ao comentar a possibilidade de entrar na disputa eleitoral.

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A declaração foi dada na manhã desta quarta-feira (11.03), durante um evento relacionado às atividades da Semana das Mulheres, quando a primeira-dama falou sobre os desafios do ambiente político e o impacto de ataques nas redes sociais.
Nos bastidores, Virginia Mendes é vista como um nome com forte capital político, especialmente pelo trabalho social desenvolvido ao longo dos últimos anos à frente de projetos voltados às mulheres e às famílias em situação de vulnerabilidade em Mato Grosso.

Apesar do convite para integrar o Podemos e assumir um espaço de destaque nacional, qualquer decisão política deverá passar por avaliação conjunta com o grupo político liderado pelo governador Mauro Mendes (União Brasil).

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MULHER

O primeiro tapa quase nunca é o começo da violência Por: Virginia Mendes

Quando um caso de violência contra a mulher ganha as manchetes, muita gente imagina que tudo começou com um tapa. Mas, na maioria das vezes, não é assim. A agressão física costuma ser o último estágio de uma violência que começou muito antes, de forma silenciosa, disfarçada de cuidado, amor ou ciúme.

Primeiro vêm os comentários sobre a roupa. Depois, as críticas às amizades, à família, ao trabalho e às redes sociais. Aos poucos, o controle sobre horários, decisões e escolhas se torna parte da rotina. O ciúme deixa de ser sentimento e passa a ser posse. É aí que mora o perigo.

A violência psicológica não deixa, necessariamente, marcas no corpo, mas pode destruir a autoestima, a liberdade e a saúde emocional da mulher. Humilhações, ameaças, chantagens, manipulação e isolamento fazem com que muitas vítimas percam a confiança em si mesmas e acreditem que não conseguirão sair daquela situação.

Por isso, é preciso reconhecer os sinais antes que a violência evolua para agressões físicas e, em casos extremos, para o feminicídio.

Todo relacionamento tem conflitos e divergências. O que não pode ser normalizado é o desrespeito. Se uma mulher muda a maneira de se vestir, deixa de conviver com a família ou passa a medir cada palavra por medo da reação do companheiro, ela não está vivendo uma relação saudável. Isso não é amor.

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E há uma verdade que precisa ser repetida: a culpa nunca é da vítima. Nenhuma roupa, escolha ou comportamento justifica uma agressão. A única pessoa responsável pela violência é quem decide praticá-la.

Ao longo da minha caminhada, ouvindo mulheres e acompanhando histórias de superação, muitas vezes escutei a mesma frase: “Eu não percebi quando tudo começou”. É justamente por isso que a informação é tão importante. Precisamos falar sobre os primeiros sinais para que as mulheres possam reconhecê-los e buscar ajuda antes que seja tarde.

Também precisamos fortalecer a rede de apoio. Familiares, amigos, vizinhos e colegas de trabalho devem estar atentos. Muitas mulheres permanecem em silêncio por medo, vergonha, dependência financeira ou pela esperança de que o agressor mude. Acolher, orientar e incentivar a denúncia pode salvar vidas.

Defendo que o Brasil avance na prevenção, na proteção das vítimas e na punição dos agressores. É preciso investir em educação e acolhimento, mas também discutir o endurecimento das leis. Defendo a reforma da Constituição para permitir a prisão perpétua para feminicidas e autores de crimes hediondos. Crimes tão graves exigem respostas à altura de sua brutalidade.

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Mas nenhuma punição será suficiente se continuarmos chegando tarde. Precisamos agir diante dos primeiros sinais, antes que o controle vire agressão e que a agressão termine em tragédia.

Se você vive uma relação marcada pelo medo, pelo controle, pelas ameaças ou pelas humilhações, pedir ajuda não é fraqueza. É coragem. Você não está sozinha.

Denuncie. O silêncio protege o agressor, nunca a vítima. O Ligue 180 oferece orientação e encaminhamento para a rede de proteção. Em situações de risco imediato, acione a Polícia Militar pelo 190.

A violência doméstica não começa com o primeiro tapa. Muitas vezes, começa com palavras, controle em diversas situação, entre elas a patrimonial e violência psicológica. Reconhecer os primeiros sinais pode salvar uma vida.

Virginia Mendes é economista, ex-primeira-dama de Cuiabá, ex-primeira-dama de MT idealizadora do programa SER Família.

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