ASSISTÊNCIA SOCIAL

Graças a Virginia Mendes avançamos em assistência social em Araputanga”, afirma primeira-dama do município

Luiza Rios elogiou ações do Governo de Mato Grosso e destacou programas idealizados por Virginia Mendes que têm fortalecido o atendimento às famílias em situação de vulnerabilidade

A primeira-dama de Araputanga e secretária municipal de Assistência Social, Luiza Rios, elogiou as ações do Governo de Mato Grosso na área social durante agenda realizada nesta segunda-feira (16.03) no município, localizado no Vale do Jauru.

Segundo ela, os avanços na assistência social local ocorreram graças à parceria com o Estado e aos programas idealizados pela primeira-dama Virginia Mendes.

“Graças à primeira-dama Virginia Mendes nós avançamos muito na assistência social em Araputanga. O apoio do Governo de Mato Grosso fez a diferença para muitas famílias que precisam desse olhar mais sensível”, afirmou Luiza.

Durante a cerimônia, Virginia também foi homenageada pelo padre Celso de Jesus, em nome da Paróquia Nossa Senhora do Rosário, em reconhecimento ao trabalho social desenvolvido no estado.

Luiza Rios também destacou os investimentos do programa SER Família Habitação Faixa Zero no município. Segundo ela, 45 casas estavam em fase final de construção e seriam entregues para famílias que aguardavam pela oportunidade de conquistar a casa própria.

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“Estamos prestes a entregar 45 casas em Araputanga e isso representa dignidade e uma nova oportunidade de vida para muitas famílias. Essa parceria com o Governo do Estado transformou realidades e fortaleceu a assistência social no nosso município”, ressaltou.

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MULHER

O primeiro tapa quase nunca é o começo da violência Por: Virginia Mendes

Quando um caso de violência contra a mulher ganha as manchetes, muita gente imagina que tudo começou com um tapa. Mas, na maioria das vezes, não é assim. A agressão física costuma ser o último estágio de uma violência que começou muito antes, de forma silenciosa, disfarçada de cuidado, amor ou ciúme.

Primeiro vêm os comentários sobre a roupa. Depois, as críticas às amizades, à família, ao trabalho e às redes sociais. Aos poucos, o controle sobre horários, decisões e escolhas se torna parte da rotina. O ciúme deixa de ser sentimento e passa a ser posse. É aí que mora o perigo.

A violência psicológica não deixa, necessariamente, marcas no corpo, mas pode destruir a autoestima, a liberdade e a saúde emocional da mulher. Humilhações, ameaças, chantagens, manipulação e isolamento fazem com que muitas vítimas percam a confiança em si mesmas e acreditem que não conseguirão sair daquela situação.

Por isso, é preciso reconhecer os sinais antes que a violência evolua para agressões físicas e, em casos extremos, para o feminicídio.

Todo relacionamento tem conflitos e divergências. O que não pode ser normalizado é o desrespeito. Se uma mulher muda a maneira de se vestir, deixa de conviver com a família ou passa a medir cada palavra por medo da reação do companheiro, ela não está vivendo uma relação saudável. Isso não é amor.

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E há uma verdade que precisa ser repetida: a culpa nunca é da vítima. Nenhuma roupa, escolha ou comportamento justifica uma agressão. A única pessoa responsável pela violência é quem decide praticá-la.

Ao longo da minha caminhada, ouvindo mulheres e acompanhando histórias de superação, muitas vezes escutei a mesma frase: “Eu não percebi quando tudo começou”. É justamente por isso que a informação é tão importante. Precisamos falar sobre os primeiros sinais para que as mulheres possam reconhecê-los e buscar ajuda antes que seja tarde.

Também precisamos fortalecer a rede de apoio. Familiares, amigos, vizinhos e colegas de trabalho devem estar atentos. Muitas mulheres permanecem em silêncio por medo, vergonha, dependência financeira ou pela esperança de que o agressor mude. Acolher, orientar e incentivar a denúncia pode salvar vidas.

Defendo que o Brasil avance na prevenção, na proteção das vítimas e na punição dos agressores. É preciso investir em educação e acolhimento, mas também discutir o endurecimento das leis. Defendo a reforma da Constituição para permitir a prisão perpétua para feminicidas e autores de crimes hediondos. Crimes tão graves exigem respostas à altura de sua brutalidade.

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Mas nenhuma punição será suficiente se continuarmos chegando tarde. Precisamos agir diante dos primeiros sinais, antes que o controle vire agressão e que a agressão termine em tragédia.

Se você vive uma relação marcada pelo medo, pelo controle, pelas ameaças ou pelas humilhações, pedir ajuda não é fraqueza. É coragem. Você não está sozinha.

Denuncie. O silêncio protege o agressor, nunca a vítima. O Ligue 180 oferece orientação e encaminhamento para a rede de proteção. Em situações de risco imediato, acione a Polícia Militar pelo 190.

A violência doméstica não começa com o primeiro tapa. Muitas vezes, começa com palavras, controle em diversas situação, entre elas a patrimonial e violência psicológica. Reconhecer os primeiros sinais pode salvar uma vida.

Virginia Mendes é economista, ex-primeira-dama de Cuiabá, ex-primeira-dama de MT idealizadora do programa SER Família.

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