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Virginia Mendes relata dores intensas da fibromialgia e fala sobre diagnóstico

A ex-primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, usou as redes sociais nesta sexta-feira (22), para relatar os desafios enfrentados até descobrir o diagnóstico de fibromialgia e reforçar a importância do acolhimento e do acesso à informação para quem convive com a doença. Em publicação no Instagram, ela compartilhou detalhes do período em que sofreu com dores intensas e da demora para identificar a síndrome.

Segundo Virginia Mendes, os sintomas comprometeram sua qualidade de vida antes do início do tratamento adequado.

“Fiquei de cama, não conseguia levantar, sentia dores imensas no corpo, como se em meu corpo tivesse passado um trator. Até chegar ao diagnóstico de que eu tinha fibromialgia foi bem demorado. Quando descobri, comecei o tratamento, faço até hoje. É um tratamento tranquilo, fácil, mas até você descobrir o que é, é muito dolorido. Às vezes, os médicos não têm essa clareza no diagnóstico, mas quando descobre, realmente resolve, porque estando o paciente tratado, é outra vida”, relatou.

Na publicação, Virginia também destacou a importância da Carteira de Identificação da Pessoa com Fibromialgia em Mato Grosso, iniciativa implantada para garantir mais dignidade, inclusão e atendimento humanizado aos pacientes. Ela explicou que o documento assegura prioridade em filas, acesso a vagas especiais de estacionamento e outros direitos previstos em lei.

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Além do relato pessoal, a ex-primeira-dama do Estado aproveitou o espaço para orientar a população sobre como buscar atendimento e solicitar a carteirinha por meio da rede pública de saúde. Entre as orientações, ela explicou que o primeiro passo é procurar a Secretaria Municipal de Saúde ou o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do município, apresentando laudo médico atualizado, documentos pessoais e comprovante de residência.

Virginia Mendes também agradeceu às equipes da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) e às secretarias municipais pelo trabalho realizado para que a ação se tornasse realidade no estado.

“Depois do meu diagnóstico, minha luta contra a fibromialgia se tornou ainda mais forte. Sei o quanto essa condição pode ser desafiadora e o quanto o acolhimento faz diferença na vida das pessoas”, destacou.

Clique e confira no link o relato de Virgínia Mendes no instagram 

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O primeiro tapa quase nunca é o começo da violência Por: Virginia Mendes

Quando um caso de violência contra a mulher ganha as manchetes, muita gente imagina que tudo começou com um tapa. Mas, na maioria das vezes, não é assim. A agressão física costuma ser o último estágio de uma violência que começou muito antes, de forma silenciosa, disfarçada de cuidado, amor ou ciúme.

Primeiro vêm os comentários sobre a roupa. Depois, as críticas às amizades, à família, ao trabalho e às redes sociais. Aos poucos, o controle sobre horários, decisões e escolhas se torna parte da rotina. O ciúme deixa de ser sentimento e passa a ser posse. É aí que mora o perigo.

A violência psicológica não deixa, necessariamente, marcas no corpo, mas pode destruir a autoestima, a liberdade e a saúde emocional da mulher. Humilhações, ameaças, chantagens, manipulação e isolamento fazem com que muitas vítimas percam a confiança em si mesmas e acreditem que não conseguirão sair daquela situação.

Por isso, é preciso reconhecer os sinais antes que a violência evolua para agressões físicas e, em casos extremos, para o feminicídio.

Todo relacionamento tem conflitos e divergências. O que não pode ser normalizado é o desrespeito. Se uma mulher muda a maneira de se vestir, deixa de conviver com a família ou passa a medir cada palavra por medo da reação do companheiro, ela não está vivendo uma relação saudável. Isso não é amor.

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E há uma verdade que precisa ser repetida: a culpa nunca é da vítima. Nenhuma roupa, escolha ou comportamento justifica uma agressão. A única pessoa responsável pela violência é quem decide praticá-la.

Ao longo da minha caminhada, ouvindo mulheres e acompanhando histórias de superação, muitas vezes escutei a mesma frase: “Eu não percebi quando tudo começou”. É justamente por isso que a informação é tão importante. Precisamos falar sobre os primeiros sinais para que as mulheres possam reconhecê-los e buscar ajuda antes que seja tarde.

Também precisamos fortalecer a rede de apoio. Familiares, amigos, vizinhos e colegas de trabalho devem estar atentos. Muitas mulheres permanecem em silêncio por medo, vergonha, dependência financeira ou pela esperança de que o agressor mude. Acolher, orientar e incentivar a denúncia pode salvar vidas.

Defendo que o Brasil avance na prevenção, na proteção das vítimas e na punição dos agressores. É preciso investir em educação e acolhimento, mas também discutir o endurecimento das leis. Defendo a reforma da Constituição para permitir a prisão perpétua para feminicidas e autores de crimes hediondos. Crimes tão graves exigem respostas à altura de sua brutalidade.

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Mas nenhuma punição será suficiente se continuarmos chegando tarde. Precisamos agir diante dos primeiros sinais, antes que o controle vire agressão e que a agressão termine em tragédia.

Se você vive uma relação marcada pelo medo, pelo controle, pelas ameaças ou pelas humilhações, pedir ajuda não é fraqueza. É coragem. Você não está sozinha.

Denuncie. O silêncio protege o agressor, nunca a vítima. O Ligue 180 oferece orientação e encaminhamento para a rede de proteção. Em situações de risco imediato, acione a Polícia Militar pelo 190.

A violência doméstica não começa com o primeiro tapa. Muitas vezes, começa com palavras, controle em diversas situação, entre elas a patrimonial e violência psicológica. Reconhecer os primeiros sinais pode salvar uma vida.

Virginia Mendes é economista, ex-primeira-dama de Cuiabá, ex-primeira-dama de MT idealizadora do programa SER Família.

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