MINISTÉRIO PÚBLICO MT
Réus são condenados por tráfico de cerca de 300 kg de droga
Os réus Francieli Cristina de Oliveira, Gilberto Alves Martins e Luan Martins Soares foram condenados pelo crime de tráfico de drogas, por transportarem 334 tabletes de maconha, o equivalente a 296,49 kg. Eles levavam a carga de Várzea Grande para o estado do Pará e foram presos durante uma operação policial na cidade de Paranatinga (a 373 km de Cuiabá), no dia 13 de junho de 2024.Francieli foi condenada a oito anos e quatro meses de reclusão, além de 833 dias-multa. Gilberto recebeu pena de 13 anos e quatro meses de reclusão e 1.333 dias-multa. Já Luan, também condenado por receptação, adulteração de sinal identificador de veículo automotor e desobediência, teve a pena fixada em 12 anos e quatro meses de reclusão, 15 dias de detenção e 863 dias-multa.Os réus foram absolvidos da acusação de associação para o tráfico por falta de provas quanto à estabilidade e permanência na suposta organização criminosa. A sentença da 1ª Vara de Paranatinga determinou a manutenção da prisão preventiva dos acusados e a destruição da droga apreendida.Segundo a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso, os acusados foram presos após informações repassadas pelo setor de inteligência do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), indicando que dois veículos estariam transportando drogas pela Rodovia MT-020.Os policiais localizaram inicialmente o veículo VW/Gol, placas OBY1I36, em um estabelecimento conhecido como “Postinho”, às margens de uma estrada de chão. No local, Gilberto e Francieli se apresentaram, respectivamente, como proprietário e passageira do automóvel. Durante a busca veicular, foram encontrados, no interior de um saco preto no bagageiro, 10 tabletes de maconha embalados com plástico azul e o logotipo do personagem Hulk.Pouco tempo depois, os policiais avistaram o veículo Hyundai Creta, com placas PRI-3J19 (adulteradas), e emitiram ordem de parada com sinais sonoros e luminosos. O condutor, Luan, desacelerou o carro e sinalizou que encostaria no acostamento, mas, no momento em que a equipe policial se preparava para desembarcar da viatura, ele arrancou e fugiu em alta velocidade.O veículo só parou após ser atingido por disparos durante a perseguição, mas o condutor conseguiu fugir. No interior do automóvel foram localizados 324 tabletes de maconha, armazenados da mesma forma. Após consulta, constatou-se que o veículo apresentava adulterações na placa, chassi, suspensão, motor e vidros, sendo caracterizado como um “dublê”. Luan foi preso horas depois.
Foto: Politec-MT.
Fonte: Ministério Público MT – MT
MINISTÉRIO PÚBLICO MT
Júri condena réu a 48 anos por feminicídio e homicídio qualificado
O Tribunal do Júri da Comarca de São José dos Quatro Marcos (315 km de Cuiabá) condenou, nesta quarta-feira (22), Millykovik de Almeida Pereira a 48 anos, 7 meses e 10 dias de reclusão, em regime fechado. O réu foi responsabilizado por duplo homicídio qualificado, sendo um deles reconhecido como feminicídio, cometido no contexto de violência doméstica e familiar, com emprego de recurso que dificultou a defesa das vítimas.O julgamento contou com a atuação do promotor de Justiça Jacques de Barros Lopes, que representou o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) durante a sessão plenária e sustentou a tese acusatória, defendendo o reconhecimento das qualificadoras descritas na denúncia.De acordo com a acusação, o crime ocorreu na madrugada do dia 26 de junho de 2025, por volta das 3h40, em uma residência localizada na Rua Fortaleza, nas imediações do Mini Estádio Municipal de São José dos Quatro Marcos. As vítimas foram Marielly Ferreira Campos, de 16 anos, companheira do réu, e Wallisson Rodrigo Scapin Gasques, de 25 anos.Conforme apurado nas investigações, o réu mantinha um relacionamento amoroso com a adolescente, mas tinha conhecimento de que ela também se envolvia afetivamente com a outra vítima, situação que já havia motivado desentendimentos anteriores. Na madrugada dos fatos, ao se dirigir até a residência onde Marielly se encontrava, Millykovik de Almeida Pereira flagrou a jovem e Wallisson juntos em um dos cômodos da casa.Dominado por intenso sentimento de raiva, ciúmes e inconformismo, o acusado empunhou uma faca e desferiu diversos golpes contra as duas vítimas. O Ministério Público sustentou que o ataque ocorreu de forma repentina, durante a madrugada, em ambiente fechado, impedindo qualquer possibilidade de defesa ou reação das vítimas.Durante o julgamento, os jurados acolheram integralmente a tese apresentada pelo Ministério Público, reconhecendo o feminicídio em razão da condição do sexo feminino da vítima Marielly, no contexto da violência doméstica e familiar, além do motivo torpe e do recurso que dificultou a defesa das vítimas.Diante da gravidade dos fatos, o Juiz Presidente fixou a pena em patamar elevado, determinando o cumprimento em regime fechado e a manutenção da prisão do réu.“Trata-se de uma condenação que reafirma o compromisso do sistema de Justiça com a proteção da vida das mulheres e com o enfrentamento à violência doméstica e familiar. Além disso, a pena aplicada reflete a gravidade dos fatos e a forma covarde como o crime foi cometido”, destacou o promotor de Justiça.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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