MINISTÉRIO PÚBLICO MT
Promotor de Justiça visita instituição apoiada com recursos via Bapre
O promotor de Justiça Fabrício Miranda Mereb, titular da 1ª Promotoria de Novo São Joaquim (a 485 km de Cuiabá), visitou na quinta-feira (14) o Internato Dom Bosco, instituição parceira do Ministério Público de Mato Grosso que recebe recursos por meio do Banco de Projetos, Fundos e Entidades (Bapre). Durante a visita, conheceu as atividades desenvolvidas na unidade, com destaque para o trabalho em mosaico iniciado este ano, que envolve jovens indígenas da etnia Xavante.“Durante a visita, pude conhecer a riqueza e a diversidade envolvidas neste trabalho, que reúne talentos peruanos, italianos e brasileiros, com a participação especial de indígenas Xavantes. Sob a orientação da artista peruana Yuliza Armendia Sanchez Chicclasto, os mosaicos ganham vida e expressão. Além do valor artístico, o projeto também promove o reaproveitamento de materiais, reforçando seu compromisso com a sustentabilidade e a consciência ambiental”, afirmou o promotor. O Internato Dom Bosco já recebeu R$ 571.428,56 em recursos destinados pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), por meio do Bapre. Os investimentos foram aplicados no Oratório Dom Bosco e na Operação Mato Grosso (O.M.G).O Oratório funciona como um espaço de acolhimento, educação, evangelização e recreação para crianças e jovens. Inspirado no carisma de São João Bosco, o ambiente busca promover valores como amizade, solidariedade e alegria, oferecendo atividades que estimulam o desenvolvimento pessoal e social dos participantes.Já a Operação Mato Grosso é um movimento internacional fundado na Itália em 1967 pelo padre Ugo di Censi. Com mais de cinco décadas de atuação, a iniciativa mobiliza jovens e adultos italianos que, em seus momentos livres, realizam trabalhos voluntários para arrecadar fundos destinados a ações sociais em países como Peru, Bolívia, Equador e Brasil. Atualmente, o movimento apoia mais de 100 missões em comunidades carentes.O Oratório e a O.M.G atuam de forma integrada, oferecendo às crianças e jovens um ambiente acolhedor, educativo e familiar.
Fonte: Ministério Público MT – MT
MINISTÉRIO PÚBLICO MT
MPMT e Prefeitura alinham ações para desocupação de áreas verdes
O avanço de ocupações irregulares em áreas públicas situadas nos loteamentos Senador Jonas Pinheiro e Residencial Ilza Therezinha Picoli Pagot foi tema de uma reunião realizada nesta sexta-feira (28) entre o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e a Prefeitura de Cuiabá. O encontro foi conduzido pela promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, titular da 17ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística da Capital, e contou com a participação do Prefeito Abilio Brunini, da Secretária Municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, e de técnicos da administração municipal. Na ocasião, foram discutidas as medidas adotadas para conter novas invasões e garantir a proteção das áreas.Recentemente, o MPMT notificou o Município de Cuiabá para que, no exercício do poder de polícia administrativa, adotasse providências destinadas à desocupação de duas áreas verdes ocupadas irregularmente. Parte da região afetada está inserida em Área de Preservação Permanente (APP), com a presença de nascente difusa. A atuação ministerial considera o crescimento das ocupações em uma área classificada pela Defesa Civil como de alto risco, exigindo medidas preventivas para impedir novas construções e assegurar a preservação ambiental.Segundo a promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, a atuação conjunta busca assegurar o cumprimento da legislação urbanística e ambiental. A região já havia sido alvo de ações fiscalizatórias anteriormente. Em abril de 2025, foram realizadas demolições de imóveis em construção e sem ocupação. Já na quinta-feira (27), uma nova operação resultou na demolição de 19 edificações desabitadas erguidas irregularmente na área invadida.De acordo com a secretária Municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, o trabalho da Prefeitura tem sido realizado em consonância com as orientações do Ministério Público. “A ação teve como foco construções sem ocupação identificadas durante o monitoramento da área. Além de famílias em situação de vulnerabilidade, foram encontradas edificações de grande porte e padrão construtivo elevado, evidenciando que parte das ocupações não está relacionada exclusivamente à necessidade de moradia. O Município seguirá adotando medidas para impedir novas invasões e garantir o cumprimento da legislação”, afirmou.A promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa reforçou que o Ministério Público continuará acompanhando o caso e adotando as medidas extrajudiciais e judiciais necessárias para promover a desocupação das áreas irregularmente ocupadas, assegurar a preservação das áreas verdes e proteger os recursos ambientais existentes na região.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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