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MPMT denuncia autor por feminicídio e homicídio qualificado 

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso denunciou Carlos Alberto Gomes Bezerra por feminicídio qualificado contra Thays Machado e homicídio qualificado contra Willian Cesar Moreno. O promotor de Justiça Jaime Romaquelli, da 26ª Promotoria de Justiça Criminal, ainda se manifestou pela manutenção da prisão preventiva do denunciado, “por haver provas mais do que robustas da materialidade do crime e indícios suficientes da autoria”, além de outros requisitos autorizativos previstos no Código de Processo Penal.

De acordo com a denúncia, o feminicídio foi cometido por motivo torpe (vingança pelo término do namoro), de forma cruel e impossibilitando a defesa da vítima. “Agiu o denunciado de forma cruel e covarde, revelando extrema perversidade, ao agredir a vítima com diversos disparos de armas de fogo, descarregando uma pistola semiautomática em área urbana de intensa movimentação de pessoas, em plena luz do dia, no horário comercial de um dia útil”, narrou o promotor de Justiça. 

Jaime Romaquelli acrescentou que “Carlos Alberto praticou o crime, com relação à vítima Thays Machado, num contexto de violência doméstica por ele alimentada, prevalecendo-se de sua superioridade física, em flagrante menosprezo à condição de mulher da vítima Thays (eram ex-conviventes), e, portanto, por razões da condição do sexo feminino da vítima, pois com ela manteve um relacionamento amoroso.” 

O homicídio também foi qualificado na denúncia por motivo torpe, emprego de meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima Willian Cesar Moreno. “A ação calculada do acusado em comparecer naquele local, exatamente no momento em que as vítimas Thays e Willian estavam expostos na calçada de costas para a rua, subtraiu deles a possibilidade de realizar qualquer gesto efetivo de defesa (abaixar-se, correr), sendo acolhidas de surpresa, recebendo os tiros fatais enquanto o atirador estava dentro do veículo”, argumentou. 

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Entenda o caso – Conforme apurado durante a investigação policial, Carlos Alberto Gomes Bezerra manteve um relacionamento amoroso por cerca de dois anos com a vítima Thays Machado, chegando a morar com a vítima. E, desde o início, ele se mostrou controlador e possessivo por vigiar cuidadosamente cada movimento dela, incluindo o telefone celular e as redes sociais. 

Embora “estivesse inserida num relacionamento explicitamente abusivo, a vítima não encontrava forças para rompê-lo e buscar auxílio pelas vias policiais e judiciais disponíveis, pois entendia que, pelo fato de o denunciado ser filho de político de renome, tinha ‘costas quentes’, havendo risco, inclusive, da situação ser revertida contra ela”. 

Em dezembro de 2022, Thays rompeu o relacionamento. Desconfiado de que ela estava com outro, o denunciado “passou a vigiá-la mais intensamente ainda, monitorando-a a todo tempo através de ligações, aplicativos de rastreamento, já planejando a sua morte”. 

Em janeiro de 2023, ela iniciou novo relacionamento com Willian Cesar Moreno. No dia 18 de janeiro, Thays foi com o carro da mãe buscar o namorado no aeroporto. Utilizando os mecanismos de rastreamento a que tinha acesso, Carlos a seguiu até Várzea Grande, acompanhou o desembarque do namorado, e seguia o carro na volta quando foi percebido pelo casal. A mulher ligou para o Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), registrou o caso na Central de Flagrantes, mas Carlos conseguiu fugir. 

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Na mesma data, durante a tarde, Thays e Willian foram até o prédio da mãe dela para devolver o carro. Depois de deixar as chaves do veículo da mãe na portaria do prédio, Thays e Willian caminharam até a calçada na frente do edifício para chamar um Uber. 

“No momento em que viu Thays e Willian na calçada, Carlos aproximou-se abruptamente com o veículo e, de dentro do carro mesmo, pela janela, efetuou diversos disparos com a arma de fogo que possuía (uma pistola Taurus, .380) em direção a Thays, inclusive pelas costas. (…) Enquanto Carlos efetuava os diversos disparos em direção da vítima Thays, Willian começou a correr rapidamente pela calçada tentando distanciar-se do agressor, mas Carlos fez nova manobra no veículo, aproximou-se de Willlian e realizou diversos outros disparos em direção a ele”, consta na denúncia. 

Foto: PJC-MT

Fonte: MP MT

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Série debate uso da IA na atuação do Júri nesta sexta-feira (9)

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O uso da inteligência artificial no Tribunal do Júri será tema de debate nesta sexta-feira (9 de outubro), durante mais uma edição dos “Colóquios Ministeriais”. O encontro virtual “IA no Júri”, promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, será das 8h30 às 10h30 (horário de Mato Grosso), por meio da plataforma Microsoft Teams.Durante o evento, que é voltado aos membros do Ministério Público Brasileiro, serão discutidas as possibilidades de utilização da Inteligência Artificial como ferramenta de apoio à atuação ministerial perante o Tribunal do Júri. O tema ganha relevância diante da crescente incorporação de soluções tecnológicas ao campo jurídico, com aplicações que envolvem pesquisa, análise e organização de informações, elaboração de peças, construção de estratégias argumentativas e sistematização de dados relevantes para a atividade-fim do Ministério Público.Conforme a programação, a abertura será conduzida pelo promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, coordenador do CAO Júri. Em seguida, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto ministrará o colóquio “IA no Júri”, abordando, em perspectiva prática, o potencial da Inteligência Artificial no apoio à preparação de casos, análise de elementos probatórios, organização de informações, construção da argumentação e preparação para as sessões plenárias.Além de apresentar oportunidades proporcionadas pelas novas tecnologias, o debate também pretende estimular reflexões sobre os limites, cuidados e formas adequadas de utilização da Inteligência Artificial no âmbito da atuação ministerial. A proposta é discutir como essas ferramentas podem contribuir para maior eficiência e qualificação do trabalho, sem perder de vista aspectos éticos e a necessária supervisão humana.A ação integra o conjunto de atividades desenvolvidas pela Escola Institucional para atualização e aperfeiçoamento funcional dos membros do Ministério Público. Por meio da série “Colóquios Ministeriais”, o Ceaf busca fomentar a troca de experiências e o debate sobre temas contemporâneos que impactam a atuação ministerial, incentivando a incorporação responsável de novas tecnologias às atividades desenvolvidas pela instituição.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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