BASTIDORES DO TCE
Waldir Teis articula aposentadoria antecipada e abre disputa entre Botelho, Dilmar e Gallo por vaga no TCE
Possível saída do conselheiro ainda em 2026 movimenta Assembleia Legislativa e Governo de Mato Grosso; indicação de substituto depende de articulação política
A possibilidade de aposentadoria antecipada do conselheiro Waldir Teis, de 73 anos, começou a movimentar os bastidores políticos de Mato Grosso. Segundo informações de interlocutores da Assembleia Legislativa (ALMT) e do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Teis estaria avaliando deixar o cargo ainda neste ano, abrindo uma disputa por sua cadeira.
Três nomes aparecem nas articulações para uma eventual substituição: os deputados estaduais Eduardo Botelho (MDB) e Dilmar Dal Bosco (União Brasil), além do ex-secretário estadual de Fazenda Rogério Gallo.
As conversas teriam se intensificado após as eleições e envolvem representantes do Legislativo, do Executivo e integrantes do próprio Tribunal de Contas. Até o momento, porém, não há confirmação oficial sobre a aposentadoria nem definição de quem ocuparia a vaga.
Nos bastidores, advogados ligados a Waldir Teis estariam participando das negociações. Entre os possíveis interessados, Botelho seria um dos nomes com articulações mais avançadas.
A possibilidade de ingresso do parlamentar no TCE não é recente. Em 2021, quando Teis chegou a protocolar um pedido de aposentadoria, Botelho, então presidente da Assembleia Legislativa, também foi apontado como possível sucessor.
Na ocasião, a movimentação perdeu força após repercussões e comentários sobre uma suposta negociação envolvendo a cadeira. Teis acabou permanecendo no Tribunal, enquanto Botelho negou qualquer intenção de abandonar a carreira política.
Outro nome que ganha espaço é Dilmar Dal Bosco, reeleito para o quinto mandato de deputado estadual. O parlamentar exerceu a liderança do Governo na Assembleia durante a gestão de Mauro Mendes e também na administração de Otaviano Pivetta.
Dilmar já havia demonstrado interesse em uma vaga no TCE em 2019, quando a Assembleia acabou indicando Guilherme Maluf para ocupar a cadeira anteriormente pertencente a Humberto Bosaipo.
Uma eventual indicação de Dilmar também provocaria mudanças na composição da Assembleia Legislativa. Nesse cenário, Júlio Campos, que não conseguiu a reeleição, poderia assumir a vaga deixada pelo parlamentar.
Já Rogério Gallo é apontado como um nome de preferência de integrantes do Governo. O ex-secretário de Fazenda mantém proximidade política com Mauro Mendes e Otaviano Pivetta, além de ter participado das articulações da campanha eleitoral.
Apesar desse respaldo, a indicação de Gallo enfrentaria um obstáculo político: a cadeira em discussão pertence à cota de escolha da Assembleia Legislativa.
A indicação de um nome ligado ao Executivo, entretanto, não seria inédita. Em 2007, o próprio Waldir Teis chegou ao Tribunal após articulações conduzidas pelo então governador Blairo Maggi junto aos deputados estaduais.
Informações de bastidores também apontam que três conselheiros teriam participado de uma reunião no Palácio Paiaguás, na quarta-feira (7), sendo dois presencialmente e outro por videochamada. O conteúdo do encontro não foi detalhado.
Crise institucional aumenta preocupação
A eventual saída de Teis ocorre em um momento de preocupação com a imagem institucional do Tribunal de Contas de Mato Grosso.
O órgão já enfrentou episódios de afastamento de cinco conselheiros, além de investigações envolvendo suspeitas de irregularidades na ocupação de cadeiras.
O atual presidente do TCE, Sérgio Ricardo, também já foi alvo de acusação relacionada à suposta compra da vaga anteriormente ocupada pelo ex-conselheiro Alencar Soares. A acusação deve ser tratada como tal, sem representar conclusão definitiva de responsabilidade.
Diante desse histórico, a possibilidade de uma nova indicação politicamente disputada desperta atenção nos bastidores do Tribunal.
Por enquanto, Botelho, Dilmar e Gallo permanecem como nomes mencionados nas articulações. A abertura efetiva da vaga depende da formalização da aposentadoria de Waldir Teis, e a escolha do sucessor ainda não está definida.
POLÍTICA MT
Max Russi entrega a Flávio Bolsonaro carta de apoio assinada por 18 deputados de MT
Documento apresentado em Brasília reúne parlamentares de diferentes partidos e estabelece prioridades para o desenvolvimento econômico, agronegócio e segurança pública
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (Podemos), entregou nesta quinta-feira (8), em Brasília, uma carta de apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. O documento reúne a adesão de 18 dos 24 deputados estaduais e apresenta propostas consideradas prioritárias pelos parlamentares para o segundo turno das eleições.
A iniciativa foi apresentada como um movimento suprapartidário, articulado por representantes de diferentes regiões de Mato Grosso. Durante o encontro, Russi destacou a participação do Podemos, que elegeu seis deputados estaduais, e afirmou que a mobilização busca aproximar a bancada das discussões sobre o futuro econômico do país.
“É um movimento suprapartidário de Mato Grosso, liderado pelo Podemos, que elegeu 6 deputados estaduais. Dos 24 deputados, nós fizemos com liberdade de voto para apresentar o seu plano econômico, com o apoio de 18 deputados de todas as regiões para dar uma vitória ainda maior em Mato Grosso”, afirmou Russi.
Além do apoio político, a carta apresenta reivindicações relacionadas à produção rural, à segurança jurídica e ao ambiente de negócios.
Entre os pontos defendidos estão a garantia do direito de propriedade, o avanço da regularização fundiária e a integração das forças de segurança pública. As medidas são apontadas pelos parlamentares como necessárias para atender demandas do agronegócio e de municípios do interior mato-grossense.
Na área econômica, o documento propõe incentivos à livre iniciativa, simplificação do sistema tributário, redução dos juros e maior controle das contas públicas.
Ao receber a carta, Flávio Bolsonaro agradeceu a mobilização e pediu que os apoiadores mantenham as atividades políticas durante o período que antecede a votação.
“É pedir para todo mundo este empenho, o máximo possível. É claro que a gente está aqui num momento de alegria, mas o jogo não acabou ainda. Faltam 18 dias”, declarou o candidato.
Flávio também destacou a importância da atuação nas redes sociais e da continuidade das ações de campanha nesta etapa da disputa presidencial.
A entrega do documento integra uma série de articulações políticas realizadas em Brasília após o primeiro turno. Com a adesão de parlamentares de diferentes legendas, o grupo pretende ampliar as atividades eleitorais em Mato Grosso, especialmente nos municípios do interior.
O segundo turno da eleição presidencial está marcado para 25 de outubro.
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