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Ministério Público debate saneamento básico e atuação regionalizada

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Na Semana do Meio Ambiente, a Procuradoria de Justiça Especializada em Defesa Ambiental e da Ordem Urbanística (PJEDAOU) do Ministério Público de Mato Grosso promoveu um debate sobre saneamento básico e a atuação regionalizada por bacias hidrográficas. O evento híbrido realizado em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT nesta quarta-feira (7), no auditório da Procuradoria-Geral de Justiça e com transmissão ao vivo pelo YouTube, reuniu cerca de 130 pessoas. 

“Nós, da Procuradoria Especializada e dos Centros de Apoio Operacional (CAOs) Meio Ambiente Urbano e Assuntos Fundiários e Meio Ambiente Natural, estamos aqui cumprindo fielmente o que estabelece o Planejamento Estratégico Institucional (PEI) do Ministério Público. E, mais do que isso, atendendo também às diretrizes do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) ao priorizar o saneamento básico e na institucionalização da atuação especializada e regionalizada”, ressaltou o procurador titular da Especializada, Luiz Alberto Esteves Scaloppe, na abertura do encontro. 

O evento, promovido com objetivo de apresentar os projetos de desenvolvimento e implementação do Observatório do Saneamento Ambiental no Estado de Mato Grosso e de elaboração dos Planos da Bacia Hidrográfica do Alto Rio Paraguai, reuniu integrantes do MPMT, representantes das secretarias de Estado de Meio Ambiente (Sema) e de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso (Sinfra), da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (Ager), da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e da sociedade civil. 

O procurador-geral de Justiça, Deosdete Cruz Junior, falou sobre a felicidade em receber todo esse público na casa do MPMT e revelou comumente pensar a respeito da relevância dos eventos promovidos pela instituição. “E para mostrar a relevância do que estamos fazendo aqui hoje e do resultado que vai advir desse trabalho, trouxe dados extraídos do 14º Ranking do Saneamento publicado pelo Instituto Trata Brasil, que revelam que a falta de saneamento básico prejudica mais de 130 milhões de brasileiros. Quase 35 milhões de pessoas vivem em nosso país sem água tratada, 100 milhões de brasileiros não têm acesso à coleta de esgoto, o que está diretamente ligado a questões de saúde e qualidade de vida”, ponderou. 

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O conselheiro do CNMP Rinaldo Reis Lima enalteceu a paixão que desperta a causa do meio ambiente. “Na maioria das vezes os promotores de Justiça que atuam nessa área lidam por anos com a matéria e não querem sair justamente porque a causa é apaixonante. E quando trabalhamos assim, com paixão, conseguimos estabelecer metas, perseguir os objetivos, trabalhar com estratégia e conquistar resultados efetivos, que é o que realmente importa”, argumentou. 

Para o coordenador do CAO Meio Ambiente Urbano e Assuntos Fundiários, promotor de Justiça Carlos Eduardo Silva, além de integrar a programação alusiva à Semana do Meio Ambiente, o evento solidifica a antiga parceria do MPMT com a Universidade Federal e marca o protagonismo assumido pela instituição referente ao saneamento básico. “Com o desenvolvimento do projeto Observatório do Saneamento Ambiental e o apoio à elaboração do plano de bacias, teremos a oportunidade de instrumentalizar o MPMT e o gestores públicos na tomada de decisões e contribuir com o avanço das ações de saneamento no estado”, revelou. 

O coordenador da Escola Institucional do MPMT, promotor de Justiça Antonio Sergio Cordeiro Piedade, reforçou a importância da sinergia criada pela instituição com a academia, o ambiente científico e a sociedade. “O tema tratado, relacionado ao meio ambiente urbano e meio ambiente natural, é extremamente relevante, fundamental e essencial. E o Ministério Público de Mato Grosso deve pautar sua conduta, de forma muito clara, na defesa dos direitos fundamentais, dos direitos humanos, e na tutela dos interesses difusos e coletivos. Vejo, com muita alegria, um espaço qualificado para um debate dessa magnitude”, enalteceu. 

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A secretária de Estado de Meio Ambiente (Sema), Mauren Lazzaretti, parabenizou o MPMT pela iniciativa e enfatizou que, hoje, o Ministério Público não somente aponta os problemas como também faz parte da construção das soluções. “Isso engrandece o trabalho que todos os entes realizam e também promove um diferencial face aos resultados que a sociedade percebe claramente a partir da atuação dessa instituição”, assinalou, registrando que a Sema é parceira do MPMT em diversas das iniciativas a serem debatidas no encontro. 

Também compuseram o dispositivo de honra da abertura do evento o secretário da Sinfra, Marcelo de Oliveira e Silva, o presidente da Ager, Luis Alberto Nespolo, a presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional de Mato Grosso (OAB-MT), Gisela Cardoso, o professor doutor da UFMT Raoni Florentino da Silva Teixeira e a promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa.
 

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Município regulariza medição da qualidade da água após TAC

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O Município de Itiquira (a 361 km de Cuiabá) regularizou o monitoramento da potabilidade da água fornecida à população, incluindo a análise de metais pesados e agrotóxicos. A medida atende compromisso firmado com o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da Promotoria de Justiça de Itiquira, em Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) celebrado em maio deste ano no âmbito da política municipal de saneamento.As amostras foram coletadas em 12 pontos do sistema de abastecimento, sendo 11 locais de captação e a Estação de Tratamento de Água (ETA). Os exames contemplaram todos os parâmetros exigidos pela Portaria GM/MS nº 888/2021, do Ministério da Saúde, e apontaram resultados dentro dos padrões de potabilidade estabelecidos pela legislação.Segundo a Promotoria de Justiça, as análises realizadas anteriormente não incluíam alguns dos agrotóxicos mais utilizados na região e previstos no Anexo 9 da Portaria GM/MS nº 888/2021. Com a regularização do monitoramento, o controle passa a contemplar esses parâmetros.Além dos exames realizados por laboratório contratado pelo município, a Promotoria de Justiça de Itiquira solicitou ao Centro de Apoio Operacional às Execuções (CAEx) do MPMT a realização de uma contraprova. O objetivo é verificar se os resultados obtidos pelo laboratório privado são confirmados por análise independente.Nesta sexta-feira (2), representantes da Prefeitura de Itiquira, do Ministério Público e o professor doutor Domingos Sávio Barbosa, do Laboratório de Química Ambiental da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), reuniram-se para discutir a possibilidade de implantação de um monitoramento contínuo da qualidade da água, por meio de parceria com a instituição de ensino.Para o promotor de Justiça Claudio Angelo Correa Gonzaga, o avanço representa o cumprimento de uma demanda histórica da instituição e um importante passo para a proteção da saúde pública.“Essa é uma demanda antiga do Ministério Público. Houve compromissos firmados anteriormente e repactuados neste ano, mas o monitoramento era realizado de forma intermitente ou incompleta. Agora, o município avança para regularizar definitivamente a situação. Em um estado com uso intenso de agrotóxicos, é fundamental que a população tenha acesso a informações confiáveis sobre a qualidade da água que consome. O desafio é transformar essas análises em uma rotina permanente e fortalecer a transparência, permitindo que cada cidadão também exerça o papel de fiscal”, destacou.Transparência – Conforme previsto no TAC, todos os relatórios das análises ficarão disponíveis para consulta pública no site da Prefeitura de Itiquira. A medida busca garantir transparência e possibilitar o acompanhamento dos resultados pela sociedade. Eventuais reclamações ou inconsistências identificadas nos relatórios poderão ser comunicadas à Promotoria de Justiça de Itiquira por meio da Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso, inclusive de forma sigilosa.

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Foto: Reprodução Instagram.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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