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Gaeco deflagra segunda fase da Operação “Boca Vermelha” em Sinop

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O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) de Sinop, força-tarefa integrada pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso, Polícia Militar, Polícia Judiciária Civil, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo, deflagrou nesta terça-feira (18) a segunda fase da Operação “Boca Vermelha”, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa atuante no município e região.A ação, autorizada pela 5ª Vara Criminal de Sinop a partir de representação do Gaeco, resultou na expedição de 10 mandados de prisão preventiva e 10 mandados de busca e apreensão domiciliar e pessoal. As investigações apontaram que os locais alvos eram utilizados para práticas ilícitas, incluindo tráfico de drogas vinculado à facção Comando Vermelho, além da participação de mulheres no recolhimento de valores.Durante a operação foram cumpridos nove mandados de prisão 10 mandados de busca, além da prisão em flagrante de um suspeito.A operação apreendeu celulares, valores em espécie, balanças de precisão, cadernos de anotações e diversos utensílios utilizados para o tráfico.Também foram apreendidos seis tabletes e meio de maconha e várias porções de cocaína e de pasta base.Nesta fase, a operação contou com apoio da Polícia Civil de Sinop, Polícia Militar por meio do 3º Comando Regional, do 11º Batalhão da PM (Efetivo Ordinário, GAP, RAIO e Agência Regional de Inteligência) e do 2º Esquadrão Independente de Policiamento Montado (Cavalaria).O Gaeco reforça que denúncias contra facções criminosas podem ser feitas de forma anônima pelos telefones 127 Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso e 190 da Polícia Militar.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Município regulariza medição da qualidade da água após TAC

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O Município de Itiquira (a 361 km de Cuiabá) regularizou o monitoramento da potabilidade da água fornecida à população, incluindo a análise de metais pesados e agrotóxicos. A medida atende compromisso firmado com o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da Promotoria de Justiça de Itiquira, em Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) celebrado em maio deste ano no âmbito da política municipal de saneamento.As amostras foram coletadas em 12 pontos do sistema de abastecimento, sendo 11 locais de captação e a Estação de Tratamento de Água (ETA). Os exames contemplaram todos os parâmetros exigidos pela Portaria GM/MS nº 888/2021, do Ministério da Saúde, e apontaram resultados dentro dos padrões de potabilidade estabelecidos pela legislação.Segundo a Promotoria de Justiça, as análises realizadas anteriormente não incluíam alguns dos agrotóxicos mais utilizados na região e previstos no Anexo 9 da Portaria GM/MS nº 888/2021. Com a regularização do monitoramento, o controle passa a contemplar esses parâmetros.Além dos exames realizados por laboratório contratado pelo município, a Promotoria de Justiça de Itiquira solicitou ao Centro de Apoio Operacional às Execuções (CAEx) do MPMT a realização de uma contraprova. O objetivo é verificar se os resultados obtidos pelo laboratório privado são confirmados por análise independente.Nesta sexta-feira (2), representantes da Prefeitura de Itiquira, do Ministério Público e o professor doutor Domingos Sávio Barbosa, do Laboratório de Química Ambiental da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), reuniram-se para discutir a possibilidade de implantação de um monitoramento contínuo da qualidade da água, por meio de parceria com a instituição de ensino.Para o promotor de Justiça Claudio Angelo Correa Gonzaga, o avanço representa o cumprimento de uma demanda histórica da instituição e um importante passo para a proteção da saúde pública.“Essa é uma demanda antiga do Ministério Público. Houve compromissos firmados anteriormente e repactuados neste ano, mas o monitoramento era realizado de forma intermitente ou incompleta. Agora, o município avança para regularizar definitivamente a situação. Em um estado com uso intenso de agrotóxicos, é fundamental que a população tenha acesso a informações confiáveis sobre a qualidade da água que consome. O desafio é transformar essas análises em uma rotina permanente e fortalecer a transparência, permitindo que cada cidadão também exerça o papel de fiscal”, destacou.Transparência – Conforme previsto no TAC, todos os relatórios das análises ficarão disponíveis para consulta pública no site da Prefeitura de Itiquira. A medida busca garantir transparência e possibilitar o acompanhamento dos resultados pela sociedade. Eventuais reclamações ou inconsistências identificadas nos relatórios poderão ser comunicadas à Promotoria de Justiça de Itiquira por meio da Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso, inclusive de forma sigilosa.

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Foto: Reprodução Instagram.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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