MATO GROSSO
Servidores públicos estaduais apresentam suas pesquisas no Seminário de Gestão do Conhecimento
A Escola de Governo de Mato Grosso, vinculada à Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão de Mato Grosso (Seplag-MT), encerrou, nesta sexta-feira (5.9), a quarta edição do Seminário de Gestão do Conhecimento. Foram quase 850 inscrições para participação em duas palestras e nas 11 salas online. 15 eixos temáticos receberam a submissão de pouco mais de 60 trabalhos científicos em nível de especialização, mestrado ou doutorado.
O Seminário acontece anualmente, desde 2022, divulgando pesquisas de servidores em cursos de especialização, mestrado e doutorado. São trabalhos que produzem resultados que podem promover melhorias na Administração Pública Estadual.
O secretário da Seplag, Basílio Bezerra, destaca a atenção governamental para a criação de políticas para desenvolvimento contínuo dos servidores públicos. Segundo ele, servidores mais especializados significam serviços de melhor qualidade para os mato-grossenses. “Enquanto governo, oferecemos essa contrapartida, criamos mecanismos legais, como o Decreto nº 2.347, de maio de 2014, instituindo a política de desenvolvimento contínuo para os servidores do Executivo Estadual”, exemplificou o secretário se tratando da qualificação e capacitação profissional.
Os servidores públicos Ueliton Peres e Andréa de Souza, vinculados, respectivamente, às secretarias estaduais de Segurança Pública (Sesp) e de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), usufruíram de dispensas para atividades das suas pós-graduações. Ele cursou doutorado na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e ela mestrado no Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT).
O doutor analisou como políticas públicas voltadas ao lazer podem impactar na redução de medidas socioeducativas. “A pesquisa pode contribuir para a articulação e efetivação de políticas públicas de lazer para a promoção da saúde, que possibilitem à superação de adversidades na trajetória de adolescentes em conflito com a lei, como o distanciamento da própria conduta infracional”, prospecta Ueliton, relacionando isso ao conceito Sociolazer, desenvolvido por ele.
Já a mestra criou um guia como modelo para a elaboração de documentos, auxiliando na melhoria das atividades escolares. “Elaborei um guia para a elaboração de documentos. Meu objetivo foi criar um material que sirva de apoio aos servidores, facilitando a execução dessas atividades e impactando diretamente o ‘chão da escola’, ao simplificar a contratação de professores, a realização de parcerias, a aquisição de materiais, entre outros”, explica Andréa de Souza.
Retrospectiva
A primeira edição do Seminário de Gestão do Conhecimento aconteceu em 2022 com o tema “Gestão do Conhecimento”. Desde então, cada edição trouxe novos enfoques: em 2023, “Fortalecendo a qualificação por meio da socialização”; em 2024, “Inovação e eficiência por meio de pesquisas: novos caminhos para o serviço público”; e, neste ano, “Pesquisa e Gestão Pública: conectando saberes à melhoria dos serviços”.
Segundo a adjunta da Escola de Governo, Marioneide Kliemaschewsk, a socialização das pesquisas fortalece a memória coletiva, estimula a inovação e contribui para a melhoria das políticas públicas. “A pesquisa fomenta o desenvolvimento de estratégias e metodologias que tornam a gestão do conhecimento mais eficiente”, frisa.
Até o momento, o histórico do Seminário contabiliza mais de 160 trabalhos submetidos, 467 servidores participantes presenciais e 1.305 de forma online. Para a próxima edição, a expectativa é ampliar o número de inscrições. “Acreditamos que o conhecimento transforma vidas e, por isso, promovemos o seminário como ferramenta de fortalecimento da gestão pública”, concluiu a adjunta.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Gisela aposta na força regional e leva recado de Pivetta a Moacir em Barra do Garças
A candidatura de Moacir Couto à Assembleia Legislativa ganhou nesta sexta-feira (21), um componente político que extrapola o lançamento de mais um nome na disputa proporcional. Em Barra do Garças, onde mais de 300 pessoas participaram do ato, a presença da candidata a vice-governadora Gisela Simona levou ao palco uma discussão que há anos atravessa o Araguaia: a necessidade de transformar o peso econômico e social da região em maior capacidade de representação política e de interlocução com o Governo do Estado.
Empresários, produtores rurais, lideranças políticas, moradores de Barra do Garças e apoiadores de municípios vizinhos acompanharam o lançamento da candidatura de Moacir, que pretende ocupar um espaço que considera estratégico para o desenvolvimento regional, especialmente nas áreas de saúde, infraestrutura e investimentos públicos. A agenda também expôs uma característica cada vez mais presente na campanha de Gisela: a circulação pelos municípios e a tentativa de compreender a política a partir das demandas concretas que chegam das comunidades.
Ao declarar apoio ao empresário barra-garcense, Gisela levou uma mensagem do governador Otaviano Pivetta, de quem é candidata a vice na disputa pelo Palácio Paiaguás. Segundo ela, Pivetta havia encontrado Moacir em Várzea Grande e pediu que sua vice levasse pessoalmente seu abraço ao amigo. “Ele disse: estive com Moacir em Várzea Grande. Agora, na Barra do Garças, minha vice vai pessoalmente entregar meu carinho a você, que não é um irmão de sangue, mas é de alma”, relatou.
Mais do que uma manifestação de amizade, a fala evidencia uma característica da atual composição política que tenta se consolidar em torno de Pivetta: a construção de uma rede que procura combinar a força administrativa do governo com lideranças regionais capazes de traduzir demandas locais para dentro da estrutura estadual.
Gisela também associou a candidatura de Moacir ao debate sobre a continuidade administrativa de Mato Grosso. Ao defender a chapa liderada por Pivetta, destacou a experiência do governador e sua capacidade de interlocução com os municípios.
“Ele é um administrador nato, com experiência comprovada em criar qualidade de vida. E todos sabem que é confiável. O projeto de transformar para melhor a vida da população de Mato Grosso precisa ter prosseguimento”, afirmou.
A declaração ganha dimensão política maior diante do movimento recente de prefeitos em torno da candidatura de Pivetta. Na última terça-feira, 133 dos 142 prefeitos de Mato Grosso, o equivalente a 93,7% dos municípios, formalizaram apoio à sua reeleição. O dado evidencia a capilaridade municipal da candidatura, embora, naturalmente, apoio de prefeito não se confunda automaticamente com transferência de votos.
Para Gisela, entretanto, a adesão dos prefeitos traduz sobretudo uma experiência administrativa vivenciada nos próprios municípios. A candidata a vice tem defendido que gestores municipais reconhecem os efeitos dos investimentos estaduais em infraestrutura, saúde e serviços e, por isso, não desejariam retroceder. A leitura coloca o municipalismo no centro da estratégia eleitoral de Pivetta e aproxima a campanha do cotidiano de quem administra as cidades.
Em Barra do Garças, essa discussão ganhou um rosto concreto. Durante o evento, Dona Célia relatou a dificuldade enfrentada pela família para conseguir atendimento especializado para a neta Melissa, de seis anos, diagnosticada com autismo e que precisava passar por uma cirurgia de hérnia umbilical. Segundo seu relato, depois de procurar atendimento em Barra do Garças e em Cuiabá, tomou conhecimento da atuação de Moacir em defesa da estrutura hospitalar da região.
“Mesmo sem me conhecer, ele olhou para a nossa situação e segurou a nossa mão”, afirmou.
O depoimento é significativo porque recoloca a saúde no centro de uma disputa eleitoral que, frequentemente, é narrada apenas pelos números do crescimento econômico. Barra do Garças funciona como polo de atendimento para diversos municípios do Araguaia e enfrenta há anos o desafio de ampliar sua capacidade de atendimento especializado. Em maio, o Governo do Estado anunciou justamente a elevação do repasse para a saúde do município de R$ 800 mil para R$ 2 milhões, reconhecendo a pressão exercida sobre a rede local pelo atendimento de pacientes de toda a região.
Há, portanto, uma equação política interessante em construção: o Estado afirma ter capacidade de investimento; os municípios reivindicam infraestrutura e serviços; e lideranças regionais buscam transformar essas demandas em representação política permanente.
É nesse ponto que Moacir pretende construir sua candidatura. “Não é apenas uma campanha política. É um movimento histórico de uma cidade e de uma região que precisa deixar de ser órfã e ter um representante que conheça sua realidade, que tenha portas abertas e possa ajudar a alavancar Barra do Garças e toda a região do Araguaia”, afirmou.
A expressão “deixar de ser órfã” talvez seja a síntese política mais importante do encontro. Não se trata apenas de eleger um deputado, mas de disputar a capacidade de uma região de participar das decisões sobre recursos, obras e políticas públicas que afetam diretamente sua população.
E é justamente aí que a presença de Gisela ganha significado próprio. Depois de quase três anos na Câmara dos Deputados, onde construiu sua atuação a partir de pautas nacionais como a defesa do consumidor, combate à violência contra as mulheres, proteção contra fraudes financeiras e enfrentamento de novas formas de vulnerabilidade social, a candidata a vice-governadora passa a ocupar outro lugar na engrenagem política: o de alguém que pretende levar para a chapa majoritária a experiência de quem aprendeu, no Procon e depois no Congresso, que grandes decisões públicas só fazem sentido quando chegam à vida cotidiana.
Em Barra do Garças, essa experiência encontrou uma agenda regional muito concreta: saúde, representação e capacidade de fazer a ponte entre o município e o Estado.
E talvez seja justamente essa ponte que a campanha de Pivetta e Gisela esteja tentando construir nos municípios: uma candidatura majoritária que não se apresente apenas como continuidade de um governo, mas como continuidade de uma relação política com as cidades. Relação que agora será testada diretamente nas ruas e nas urnas.
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