MATO GROSSO
Sema-MT reduziu em 60% tempo de análise do licenciamento ambiental
Quem utiliza o serviço de licenciamento ambiental experimentou uma redução progressiva, nos últimos quatro anos, do tempo de espera para obter o documento emitido pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT). Em 2022, o tempo médio de análise do órgão ambiental chegou a 94 dias para o licenciamento convencional, bem abaixo do prazo legal, que é de 180 dias.
Isso significa que o órgão alcançou uma redução de 60% no tempo de resposta ao empreendedor, considerando que o tempo médio era de 230 dias há quatro anos atrás, em dezembro de 2018. A gestão implementou ferramentas para desburocratizar o acesso aos serviços ambientais, no menor tempo possível.
A redução de tempo de análise se deu pela gestão dos processos, melhoria dos procedimentos, simplificação de parte do licenciamento com a criação da Licença por Adesão e Compromisso (LAC) e Licença Ambiental Simplificada (LAS). Na prática, empreendimentos de menor potencial poluidor ganharam um licenciamento digital, com apenas uma fase de análise.
“Este cenário tende a melhorar ainda mais a partir do ano que vem, quando ocorrerá a entrega dos novos módulos do Sistema Integrado de Gestão Ambiental, que tornará o licenciamento 100% digital”, explica a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti.
O módulo do sistema que tornará o licenciamento convencional digital está em desenvolvimento. O investimento para esta melhoria é de R$ 3,5 milhões, por meio do Programa Sema Digital, que integra o Mais MT, o maior programa de investimentos da história do Estado.
O licenciamento convencional é trifásico, composto pela Licença Prévia (LP), Licença de Instalação (LI) e Licença de Operação (LO). Nesta modalidade, a análise é mais complexa para que os empreendimentos possam ter o menor impacto ambiental possível e estabeleçam a mitigação.
Em Mato Grosso, 187 empreendimentos se enquadram no licenciamento convencional trifásico, conforme o decreto n° 695, de 29 de outubro de 2020. Entre eles, empreendimentos na área de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca, aquicultura, industria de transformação, geração e distribuição de energia elétrica, obras de infraestrutura e drenagem, funerárias e serviços relacionados.
Conforme o Núcleo de Gestão Estratégica para Resultados (NGER) da Sema, que compila os dados que medem a eficiência do licenciamento, 82% de todos os processos de licenciamento tiveram o tempo de resposta inferior ao que prevê a legislação federal, que é de 180 dias. A meta estipulada era de 65% dos licenciamentos dentro do prazo.
Fonte: GOV MT
MATO GROSSO
Helicóptero que pertenceu a Ayrton Senna pousa em Mato Grosso
Aeronave utilizada pelo tricampeão mundial para escapar do trânsito de São Paulo foi identificada no Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande; modelo deve permanecer alguns dias no estado.
Um helicóptero que pertenceu a Ayrton Senna, um dos maiores nomes da história do automobilismo mundial, pousou na terça-feira (6) no Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, e despertou a curiosidade de admiradores da aviação e do tricampeão de Fórmula 1. A aeronave, um Esquilo AS350 de matrícula PT-HYO, foi reconhecida após a divulgação de imagens nas redes sociais.
A identificação foi feita pelo piloto e major do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso Felipe Karim da Silva Shiro. Durante uma conversa com pilotos e mecânicos, ele descobriu que o helicóptero havia pertencido ao ídolo brasileiro e decidiu compartilhar a informação com seus seguidores.
Segundo Shiro, Senna utilizava a aeronave para se deslocar entre o Autódromo de Interlagos e sua residência, evitando o trânsito da capital paulista. A descoberta chamou a atenção de internautas, especialmente daqueles que acompanham a trajetória do piloto e sua paixão pela aviação.
“Essa aqui é uma aeronave Papa Tango Hotel Yankee Oscar, mas já foi do grande rei Ayrton Senna. Ele utilizava para ir de Interlagos até a sua casa e fugir do trânsito paulista”, comentou o major.
De acordo com o piloto, o helicóptero deve permanecer por alguns dias em Mato Grosso. A possibilidade é que a parada esteja relacionada a serviços de manutenção ou ao cumprimento de alguma missão, embora o motivo ainda não tenha sido confirmado.
A presença da aeronave também despertou a curiosidade de profissionais da aviação que atuam na região. Shiro explicou que a chegada de helicópteros diferentes costuma chamar a atenção da equipe, que conversa com pilotos e mecânicos para saber a procedência e a finalidade de cada operação.
Foi durante uma dessas conversas que surgiu a informação sobre o passado da aeronave. Após pesquisas na internet, o grupo encontrou fotografias e vídeos que mostram Senna utilizando o modelo, o que reforçou a identificação e motivou a publicação nas redes sociais.
A paixão de Senna pela aviação
Filho de piloto de avião, Ayrton Senna desenvolveu desde cedo o interesse por aeronaves. Ele obteve habilitação para pilotar helicópteros em 1993 e acumulou 101 horas de voo como piloto em comando.
Ao longo desse período, Senna operou três helicópteros Esquilo AS350, registrados sob as matrículas PT-HNY, PT-HYO e PT-HNJ. O modelo que chegou a Mato Grosso, identificado como PT-HYO, tem um lugar especial nessa história: foi utilizado pelo piloto em seu último voo como comandante de uma aeronave da família, no início de abril de 1994, cerca de um mês antes de sua morte.
Na ocasião, o voo partiu da fazenda de Senna, em Tatuí, no interior de São Paulo, com destino ao Campo de Marte, na capital paulista.
Posteriormente, o helicóptero foi vendido e passou a ser utilizado no serviço de táxi aéreo. A aeronave continuou em operação e, atualmente, é operada pela empresa Helimarte Táxi Aéreo.
A passagem por Mato Grosso transformou o helicóptero em uma atração para os apaixonados por aviação e para os fãs de Ayrton Senna, cuja trajetória segue despertando interesse décadas após sua morte.
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