MATO GROSSO

Polícia Penal apreende 101 celulares, dezenas de materiais eletrônicos e entorpecentes na Penitenciária Mata Grande

Policiais penais da Penitenciária Major PM Eldo Sá Correia (Mata Grande), em Rondonópolis (216 km de Cuiabá), apreenderam grande quantidade de aparelhos celulares, eletrônicos e entorpecentes, durante a Operação Eclipse, deflagrada nesta quarta-feira (18.09). A ação teve como objetivo retirar materiais ilícitos das celas.

Durante a força-tarefa, reeducandos dos raios três e quatro foram retirados de suas celas para que os policiais penais realizassem uma revista minuciosa, inspecionando pisos, paredes, sanitários, encanamentos e solários.

Essa verificação resultou na apreensão de 89 porções de pasta base de cocaína, 72 porções de maconha, 10 cigarros de maconha, 101 celulares (entre smartphones e aparelhos analógicos), 43 carregadores e três carregadores portáteis.

Todo o material foi encaminhado à Polícia Civil, que investigará o conteúdo dos celulares e dará o devido destino aos entorpecentes.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Unemat estrutura gramática de línguas da família Nambikwara para desenvolver material didático

A Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), por meio da Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas e Linguagem (Facsal) de Tangará da Serra, iniciou um projeto de pesquisa colaborativa com indígenas da etnia Nambikwara.

O projeto desenvolve oficinas com o objetivo de estruturar uma gramática escrita e produzir um material didático para as línguas Kithãuhlu e Negarotê, que pertencem à família Nambikwara. A iniciativa vai promover a formação de professores indígenas para assegurar um ensino bilíngue nas aldeias da região.

Coordenado pela professora doutora em Linguística, Mônica Cidele da Cruz, o projeto “Oficinas Pedagógicas de Estudo das Línguas Kithãuhlu e Negarotê e a Produção de Material de Apoio Didático” ocorre nas aldeias Negarotê e Branca, no município de Comodoro (a 644 km de Cuiabá). A iniciativa, que se estende até outubro de 2026, tem como foco a transformação da fluência oral em conhecimento técnico estruturado.

Embora os povos Kithãuhlu e Nakado’tu-Negarotê mantenham viva a tradição oral, a pressão do sistema de ensino em língua portuguesa impõe riscos à longevidade desses idiomas. “O objetivo do projeto, além da discussão sobre a escrita dessas línguas, é o estudo da gramática e a produção de material didático específico”, destaca Mônica Cidele.

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Diferente de modelos de pesquisa tradicionais, o trabalho adota uma metodologia participativa. A equipe conta com 32 integrantes, entre professores da Unemat, colaboradores externos e alunos do Programa de Pós-Graduação em Ensino em Contexto Indígena Intercultural (PPGecii), como Adriana Negarotê e Wamen Kalapalo Negarotê, ambas da aldeia envolvida no projeto.

“Ao receberem o material didático, alunos indígenas de todos os níveis de ensino ganham também uma ferramenta de preservação de suas raízes”, afirma o professor doutor em Linguística, Wellington Quintino, participante do projeto.

A Unemat é pioneira na educação indígena com o lançamento, em 2019, do mestrado em Ensino em Contexto Indígena Intercultural e, em 2023, do primeiro curso de Enfermagem Intercultural Indígena do mundo. Na Unemat, 5% das vagas de todos os cursos de graduação são reservadas para alunos indígenas, garantindo que o conhecimento produzido nos laboratórios e centros de pesquisa retorne diretamente ao fortalecimento das raízes dos 43 povos originários de Mato Grosso.

Fonte: Governo MT – MT

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