MATO GROSSO
Polícia Militar conduz nove faccionados por tráfico de drogas em Jaciara
O Grupo de Apoio (GAP) do 28º Batalhão da Polícia Militar conduziu nove suspeitos pelo crime de tráfico de drogas, na tarde desta segunda-feira (3.11), na cidade de Jaciara. Os suspeitos foram encontrados em dois locais de ponto de venda de entorpecentes. Nas ações, foram apreendidas porções de maconha e pasta base de cocaína.
Na primeira denúncia recebida pela equipe, por volta de 16h30, os policiais se deslocaram até uma casa que seria local de comércio de drogas, controlado por mãe e filha, sendo também identificadas como integrantes de uma facção criminosa.
Os policiais chegaram ao endereço e encontraram a mãe, que tentou esconder alguns materiais dentro de sua roupa. Ela foi abordada pela equipe. No local, a filha da suspeita também foi encontrada, assim como outros quatro homens, que estavam na posse de drogas e fazendo uso dos entorpecentes.
Após verbalização com a primeira mulher, ela entregou 44 pedras de pasta base de cocaína e porções de maconha, que estavam escondidas em suas partes íntimas. Também com os outros suspeitos, foram apreendidas mais porções de maconha. Todo o grupo recebeu voz de prisão e foi conduzido para a delegacia da cidade.
Cerca de uma hora após a primeira prisão, a equipe do GAP recebeu novas denúncias sobre um segundo ponto de venda de drogas de uma facção criminosa da cidade. De acordo com as informações recebidas, o suspeito responsável pelo local também agia com ameaças contra moradores vizinhos que tentavam denunciar o comércio de drogas.
Os militares iniciaram patrulhamento no endereço informado e encontraram um grupo de usuários de drogas, que fugiu por direções opostas ao verem as viaturas policiais. Três deles foram localizados e detidos em flagrante.
Um dos homens se identificou como o responsável pelo tráfico de drogas no local e carregava uma sacola contendo porções de maconha. Com os outros dois suspeitos, um homem e uma mulher, foram apreendidas porções de maconha e cocaína.
Eles receberam voz de prisão e também foram encaminhados para a delegacia de Jaciara para registro da ocorrência e entregues à Polícia Judiciária Civil para as demais providências.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Ex-funcionária da câmara de Sinop relata assédio, ameaças e gravações não consentidas envolvendo vereador Marcos Vinícius
Uma ex-funcionária da Câmara Municipal de Sinop relatou episódios de assédio, ameaças e supostas gravações não consentidas pelo vereador Marcos Vinícius Borges (PSDB). A denúncia foi divulgada pelo portal Pauta Livre MT e também já registrada na Delegacia da Polícia Civil de Sinop, que investiga o caso.
De acordo com o relato da ex-servidora que trabalhava no gabinete do vereador Marcos Vinícius, o contato com o parlamentar teria começado em ambientes sociais e evoluído para uma aproximação pessoal. Pouco tempo depois, segundo ela, Marcos a teria convidado para trabalhar na Câmara Municipal, onde ela iniciou as atividades em 2026.
A ex-funcionária afirmou que, durante a convivência, o vereador teria falado sobre fetiches de ser corno e comportamentos que não seriam compatíveis com os valores dela. Ainda conforme o depoimento, ele teria insistido em práticas com as quais ela não concordava, mesmo após ela manifestar resistência.
Um dos episódios relatados teria ocorrido dentro da própria Câmara de Vereadores. A ex-funcionária afirma que um amigo do vereador teria ido até a sala onde ela estava sozinha a mando dele, segurado sua perna e feito investidas de cunho sexual para forçar a realização do fetiche.
Segundo ela, o homem teria dito que a contratação dela fazia parte de um “jogo” e que a intenção seria que ela se envolvesse com os dois. A ex-servidora disse que pediu para que ele parasse e deixasse a sala.
Após o episódio, a mulher contou que teria procurado Marcos Vinícius para relatar o ocorrido. Conforme a denúncia, inicialmente o vereador teria negado que a situação fizesse parte de qualquer plano, afirmando que teria ficado surpreso e triste com a atitude do amigo.
A ex-funcionária também declarou que chegou a utilizar o celular de uma amiga para registrar conversas relacionadas aos fatos.
Ameaças envolvendo imagens íntimas
O principal ponto da denúncia diz respeito a supostas ameaças relacionadas a imagens íntimas captadas por câmeras de segurança. A ex-funcionária afirma que teria mantido uma relação sexual com o vereador em um imóvel onde havia uma câmera, cuja existência, segundo ela, não era conhecida nem autorizada.
Ainda conforme o depoimento, depois que decidiu encerrar o relacionamento e manifestou o desejo de continuar trabalhando, ela teria sido ameaçada por um amigo do vereador, que teria dito que ela deveria deixar o ambiente de trabalho.
A mulher relatou que, em uma conversa com Marcos Vinícius, teria pedido para que as ameaças cessassem. Segundo ela, nesse momento o vereador teria mencionado a possibilidade de divulgar vídeos íntimos registrados por câmeras de segurança.
“Em nenhum momento isso foi consensual”, afirmou a ex-funcionária durante o depoimento. Ela também declarou que teria sido ameaçada para não denunciar o caso e que o vereador teria dito conhecer muitas pessoas influentes, além de afirmar que a palavra dela não teria impacto.
Relatos sobre outras mulheres
Durante a entrevista, a ex-servidora também fez acusações envolvendo outras mulheres. Ela afirmou ter tomado conhecimento de relatos de supostos abusos, ameaças, manipulação e exposição de imagens íntimas.
Entre as denúncias mencionadas estão casos que envolveriam adolescentes. A ex-funcionária relatou que uma menina que teria sido abusada aos 11 anos e que, posteriormente, precisou deixar Sinop. Também mencionou outra adolescente que, segundo ela, teria sido abordada com mensagens e propostas de natureza sexual.
A ex-funcionária declarou ainda que o vereador teria mostrado a ela um vídeo íntimo envolvendo uma antiga namorada. Segundo o relato, a gravação teria sido feita durante uma situação sexual com outros homens, sem que a mulher tivesse autorizado a divulgação do conteúdo.
Medo e pedido de Justiça
A denunciante afirmou que está psicologicamente abalada e que teme sofrer novas ameaças ou algum tipo de represália. Apesar disso, disse ter decidido falar publicamente por acreditar que outras possíveis vítimas também precisam de apoio e proteção. “Se eu me calo, eu calo outras mulheres”, declarou.
Ela pediu que as autoridades investiguem os relatos e ofereçam acolhimento psicológico às supostas vítimas. Também afirmou esperar que a Justiça apure as denúncias relacionadas a mulheres e adolescentes.
A investigação está sob responsabilidade da Delegacia da Polícia Civil de Sinop. A divulgação da denúncia pelo Pauta Livre MT ocorre com base no depoimento da ex-funcionária.
Boletim de ocorrência Cliquei aqui!!!
Veja o vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=eLdusAvyKL0
Fonte: Denuncia
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