MATO GROSSO
Polícia Civil intensifica combate aos crimes de roubo e furto de veículos na região metropolitana
A Polícia Civil intensificou o combate aos crimes patrimoniais com ações estratégicas e rigor investigativo, em 2025. Ao longo do ano, a Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos (Derfva) executou 46 diligências operacionais e seis operações de grande escala, alcançando 99 alvos na região metropolitana de Cuiabá e Várzea Grande (Cuiabá e Várzea Grande).
Do total de alvos, 27 foram cumpridos no âmbito de operações estruturadas, enquanto outros 72 resultaram de ações diretas decorrentes de investigações em curso, evidenciando a elevada capacidade operacional e a efetividade do trabalho desenvolvido pela unidade especializada.
Os resultados refletem a atuação efetiva da Polícia Civil, por meio da Derfva, que tem intensificado o trabalho investigativo no combate aos crimes de roubo e furto de veículos, com foco na apuração qualificada, análise de dados criminais e desenvolvimento de ações coordenadas voltadas à repressão desses delitos e à desarticulação de grupos criminosos.
De acordo com o delegado titular da Derfva, Guilherme Bertoli, os números demonstram a efetividade das estratégias adotadas pela unidade especializada.
“As ações desenvolvidas pela delegacia são pautadas em investigações técnicas e coordenadas, que têm possibilitado a identificação de suspeitos, a realização de prisões e a repressão qualificada a esse tipo de crime, impactando diretamente na redução dos índices de roubo e furto de veículos na região metropolitana”, destacou.
A atuação da Derfva envolve ainda o cumprimento de mandados judiciais, identificação de receptadores, desarticulação de associações criminosas e monitoramento contínuo das ocorrências, contribuindo para a coibição de novas práticas criminosas e para o fortalecimento da segurança pública.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Polícia Civil cumpre 21 mandados contra grupo suspeito de golpes e lavagem de dinheiro
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (6.5), a Operação Janus, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso estruturado para a prática de crimes de estelionato, integração a organização criminosa e lavagem de capitais.
Na operação, são cumpridos 21 mandados de busca e apreensão e o bloqueio de contas bancárias de 21 suspeitos, além de ter sido decretada a indisponibilidade de valores até o limite de R$ 160 mil, com o fim de assegurar a recuperação dos ativos ilícitos e o ressarcimento dos prejuízos causados às vítimas.
As ordens judiciais foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias de Cuiabá, com base em investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, que evidenciou a atuação coordenada e reiterada do grupo criminoso.
Os mandados são cumpridos nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e Santo Antônio do Leverger, além de cidades dos Estados de Minas Gerais e do Acre.
Modo de atuação
De acordo com as investigações, no mês de janeiro de 2024, duas vítimas foram alvos do denominado “golpe do terceiro intermediário”, modalidade de fraude caracterizada pela intermediação enganosa entre comprador e vendedor de veículo. Os golpistas simulam negociações legítimas para induzir as partes ao erro e obter vantagem ilícita.
No curso das diligências, foi possível identificar o principal articulador do esquema criminoso, responsável pela criação de perfis falsos em redes sociais e pela coordenação das transações fraudulentas.
Os demais investigados atuavam como titulares de contas bancárias utilizadas para o recebimento dos valores ilícitos, ou como operadores na cadeia de lavagem de capitais. Ao todo, apurou-se a movimentação de aproximadamente R$ 160 mil, quantia subtraída das vítimas.
Lavagem de dinheiro
As investigações também revelaram que o grupo operava uma estrutura sofisticada de lavagem de dinheiro, utilizando múltiplas contas bancárias distribuídas em diversos estados do país, incluindo Mato Grosso, Minas Gerais, Acre, Rondônia e Rio de Janeiro.
Os valores eram submetidos a um processo de triangulação financeira, por meio de transferências sequenciais e fracionadas, com o objetivo de dificultar o rastreamento e a identificação da origem ilícita dos recursos.
O delegado Bruno Palmiro, responsável pelas investigações, destaca que a Operação Janus representa mais uma ação estratégica no enfrentamento qualificado aos crimes patrimoniais e financeiros.
“Especialmente aqueles praticados por meio de fraudes eletrônicas e estruturas organizadas, reafirmando o compromisso da Polícia Civil com a repressão à criminalidade complexa e a proteção do patrimônio da sociedade”, disse o delegado.
Operação Janus
O nome da operação, “Janus”, faz referência a Jano, tradicionalmente representado com duas faces, e remete ao modus operandi do golpe do terceiro intermediário, no qual o fraudador se apresenta de forma distinta para cada uma das vítimas, conseguindo enganar tanto o vendedor quanto o comprador do veículo, manipulando informações e conduzindo a negociação de maneira fraudulenta.
Fonte: Governo MT – MT
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