MATO GROSSO
MTI X-Via reforça proteção de dados e impulsiona integração no Ministério Público de Mato Grosso
O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) passou a contar com uma nova camada de proteção e eficiência em seus fluxos digitais. Trata-se do MTI X-via, tecnologia desenvolvida pela Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI) em parceria com a Secretaria de Planejamento e Gestão (SEPLAG).
Projetado para atender às exigências de segurança e eficiência no compartilhamento de dados, o MTI X-Via atua como um conector entre plataformas, utilizando criptografia avançada e autenticação forte para garantir a confidencialidade e integridade das informações trafegadas.
No Ministério Público, a implantação atende diretamente à necessidade de proteger dados sensíveis, ao mesmo tempo em que torna mais ágil o intercâmbio de informações entre órgãos da administração pública. A tecnologia elimina a necessidade de personalizações complexas a cada nova integração, o que reduz custos e prazos operacionais.
Para Édipo Avelino, chefe do Departamento de Tecnologia da Informação do MPMT, o avanço representa uma mudança estrutural no modo como os serviços são entregues à sociedade.
“A interoperabilidade proporcionada pelo X-Via fortalece o atendimento ao cidadão, tornando nossos serviços mais conectados e acessíveis. Trata-se de um avanço estratégico que eleva o padrão de governança digital no MPMT, aliando inovação, segurança da informação e eficiência para fortalecer a atuação institucional em benefício da sociedade”, afirma.
O presidente da MTI, Cleberson Gomes, explica que o MTI X-Via foi desenvolvido com base no modelo de sucesso da Estônia, país referência mundial em governo digital. A solução foi adaptada à realidade brasileira para garantir integração segura e eficiente entre os órgãos públicos, promovendo agilidade na troca de informações e economia de recursos.
“Levar o MTI X-Via ao Ministério Público de Mato Grosso é um passo estratégico para construir um ecossistema público mais eficiente, integrado e focado no cidadão. A solução permite compartilhar informações com agilidade, reduzir custos e fortalecer a governança digital. Para nós, da MTI, essa parceria mostra que a colaboração entre instituições e uma transformação digital planejada geram resultados reais para a sociedade. O MTI X-Via é um dos pilares dessa modernização do Estado. Seguiremos investindo em inovação, parcerias estratégicas e capacitação contínua para que o setor público brasileiro ofereça serviços digitais tão avançados quanto os dos países mais desenvolvidos do mundo”.
A coordenadora de Gestão da Transformação Digital da SEPLAG, Carolina Tonucci, reforça que a solução está em conformidade com o Decreto Estadual nº 338/2023, que estabelece diretrizes para a transformação digital dos serviços públicos.
“A implantação do X-Via no Ministério Público é uma ação estratégica que moderniza a instituição e fortalece a integração com o Poder Executivo. Integrando-se como o “coração” da plataforma de governo digital, o X-Via atua como um canal seguro de dados, facilitando o compartilhamento de informações, aprimorando a fiscalização e o monitoramento dos serviços públicos e contribuindo para uma entrega mais eficiente ao cidadão”.
Além de proporcionar segurança, o MTI X-Via simplifica processos e reduz riscos operacionais, o que resulta em ganhos imediatos de eficiência. Com essa iniciativa, o governo reafirma seu papel estratégico na digitalização do Estado, buscando sempre alinhar tecnologia, qualidade e sustentabilidade no atendimento às necessidades da população.
A entrega foi viabilizada por uma equipe técnica multidisciplinar, composta pelos analistas da MTI Fernando Tonon de Rossi, Maxsuel Moraes de Carvalho, Bruno Agnelo de Almeida, Diego Fernando Batista Silva e George Oliveira, em colaboração com Carolina Tonucci e Débora Cristina de Oliveira, da SEPLAG. O grupo atuou desde o planejamento até a implementação e o acompanhamento da solução, garantindo que todo o processo ocorresse com segurança e aderência às demandas do MPMT.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Ex-funcionária da câmara de Sinop relata assédio, ameaças e gravações não consentidas envolvendo vereador Marcos Vinícius
Uma ex-funcionária da Câmara Municipal de Sinop relatou episódios de assédio, ameaças e supostas gravações não consentidas pelo vereador Marcos Vinícius Borges (PSDB). A denúncia foi divulgada pelo portal Pauta Livre MT e também já registrada na Delegacia da Polícia Civil de Sinop, que investiga o caso.
De acordo com o relato da ex-servidora que trabalhava no gabinete do vereador Marcos Vinícius, o contato com o parlamentar teria começado em ambientes sociais e evoluído para uma aproximação pessoal. Pouco tempo depois, segundo ela, Marcos a teria convidado para trabalhar na Câmara Municipal, onde ela iniciou as atividades em 2026.
A ex-funcionária afirmou que, durante a convivência, o vereador teria falado sobre fetiches de ser corno e comportamentos que não seriam compatíveis com os valores dela. Ainda conforme o depoimento, ele teria insistido em práticas com as quais ela não concordava, mesmo após ela manifestar resistência.
Um dos episódios relatados teria ocorrido dentro da própria Câmara de Vereadores. A ex-funcionária afirma que um amigo do vereador teria ido até a sala onde ela estava sozinha a mando dele, segurado sua perna e feito investidas de cunho sexual para forçar a realização do fetiche.
Segundo ela, o homem teria dito que a contratação dela fazia parte de um “jogo” e que a intenção seria que ela se envolvesse com os dois. A ex-servidora disse que pediu para que ele parasse e deixasse a sala.
Após o episódio, a mulher contou que teria procurado Marcos Vinícius para relatar o ocorrido. Conforme a denúncia, inicialmente o vereador teria negado que a situação fizesse parte de qualquer plano, afirmando que teria ficado surpreso e triste com a atitude do amigo.
A ex-funcionária também declarou que chegou a utilizar o celular de uma amiga para registrar conversas relacionadas aos fatos.
Ameaças envolvendo imagens íntimas
O principal ponto da denúncia diz respeito a supostas ameaças relacionadas a imagens íntimas captadas por câmeras de segurança. A ex-funcionária afirma que teria mantido uma relação sexual com o vereador em um imóvel onde havia uma câmera, cuja existência, segundo ela, não era conhecida nem autorizada.
Ainda conforme o depoimento, depois que decidiu encerrar o relacionamento e manifestou o desejo de continuar trabalhando, ela teria sido ameaçada por um amigo do vereador, que teria dito que ela deveria deixar o ambiente de trabalho.
A mulher relatou que, em uma conversa com Marcos Vinícius, teria pedido para que as ameaças cessassem. Segundo ela, nesse momento o vereador teria mencionado a possibilidade de divulgar vídeos íntimos registrados por câmeras de segurança.
“Em nenhum momento isso foi consensual”, afirmou a ex-funcionária durante o depoimento. Ela também declarou que teria sido ameaçada para não denunciar o caso e que o vereador teria dito conhecer muitas pessoas influentes, além de afirmar que a palavra dela não teria impacto.
Relatos sobre outras mulheres
Durante a entrevista, a ex-servidora também fez acusações envolvendo outras mulheres. Ela afirmou ter tomado conhecimento de relatos de supostos abusos, ameaças, manipulação e exposição de imagens íntimas.
Entre as denúncias mencionadas estão casos que envolveriam adolescentes. A ex-funcionária relatou que uma menina que teria sido abusada aos 11 anos e que, posteriormente, precisou deixar Sinop. Também mencionou outra adolescente que, segundo ela, teria sido abordada com mensagens e propostas de natureza sexual.
A ex-funcionária declarou ainda que o vereador teria mostrado a ela um vídeo íntimo envolvendo uma antiga namorada. Segundo o relato, a gravação teria sido feita durante uma situação sexual com outros homens, sem que a mulher tivesse autorizado a divulgação do conteúdo.
Medo e pedido de Justiça
A denunciante afirmou que está psicologicamente abalada e que teme sofrer novas ameaças ou algum tipo de represália. Apesar disso, disse ter decidido falar publicamente por acreditar que outras possíveis vítimas também precisam de apoio e proteção. “Se eu me calo, eu calo outras mulheres”, declarou.
Ela pediu que as autoridades investiguem os relatos e ofereçam acolhimento psicológico às supostas vítimas. Também afirmou esperar que a Justiça apure as denúncias relacionadas a mulheres e adolescentes.
A investigação está sob responsabilidade da Delegacia da Polícia Civil de Sinop. A divulgação da denúncia pelo Pauta Livre MT ocorre com base no depoimento da ex-funcionária.
Boletim de ocorrência Cliquei aqui!!!
Veja o vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=eLdusAvyKL0
Fonte: Denuncia
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