MATO GROSSO
MT registra queda de 18% na taxa de desmatamento no Cerrado
Segundo o Inpe, o pior resultado do período está concentrado no Matopiba – região do Cerrado composta pelo Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia que, juntas, respondem por 75% da área desmatada no bioma. Somente a Bahia teve aumento de 38%.
Conforme o secretário adjunto Executivo da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), Alex Marega, a queda é resultado das ações de prevenção e combate ao desmatamento ilegal do Governo de Mato Grosso.
“Isso só demonstra que a responsabilização do infrator está surtindo efeito e que a regularização é um dos caminhos. Isso é motivo de orgulho para todos nós”, afirmou.
Exclusivamente no bioma, foram aplicados R$ 189,6 milhões em multas ambientais por combate ao desmatamento ilegal nos onze meses de 2023. Ao todo, 1.407 autos de infração foram lavrados e 906 áreas embargadas.
Além de Mato Grosso, o estado de Goiás também registrou no período queda de 18% na taxa de desmatamento no bioma.![]()
Foto: Karla Silva/ Sema-MT
Desmatamento ilegal zero
No acumulado de 2004 a 2023, Mato Grosso registrou diminuição de 90% na taxa de desmatamento no Cerrado. De acordo com Marega, o Estado é reconhecido pelo MapBiomas pela firme atuação no combate ao desmatamento.
“O MapBiomas reconhece que Mato Grosso chegou a mais de 65% de ações de combate ao desmatamento ilegal, desde 2019, sendo que a média nacional, sem Mato Grosso, é de 10%”, disse. Segundo o secretário adjunto, no monitoramento feito pelo Estado o percentual é superior a 80%.
“Com os investimentos do Governo de MT e o agir rápido da Sema, que impede a continuidade do desmatamento ainda no início, estamos revertendo essa curva e aumentando a legalidade”, completou ao acrescentar que nos últimos cinco anos foram investidos mais de R$ 240 milhões em ações de prevenção e combate aos incêndios florestais e desmatamento ilegal.
Considerado o segundo maior bioma do Brasil, o Cerrado cobre cerca de 25% do território nacional e abrange 13 estados. Somente em Mato Grosso, representa 40% do território estadual.
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Mato Grosso reduziu 90% do desmatamento no Cerrado, no acumulado entre 2004 a 2023.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Conselheiros do TCE-MT publicam nota de solidariedade a Waldir Júlio Teis após exoneração da Escola Superior de Contas
Os conselheiros Antonio Joaquim, Guilherme Maluf e Alisson Carvalho, do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), divulgaram nota pública de solidariedade ao conselheiro Waldir Júlio Teis, exonerado na segunda-feira (21) da função de Supervisor da Escola Superior de Contas do órgão. A decisão foi tomada pelo presidente da Corte, conselheiro Sérgio Ricardo.
No documento, os signatários afirmam que a medida causa “grave preocupação institucional” pelas circunstâncias em que foi adotada e pela mensagem que projeta sobre a independência funcional dos membros do Tribunal. Eles defendem que, em uma Corte de natureza colegiada, a divergência de entendimentos é legítima, necessária e inerente ao exercício da função de conselheiro.
Segundo a nota, nenhum membro pode se sentir constrangido, limitado ou sujeito a consequências administrativas em razão de posições regularmente manifestadas no desempenho de suas atribuições. Os conselheiros ressaltam ainda que as prerrogativas da Presidência devem ser exercidas com absoluto respeito à autonomia dos conselheiros, à colegialidade e à pluralidade de entendimentos.
Os autores do manifesto consideram que medidas administrativas que, por suas circunstâncias, possam ser percebidas como resposta a manifestações funcionais são incompatíveis com o ambiente de independência e equilíbrio que deve reger a Corte. Por essa razão, manifestam firme discordância com a decisão e defendem sua reconsideração, em respeito à independência dos membros do Tribunal, à harmonia institucional e à autoridade do colegiado.
Segue integra da nota:
NOTA DE SOLIDARIEDADE AO CONSELHEIRO WALDIR JÚLIO TEIS
Os conselheiros abaixo assinados vêm a público manifestar sua solidariedade ao Conselheiro Waldir Júlio Teis, diante de sua exoneração da função de Supervisor da Escola Superior de Contas do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, por ato da Presidência do TCE-MT.
A medida causa grave preocupação institucional pelas circunstâncias em que foi adotada e pela mensagem que projeta sobre a independência funcional dos membros desta Corte.
Em um Tribunal de natureza colegiada, a divergência de entendimentos é legítima, necessária e inerente ao exercício da função de conselheiro. Nenhum membro pode se sentir constrangido, limitado ou sujeito a consequências administrativas em razão de posições regularmente manifestadas no desempenho de suas atribuições.
As prerrogativas da Presidência devem ser exercidas com absoluto respeito à autonomia dos conselheiros, à colegialidade e à pluralidade de entendimentos. Medidas administrativas que, por suas circunstâncias, possam ser percebidas como resposta a manifestações funcionais são incompatíveis com o ambiente de independência e equilíbrio que deve reger esta Corte.
Por essa razão, manifestamos nossa firme discordância com a decisão adotada e defendemos sua reconsideração, em respeito à independência dos membros do Tribunal, à harmonia institucional e à autoridade do colegiado.
Cuiabá-MT, 22 de setembro de 2026.
Antonio Joaquim
Conselheiro – TCE/MT
Guilherme Maluf
Conselheiro – TCE/MT
Alisson Alencar
Conselheiro – TCE/MT
Fonte: TCE
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