MATO GROSSO

“Mato Grosso tem uma posição única para trazer a imagem do Brasil aqui para a China”, afirma cônsul do Brasil

O cônsul do Brasil na China para assuntos de Ciência, Tecnologia e Inovação, José Roberto de Andrade Filho, enfatizou o papel único que o mercado mato-grossense tem no mercado chinês.

O reconhecimento ocorreu durante a inauguração do estande de Mato Grosso na 6ª edição da China International Import Expo (CIIE), uma das maiores feiras comerciais da China e que reúne representantes do mundo todo em Shanghai em busca de oportunidades no mercado asiático.

“Mato Grosso não é só um grande ator na produção de alimentos, mas está cada vez mais incorporando inovação, qualidade e sustentabilidade. É o Estado que tem uma posição única para trazer a imagem do Brasil aqui na China com uma pegada sustentável”, afirmou.

O cônsul destacou a importância do estado para a consolidação da cooperação Brasil-China.

“Vocês são um estado campeão em biodiversidade, em indústria pujante e em uma série de setores. Tudo isso agrega um valor muito importante, não só para o comércio que Mato Grosso tem com a China, mas para o Brasil como um todo”, finalizou.

O governador Mauro Mendes ressaltou o compromisso de expandir essa parceria e explorar novas oportunidades de comércio com a China, tendo em vista que Mato Grosso é um dos principais fornecedores de produtos agrícolas e pecuários para o mercado asiático.

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“Mato Grosso exporta grande parte do que produz para a China e queremos ampliar a nossa cooperação também fazendo comércio com importantes produtos e tecnologias que o mercado chinês dispõe”, declarou Mauro, acompanhado da primeira-dama Virginia Mendes.

Representantes mato-grossenses

Além da comitiva do Governo do Estado de Mato Grosso, representantes do setor produtivo e da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) estão na China para fortalecer os laços com o mercado asiático.

O deputado estadual Beto Dois A Um elogiou a cooperação entre o setor produtivo, o Governo do Estado e a ALMT. “É um orgulho muito grande fazer parte dessa caravana junto com o governador Mauro Mendes para que a gente possa fortalecer a imagem de Mato Grosso, que preserva o meio ambiente e que produz de uma forma gigantesca”.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel, destacou a importância do acordo Brasil-China para viabilizar a importação e exportação de produtos mato-grossenses para a Ásia.

“Hoje assinamos um memorando que vai viabilizar tanto a importação como a exportação transacional entre os empresários mato-grossenses e a China. É um momento histórico para a Federação poder participar desse momento”.

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A diretora do Sebrae em Mato Grosso, Lélia Brun, elogiou a colaboração entre Governo e terceiro setor no evento. “Essa parceria com o governo nos permitiu unir a área de serviços, comércio, indústria e agricultura. É muito importante promover esse grande ecossistema de desenvolvimento para o nosso Mato Grosso”, disse.

O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Fernando Cadore, ressaltou a importância das relações internacionais, especialmente com a China, um grande importador dos produtos mato-grossenses. “É uma oportunidade de mostrar que o Brasil, principalmente Mato Grosso, consegue atender à crescente demanda de alimentos no mundo com respeito ao meio ambiente, algo que não se vê em nenhum outro lugar”.

A 6ª edição da China International Import Expo (CIIE) segue até 10 de novembro, em Shanghai.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Delegação chinesa mira carne sustentável e novos negócios em MT

Uma missão internacional liderada pela Câmara de Comércio da China para Importação e Exportação de Alimentos, Produtos Nativos e Subprodutos Animais (CFNA) está em Mato Grosso até 6 de maio com foco direto na carne bovina, sustentabilidade e ampliação da relação comercial com o país asiático. A China é destino de metade da produção de grãos e proteína animal de Mato Grosso.

O primeiro compromisso foi realizado nesta segunda-feira (4), no Palácio Paiaguás, em Cuiabá, em reunião com o governador Otaviano Pivetta, secretários de Estado e representantes do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), que intermediou e é anfitriã da comitiva. A delegação reúne técnicos da CFNA e cerca de 20 empresários asiáticos que atuam na importação, logística e distribuição de proteína animal no mercado chinês.

A visita tem caráter técnico e estratégico. Mato Grosso foi escolhido como vitrine de um dos temas que hoje mais pesam na abertura e manutenção de mercado: a capacidade de produzir com sustentabilidade comprovada e rastreabilidade completa, da origem do animal até o destino.

A delegação veio ao Estado para avaliar, in loco, como funciona o modelo de carne sustentável e como esse sistema pode atender às novas exigências do mercado chinês, cada vez mais atento a critérios ambientais, sanitários e de transparência na cadeia produtiva.

“A visita ao Brasil está diretamente ligada ao avanço da carne com sustentabilidade. Mato Grosso já é reconhecido como uma das regiões mais avançadas do país nesse tema, e viemos entender como esse modelo funciona na prática, desde a fazenda até a chegada do produto ao mercado chinês”, afirmou a vice-presidente da CFNA, Yu Lu.

Além da carne bovina, a missão também observa a capacidade produtiva do Estado em outras commodities e avalia oportunidades de diversificação da pauta exportadora. O movimento acompanha uma estratégia mais ampla da China de garantir segurança alimentar com múltiplos fornecedores e cadeias mais previsíveis.

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“A gente não está olhando apenas para a carne bovina. Mato Grosso tem força também em soja, milho e outros produtos, e isso amplia o interesse da China na região”, completou Yu Lu.

Cota para exportação

Outro ponto tratado na reunião foi a cota de exportação de carne para a China, que já apresenta alto nível de utilização nos primeiros meses do ano e gera preocupação entre produtores brasileiros. A cota do Brasil é de embarque de 1,106 milhão de toneladas de carne bovina por ano. De janeiro a março, o país já usou 46% da cota. Apenas Mato Grosso exportou para a China no ano passado 978,4 mil toneladas.

Apesar disso, a avaliação da delegação chinesa é de continuidade nas compras, com possibilidade de ajustes futuros no modelo. Yu Lu explicou que existe um mecanismo de controle de volume, mas também há espaço para estudos e ajustes que permitam ampliar esse mercado ao longo dos próximos anos.

Do lado do Governo de Mato Grosso, o discurso foi de reposicionamento estratégico. O Estado quer consolidar uma imagem de fornecedor confiável em um mercado cada vez mais exigente.

“Mato Grosso não quer ser apenas um grande produtor. Queremos ser reconhecidos pela qualidade, pela sustentabilidade e pela rastreabilidade da nossa produção. É isso que garante acesso a mercado e competitividade no longo prazo”, afirmou o governador Otaviano Pivetta.

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A leitura do Governo é de que essa agenda representa uma mudança de patamar na relação comercial com a China, especialmente pela presença direta da CFNA, que atua como elo entre o governo chinês e o setor produtivo e tem influência sobre regras de acesso ao mercado.

“Essa agenda mostra que Mato Grosso está sendo observado não só pelo volume que produz, mas pela forma como produz. A rastreabilidade e as boas práticas comerciais são diferenciais que colocam o estado em outro nível nas negociações internacionais”, afirmou a secretária de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman.

A estratégia também passa por agregar valor à produção local e ampliar a participação do estado em etapas mais qualificadas da cadeia, incluindo industrialização e atração de investimentos estrangeiros.

“Mato Grosso já é essencial para a segurança alimentar chinesa porque entrega escala, regularidade e segurança. O próximo passo é avançar em valor agregado, industrialização e integração dessa cadeia com o mercado chinês”, destacou o secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho.

Ganho para cadeia produtiva

Entre os avanços discutidos, está a possibilidade de ampliar a pauta exportadora com a inclusão de miúdos bovinos (fígado, rins, língua, coração, dentre outros), que ainda não fazem parte da cota padrão chinesa, hoje concentrada na carcaça bovina. A medida pode representar ganho imediato de valor para a cadeia produtiva.

A agenda da missão segue nos próximos dias com visitas técnicas a frigoríficos e associações do setor, nesta terça-feira (5), além de um workshop técnico no dia 6 de maio, organizado com o Imac, para aprofundar discussões sobre sustentabilidade, rastreabilidade e oportunidades comerciais.

Fonte: Governo MT – MT

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