MATO GROSSO
Movimento comunitário destaca investimentos do Estado: “Temos que agradecer imensamente pelas obras”
Durante evento de comemoração dos 155 anos do aniversário de Várzea Grande, nesta segunda-feira (16.05), o presidente da União Várzea-grandense de Associação de Moradores de Bairros, Claído Batista, o “Ferrinho”, agradeceu ao governador Mauro Mendes pelo volume de investimentos no município.
Ao todo, o Governo de Mato Grosso já investiu mais de R$ 1 bilhão em Várzea Grande.
“Hoje é um dia ímpar e queremos imensamente te agradecer por tudo o que você já fez por Várzea Grande. É dia de agradecer”, afirmou o líder comunitário.
Um dos investimentos mais significativos para a população, de acordo com o prefeito Kalil Baracat, foi o repasse de R$ 26 milhões para a construção da Estação de Tratamento de Água (ETA) Barra do Pari.
A obra está em fase de licitação e, após a conclusão, deve resolver em definitivo o problema da falta de água no município.
“O senhor aportou recursos para uma estação nova que vai atender toda a região do Chapéu do Sol. A demanda no saneamento está sendo atendida e vamos avançar cada vez mais. Se Deus quiser, daqui um ano terá água de qualidade na casa de cada cidadão varzea-grandense”, pontuou o prefeito.
O senador Fábio Garcia destacou que Várzea Grande poderá retomar o status de cidade industrial com o auxílio das medidas do Governo de Mato Grosso, a exemplo da autorização conseguida para a 1ª Ferrovia Estadual.
“Hoje o Kalil tem apoio de um governo forte, com um estado que tem capacidade de fazer investimentos. Algo que há décadas se falava, o Governo tirou do papel e conseguiu destravar a ferrovia, que vai chegar aqui na Baixada Cuiabana, vai trazer desenvolvimento, industrialização. Com a ferrovia, Várzea Grande será a tão sonhada cidade industrial”, projetou.
Para o governador Mauro Mendes, os investimentos fazem jus à importância de Várzea Grande e do seu povo para Mato Grosso, e estão sendo feitos em todas às áreas mais essenciais à população, como Saúde, Educação, Infraestrutura e Assistência.
“Quem foi antes e depois da reforma e ampliação do Hospital Metropolitano sabe que agora está bem melhor. E estamos com dois grandes hospitais sendo construídos na baixada cuiabana para atender a Saúde Pública. Daqui há uns dois meses fica pronta a Ponte do Atalaia, que vai desafogar o trânsito da Avenida Sérgio Mota e facilitar a vida de muita gente em Cuiabá e Várzea Grande. O povo de Várzea Grande pode continuar contando conosco”, frisou.
Também estiveram no evento: os senadores Jayme Campos e Wellington Fagundes; a suplente de senador, Margareth Buzzetti; o deputado federal Neri Geller; os deputados estaduais Paulo Araújo e Suelme Fernandes; o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda; o presidente da Junta Comercial, Manoel Lourenço; o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Alexandre Mendes; o ex-governador Julio Campos, o presidente da Câmara de Vereadores, Fábio Tardin; e demais vereadores e lideranças municipais.
Investimentos robustos
Entre os investimentos do Estado em Várzea Grande está a ampliação e reforma do Hospital Metropolitano; na Educação, 20 escolas receberam reformas, reparos, manutenção e adequações e uma recebeu reforma geral. Há uma escola nova com construção em andamento, duas em licitação e outras seis devem ser ampliadas e reformadas.
A Infraestrutura também merece destaque com a entrega da duplicação da Avenida Filinto Muller, do asfalto novo em 61,17 mil m² da Avenida Universitária, no bairro Jardim do Sol, e nos 13,4 km da MT-351, que permite o acesso aos distritos de Capão, Aguaçu e Limpo Grande.
Ainda está em andamento a construção de uma ponte sobre o Rio Cuiabá, com 320 metros de extensão, entre o Parque do Lago (Várzea Grande) e Parque Atalaia (Cuiabá); além da pavimentação e recuperação asfáltica de 60 km em ruas de 20 bairros, em parceria com a Prefeitura.
O grande volume de obras e ações também ocorre nas demais áreas, como Segurança, Assistência Social e Cultura, Esporte e Lazer.
MATO GROSSO
Gisela aposta na força regional e leva recado de Pivetta a Moacir em Barra do Garças
A candidatura de Moacir Couto à Assembleia Legislativa ganhou nesta sexta-feira (21), um componente político que extrapola o lançamento de mais um nome na disputa proporcional. Em Barra do Garças, onde mais de 300 pessoas participaram do ato, a presença da candidata a vice-governadora Gisela Simona levou ao palco uma discussão que há anos atravessa o Araguaia: a necessidade de transformar o peso econômico e social da região em maior capacidade de representação política e de interlocução com o Governo do Estado.
Empresários, produtores rurais, lideranças políticas, moradores de Barra do Garças e apoiadores de municípios vizinhos acompanharam o lançamento da candidatura de Moacir, que pretende ocupar um espaço que considera estratégico para o desenvolvimento regional, especialmente nas áreas de saúde, infraestrutura e investimentos públicos. A agenda também expôs uma característica cada vez mais presente na campanha de Gisela: a circulação pelos municípios e a tentativa de compreender a política a partir das demandas concretas que chegam das comunidades.
Ao declarar apoio ao empresário barra-garcense, Gisela levou uma mensagem do governador Otaviano Pivetta, de quem é candidata a vice na disputa pelo Palácio Paiaguás. Segundo ela, Pivetta havia encontrado Moacir em Várzea Grande e pediu que sua vice levasse pessoalmente seu abraço ao amigo. “Ele disse: estive com Moacir em Várzea Grande. Agora, na Barra do Garças, minha vice vai pessoalmente entregar meu carinho a você, que não é um irmão de sangue, mas é de alma”, relatou.
Mais do que uma manifestação de amizade, a fala evidencia uma característica da atual composição política que tenta se consolidar em torno de Pivetta: a construção de uma rede que procura combinar a força administrativa do governo com lideranças regionais capazes de traduzir demandas locais para dentro da estrutura estadual.
Gisela também associou a candidatura de Moacir ao debate sobre a continuidade administrativa de Mato Grosso. Ao defender a chapa liderada por Pivetta, destacou a experiência do governador e sua capacidade de interlocução com os municípios.
“Ele é um administrador nato, com experiência comprovada em criar qualidade de vida. E todos sabem que é confiável. O projeto de transformar para melhor a vida da população de Mato Grosso precisa ter prosseguimento”, afirmou.
A declaração ganha dimensão política maior diante do movimento recente de prefeitos em torno da candidatura de Pivetta. Na última terça-feira, 133 dos 142 prefeitos de Mato Grosso, o equivalente a 93,7% dos municípios, formalizaram apoio à sua reeleição. O dado evidencia a capilaridade municipal da candidatura, embora, naturalmente, apoio de prefeito não se confunda automaticamente com transferência de votos.
Para Gisela, entretanto, a adesão dos prefeitos traduz sobretudo uma experiência administrativa vivenciada nos próprios municípios. A candidata a vice tem defendido que gestores municipais reconhecem os efeitos dos investimentos estaduais em infraestrutura, saúde e serviços e, por isso, não desejariam retroceder. A leitura coloca o municipalismo no centro da estratégia eleitoral de Pivetta e aproxima a campanha do cotidiano de quem administra as cidades.
Em Barra do Garças, essa discussão ganhou um rosto concreto. Durante o evento, Dona Célia relatou a dificuldade enfrentada pela família para conseguir atendimento especializado para a neta Melissa, de seis anos, diagnosticada com autismo e que precisava passar por uma cirurgia de hérnia umbilical. Segundo seu relato, depois de procurar atendimento em Barra do Garças e em Cuiabá, tomou conhecimento da atuação de Moacir em defesa da estrutura hospitalar da região.
“Mesmo sem me conhecer, ele olhou para a nossa situação e segurou a nossa mão”, afirmou.
O depoimento é significativo porque recoloca a saúde no centro de uma disputa eleitoral que, frequentemente, é narrada apenas pelos números do crescimento econômico. Barra do Garças funciona como polo de atendimento para diversos municípios do Araguaia e enfrenta há anos o desafio de ampliar sua capacidade de atendimento especializado. Em maio, o Governo do Estado anunciou justamente a elevação do repasse para a saúde do município de R$ 800 mil para R$ 2 milhões, reconhecendo a pressão exercida sobre a rede local pelo atendimento de pacientes de toda a região.
Há, portanto, uma equação política interessante em construção: o Estado afirma ter capacidade de investimento; os municípios reivindicam infraestrutura e serviços; e lideranças regionais buscam transformar essas demandas em representação política permanente.
É nesse ponto que Moacir pretende construir sua candidatura. “Não é apenas uma campanha política. É um movimento histórico de uma cidade e de uma região que precisa deixar de ser órfã e ter um representante que conheça sua realidade, que tenha portas abertas e possa ajudar a alavancar Barra do Garças e toda a região do Araguaia”, afirmou.
A expressão “deixar de ser órfã” talvez seja a síntese política mais importante do encontro. Não se trata apenas de eleger um deputado, mas de disputar a capacidade de uma região de participar das decisões sobre recursos, obras e políticas públicas que afetam diretamente sua população.
E é justamente aí que a presença de Gisela ganha significado próprio. Depois de quase três anos na Câmara dos Deputados, onde construiu sua atuação a partir de pautas nacionais como a defesa do consumidor, combate à violência contra as mulheres, proteção contra fraudes financeiras e enfrentamento de novas formas de vulnerabilidade social, a candidata a vice-governadora passa a ocupar outro lugar na engrenagem política: o de alguém que pretende levar para a chapa majoritária a experiência de quem aprendeu, no Procon e depois no Congresso, que grandes decisões públicas só fazem sentido quando chegam à vida cotidiana.
Em Barra do Garças, essa experiência encontrou uma agenda regional muito concreta: saúde, representação e capacidade de fazer a ponte entre o município e o Estado.
E talvez seja justamente essa ponte que a campanha de Pivetta e Gisela esteja tentando construir nos municípios: uma candidatura majoritária que não se apresente apenas como continuidade de um governo, mas como continuidade de uma relação política com as cidades. Relação que agora será testada diretamente nas ruas e nas urnas.
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