MATO GROSSO
Mato-grossense garante duas medalhas de prata no Campeonato Mundial de Judô Paralímpico
A atleta mato-grossense Erika Zoaga, apoiada pelo projeto Olimpus, da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) de Mato Grosso, encerrou sua participação no Campeonato Mundial de Baku, no Azerbaijão, nesta quinta-feira (10.11), com duas medalhas de prata: uma na categoria individual e outra por equipe, junto com a Seleção Brasileira de Judô Paralímpico.
“O Projeto Olimpus vem gerando resultados significativos para o esporte em Mato Grosso. Toda semana temos notícias de algum atleta avançando graças à parceria com o Governo de Mato Grosso”, destaca Jefferson Neves, secretário de Cultura, Esporte e Lazer.
“Foi a melhor performance brasileira em todos os tempos. E mais, um grande feito do paradesporto mato-grossense, que teve a atleta Erika Zoaga como representante do Estado. Esse foi o primeiro mundial na carreira dela”, afirma Alex Lili, representante do Segmento das Pessoas com Deficiência do Conselho do Desporto de Mato Grosso (Consed), Alex Lili.
Com excelente desempenho, o Brasil ficou com o quarto lugar, atrás de Turquia, Ucrânia e Irã. Ao todo foram dez medalhas: duas de ouro, duas de prata e seis de bronze.
Além de Erika Zoaga, as brasileiras estiveram representadas por Alana Maldonado, Brenda Freitas, Larissa Oliveira, Lúcia Araújo, Rebeca Silva e Rosi Andrade. Elas ganharam das turcas (4 a 2), do Time IBSA (4 a 1) e das indianas (4 a 0), mas acabaram derrotadas pelas ucranianas (4 a 3), que fecharam o torneio na frente de todas.
Formaram a Seleção masculina Arthur Silva, Elielton Oliveira, Harlley Arruda, Marcelo Casanova, Sergio Fernandes, Thiego Marques e Wilians Araújo.
“O foco dos judocas brasileiros agora será o Pan-Americano da IBSA, que ocorre entre 8 e 12 de dezembro em Edmonton, no Canadá. Desde o Campeonato Europeu realizado em setembro, na Itália, todos os torneios chancelados pela Federação Internacional contam pontos no ranking, que será a base da classificação dos atletas para os Jogos Paralímpicos de Paris 2024”, conclui Lili.
Fonte: GOV MT
MATO GROSSO
Unemat estrutura gramática de línguas da família Nambikwara para desenvolver material didático
A Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), por meio da Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas e Linguagem (Facsal) de Tangará da Serra, iniciou um projeto de pesquisa colaborativa com indígenas da etnia Nambikwara.
O projeto desenvolve oficinas com o objetivo de estruturar uma gramática escrita e produzir um material didático para as línguas Kithãuhlu e Negarotê, que pertencem à família Nambikwara. A iniciativa vai promover a formação de professores indígenas para assegurar um ensino bilíngue nas aldeias da região.
Coordenado pela professora doutora em Linguística, Mônica Cidele da Cruz, o projeto “Oficinas Pedagógicas de Estudo das Línguas Kithãuhlu e Negarotê e a Produção de Material de Apoio Didático” ocorre nas aldeias Negarotê e Branca, no município de Comodoro (a 644 km de Cuiabá). A iniciativa, que se estende até outubro de 2026, tem como foco a transformação da fluência oral em conhecimento técnico estruturado.
Embora os povos Kithãuhlu e Nakado’tu-Negarotê mantenham viva a tradição oral, a pressão do sistema de ensino em língua portuguesa impõe riscos à longevidade desses idiomas. “O objetivo do projeto, além da discussão sobre a escrita dessas línguas, é o estudo da gramática e a produção de material didático específico”, destaca Mônica Cidele.
Diferente de modelos de pesquisa tradicionais, o trabalho adota uma metodologia participativa. A equipe conta com 32 integrantes, entre professores da Unemat, colaboradores externos e alunos do Programa de Pós-Graduação em Ensino em Contexto Indígena Intercultural (PPGecii), como Adriana Negarotê e Wamen Kalapalo Negarotê, ambas da aldeia envolvida no projeto.
“Ao receberem o material didático, alunos indígenas de todos os níveis de ensino ganham também uma ferramenta de preservação de suas raízes”, afirma o professor doutor em Linguística, Wellington Quintino, participante do projeto.
A Unemat é pioneira na educação indígena com o lançamento, em 2019, do mestrado em Ensino em Contexto Indígena Intercultural e, em 2023, do primeiro curso de Enfermagem Intercultural Indígena do mundo. Na Unemat, 5% das vagas de todos os cursos de graduação são reservadas para alunos indígenas, garantindo que o conhecimento produzido nos laboratórios e centros de pesquisa retorne diretamente ao fortalecimento das raízes dos 43 povos originários de Mato Grosso.
Fonte: Governo MT – MT
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