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Cridac oferece diagnóstico e tratamento especializado do Transtorno do Espectro Autista para pacientes até 14 anos

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Em uma das salas do Centro de Reabilitação Integral Dom Aquino Corrêa (Cridac), Maiara Souza, mãe da pequena M.Y.S, de 1 ano e 11 meses, recebeu nesta segunda-feira (27.05) a devolutiva do diagnóstico que busca desde os primeiros meses da filha. O serviço, que é ofertado pela unidade por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), proporcionou o diagnóstico da menina como autista de nível II de suporte.

O Cridac, unidade mantida pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), oferece o diagnóstico e o acompanhamento multidisciplinar para crianças autistas de nível I e II de suporte até os 14 anos.

Maiara relata que, a partir dos seis meses da filha, começou a notar que a menina apresentava diferenças no desenvolvimento em relação às crianças da mesma idade e que, por isso, iniciou a busca por auxílio médico.

“Percebi que ela tinha alguns comportamentos diferentes, como ficar muito tempo olhando para as mãozinhas. Também notei que, enquanto as outras crianças aprendiam novas habilidades, ela não conseguia acompanhar e até esquecia coisas que já tinha aprendido, o que me deixou muito preocupada e me fez buscar auxílio médico”, conta a mãe.

Com o laudo em mãos, Maiara poderá acessar serviços e terapias especializadas que apoiarão o desenvolvimento de sua filha, enfatiza a médica neurologista infantil, Alzira Nishiyama.

“O diagnóstico é o primeiro passo para iniciar as terapias adequadas e definir as necessidades específicas de cada criança, além de oferecer suporte essencial para a família. Muitas vezes, uma família passa anos buscando um diagnóstico, mas não consegue obter uma resposta clara que permita acesso às terapias necessárias e à educação inclusiva. As terapias e os tratamentos ajudam a melhorar a funcionalidade do indivíduo dentro de suas capacidades, proporcionando um desenvolvimento mais completo e uma vida mais integrada”, explicou.

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Especialistas apontam que o diagnóstico precoce do Transtorno do Espectro Autista (TEA) é fundamental por possibilitar o início de intervenções que podem melhorar significativamente o desenvolvimento e a qualidade de vida da criança.

A diretora do Cridac, Suely Souza Pinto, destaca que o centro é uma referência estadual no diagnóstico e acompanhamento do TEA pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Mato Grosso.

“Nós somos a única unidade que é 100% SUS no Estado e acompanha pacientes com TEA. Atendemos desde o diagnóstico do autista e oferecemos todas as terapias necessárias para um paciente com autismo. Isso é gratificante, porque sabemos que nós estamos fazendo a parcela que nos cabe”, finalizou a diretora.

TEA e níveis de suporte

O TEA é categorizado em 3 diferentes níveis de suporte, com o nível II indicando uma necessidade intermediária de apoio. Esse é o caso da pequena M.Y.S, que precisará de suporte nas áreas de comunicação, interação social e comportamento adaptativo.

Para auxiliar nesse processo, uma das estratégias adotadas pelo Cridac é a de orientação parental, em que a família passa a ser um importante instrumento para garantir um bom desenvolvimento dessas crianças.

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“A orientação parental permite uma intervenção precoce essencial, já que a criança passa a maior parte do tempo com a família e se sente mais à vontade em casa. Ao capacitar a família, garantimos que ela possa oferecer o suporte necessário à criança ao longo de sua vida, adaptando-se continuamente às suas necessidades”, ressaltou a psicóloga da unidade, Criziane Melo Vinhal.

Entre as terapias e ferramentas utilizadas pelo Cridac para o acompanhamento de pacientes com TEA, está a sala de estimulação sensorial, local onde as crianças podem ser estimuladas por meio de atividades e atendimentos, como os realizados pela psicóloga infantil Mariane da Silva e a fonoaudióloga Regina Coelho. Ambas as profissionais atuam realizando atendimentos individuais e também em grupo, junto a outros profissionais.

“O tempo de tratamento com os pacientes em grupo é reduzido e a evolução deles é significativa. Para pacientes autistas, que enfrentam dificuldades na comunicação e na interação social, a dinâmica de grupo estimula essas habilidades de forma eficaz. Além disso, as intervenções multiprofissionais contribuem ainda mais para a evolução desses pacientes”, comentou Mariane.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Helicóptero que pertenceu a Ayrton Senna pousa em Mato Grosso

Aeronave utilizada pelo tricampeão mundial para escapar do trânsito de São Paulo foi identificada no Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande; modelo deve permanecer alguns dias no estado.

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Um helicóptero que pertenceu a Ayrton Senna, um dos maiores nomes da história do automobilismo mundial, pousou na terça-feira (6) no Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, e despertou a curiosidade de admiradores da aviação e do tricampeão de Fórmula 1. A aeronave, um Esquilo AS350 de matrícula PT-HYO, foi reconhecida após a divulgação de imagens nas redes sociais.

A identificação foi feita pelo piloto e major do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso Felipe Karim da Silva Shiro. Durante uma conversa com pilotos e mecânicos, ele descobriu que o helicóptero havia pertencido ao ídolo brasileiro e decidiu compartilhar a informação com seus seguidores.

Segundo Shiro, Senna utilizava a aeronave para se deslocar entre o Autódromo de Interlagos e sua residência, evitando o trânsito da capital paulista. A descoberta chamou a atenção de internautas, especialmente daqueles que acompanham a trajetória do piloto e sua paixão pela aviação.

“Essa aqui é uma aeronave Papa Tango Hotel Yankee Oscar, mas já foi do grande rei Ayrton Senna. Ele utilizava para ir de Interlagos até a sua casa e fugir do trânsito paulista”, comentou o major.

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De acordo com o piloto, o helicóptero deve permanecer por alguns dias em Mato Grosso. A possibilidade é que a parada esteja relacionada a serviços de manutenção ou ao cumprimento de alguma missão, embora o motivo ainda não tenha sido confirmado.

A presença da aeronave também despertou a curiosidade de profissionais da aviação que atuam na região. Shiro explicou que a chegada de helicópteros diferentes costuma chamar a atenção da equipe, que conversa com pilotos e mecânicos para saber a procedência e a finalidade de cada operação.

Foi durante uma dessas conversas que surgiu a informação sobre o passado da aeronave. Após pesquisas na internet, o grupo encontrou fotografias e vídeos que mostram Senna utilizando o modelo, o que reforçou a identificação e motivou a publicação nas redes sociais.

A paixão de Senna pela aviação

Filho de piloto de avião, Ayrton Senna desenvolveu desde cedo o interesse por aeronaves. Ele obteve habilitação para pilotar helicópteros em 1993 e acumulou 101 horas de voo como piloto em comando.

Ao longo desse período, Senna operou três helicópteros Esquilo AS350, registrados sob as matrículas PT-HNY, PT-HYO e PT-HNJ. O modelo que chegou a Mato Grosso, identificado como PT-HYO, tem um lugar especial nessa história: foi utilizado pelo piloto em seu último voo como comandante de uma aeronave da família, no início de abril de 1994, cerca de um mês antes de sua morte.

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Na ocasião, o voo partiu da fazenda de Senna, em Tatuí, no interior de São Paulo, com destino ao Campo de Marte, na capital paulista.

Posteriormente, o helicóptero foi vendido e passou a ser utilizado no serviço de táxi aéreo. A aeronave continuou em operação e, atualmente, é operada pela empresa Helimarte Táxi Aéreo.

A passagem por Mato Grosso transformou o helicóptero em uma atração para os apaixonados por aviação e para os fãs de Ayrton Senna, cuja trajetória segue despertando interesse décadas após sua morte.

Com informações do Primeira página

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