MATO GROSSO
Cridac entrega 18 cadeiras de rodas motorizadas em mutirão de atendimentos
O Centro de Reabilitação Integral Dom Aquino Corrêa (Cridac), unidade especializada da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), entregou 18 cadeiras de rodas motorizadas para durante um mutirão na manhã desta sexta-feira (15.8).
Foram contemplados usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) com idades entre 20 e 75 anos dos municípios de Barra do Bugres, Barra do Garças, Chapada dos Guimarães, Cuiabá, Guarantã do Norte, Juscimeira, Nossa Senhora do Livramento, Poconé, Rondonópolis e São Pedro da Cipa.
Esses pacientes precisaram passar por avaliação de toda a equipe multiprofissional do Cridac, que conta com fisioterapeuta, psicólogo, ortopedista e assistente social.
“Esta ação é extremamente relevante porque promove qualidade de vida, independência e inclusão aos usuários do SUS, que agora terão mais conforto com uma cadeira de rodas motorizada, moderna e de excelência. Isso só é possível graças à gestão séria e responsável do Governo de Mato Grosso”, destacou a secretária adjunta de Unidades Especializadas da SES, Patrícia Neves.
A cadeira motorizada atende quem perdeu força nos membros superiores e tem dificuldade de se locomover em uma cadeira de rodas convencional.
Segundo a diretora do Cridac, Suely Souza, o equipamento pode ser solicitado nos postos de saúde, nas Unidades de Reabilitação (UDR) dos municípios de todo o Estado e também no Cridac, em Cuiabá.
“O Governo do Estado, por meio do Cridac, tem feito uma força-tarefa para atender com eficiência os cidadãos que precisam de uma cadeira de rodas motorizada, pois é um equipamento que proporciona uma melhor qualidade de vida e acessibilidade. Estamos orgulhosos de ver tudo isso acontecer em Mato Grosso”, pontuou Suely.
A cadeira motorizada é concedida para quem apresenta uma condição médica com Classificação Internacional de Doenças (CID) específica, que necessite do equipamento, e é confeccionada sob medida para regular encosto, profundidade e altura.
De acordo com a coordenadora administrativa, Fabiana da Rocha, a Oficina Ortopédica do Cridac foi habilitada em 2013 e desde então realiza essas entregas para a população do estado.
“A grande maioria dos pacientes está recebendo uma cadeira de rodas motorizada pela primeira vez. Desde 2023, quando a unidade iniciou o programa “Ir Para Incluir”, houve uma demanda muito grande de concessão de cadeiras de rodas e o Cridac é a unidade referência para todo o Estado”, informou.
A jornalista e professora de português Carla Spies, de 35 anos, moradora de Guarantã do Norte, foi uma das pacientes que recebeu a primeira cadeira de rodas motorizada de sua vida. Ela teve hipóxia – deficiência de oxigênio nos tecidos do corpo – ao nascer, seguida por outros problemas de saúde, incluindo ter sido atingida por um raio aos cinco meses, o que resultou em dificuldades de locomoção desde a infância.
“Eu nunca tive a possibilidade de andar, sempre com dificuldade, sempre dependendo do uso da cadeira”, contou.
Após receber a cadeira de rodas motorizada, Carla afirmou que está animada para começar a se deslocar com mais independência. “Eu passei por todas as avaliações dos profissionais e fui muito bem atendida, graças a Deus. Aí hoje eu estou conseguindo voltar. Facilita muito, tendo em vista que na minha cidade a dificuldade de acessibilidade também é grande, mas vai me ajudar muito na qualidade de vida”, concluiu.
A assistente administrativa Eva Souza completou 45 anos no último dia 1º e considerou que receber a cadeira de rodas motorizada do Cridac foi o seu presente de aniversário. Ela não cresceu como deveria e disse que o equipamento vai ajudar muito em sua locomoção.
“Ah, meu presente aqui, olha. Vai me ajudar bastante, terei mais independência”, disse. Eva considerou o serviço maravilhoso: “O Cridac está de parabéns, prestando um serviço excelente”.
Orientações
A fisioterapeuta Raphaele Tayarah Rocha deu todas as orientações necessárias para os pacientes saberem manusear o equipamento, fazer a manutenção, usar o carregador da bateria e desmontá-la em caso de necessidade. A autonomia da bateria dessa cadeira é de até 30 km, dependendo da velocidade e do tipo de terreno que os pacientes vão circular.
“Se for um terreno íngreme, com muito buraco, calçada, que tem que ficar desviando, vai gastar mais bateria, consequentemente, o trajeto vai ser um pouco menor. É igual ao combustível de carro: quanto pior é o terreno, mais você gasta combustível; quanto mais você pisa no acelerador, mais você gasta combustível. Então é importante sempre ficar de olho lá no joystick (controle da cadeira) de vocês, na marcação da bateria, para saber o momento de carregar”, explicou Raphaele.
Conforme o coordenador técnico do Cridac, Dácio Augusto Moreira da Silva, a cadeira pode ter joystick para controle com a mão direita, mão esquerda ou mentoniano – para quem controla pelo queixo –, e suporta até 160 kg. Ela chega a uma velocidade máxima de 7 km/h.
“O equipamento tem garantia de fábrica de um ano e de seis meses para a bateria. Os usuários têm direito a solicitar uma nova cadeira de rodas no Cridac a cada quatro anos”, afirmou.
A partir de segunda-feira (18.8), o Cridac vai entregar cerca de 60 cadeiras de rodas manuais.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Quase 6 mil pessoas participam de diagnóstico da educação em quatro municípios de MT
Levantamento reúne a percepção de profissionais, famílias e gestores e serve de base para o planejamento estratégico da educação para os próximos 10 anos
Aproximadamente 5.900 pessoas foram ouvidas para a realização do diagnóstico da educação nos municípios de Campo Novo do Parecis, Lucas do Rio Verde, Nova Olímpia e Primavera do Leste. O levantamento é uma etapa fundamental para a elaboração do planejamento estratégico de 10 anos, desenvolvido em conjunto pelas secretarias municipais de Educação e pelas equipes do Grupo Empreendedor Mato Grosso em Evolução (GEMTE).
“Um olhar muito importante que temos quando chegamos ao município é entender as potencialidades do território, identificar os pontos de melhoria e trabalhar de forma coletiva, ouvindo toda a comunidade escolar para transformar esses apontamentos em ações estratégicas”, ressaltou o gerente de projetos do GEMTE, Pedro Henrique Neves.
Leandro de Souza, gestor da Escola Municipal Cecília Meireles, foi um dos profissionais da educação de Lucas do Rio Verde que respondeu ao questionário, aplicado a diretores, professores, coordenadores pedagógicos, técnicos das secretarias e pais de alunos. A pesquisa procura entender como esses profissionais e as famílias avaliam a qualidade da educação e o funcionamento da rede. Para Leandro, a consulta traz mais clareza aos processos realizados.
“A construção de uma leitura mais clara, por meio das consultas realizadas, otimiza os processos de tomada de decisão e possibilita uma visão mais uniforme políticas de Estado, e não de governo , permitindo trajetórias de crescimento estáveis”, disse.
A escola em que Leandro é gestor alcançou nota 7,1 no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2025, a maior da instituição, e apresentou crescimento de 1,5 ponto em quatro anos. A escola fica próxima ao setor industrial do município e atende 1.100 alunos de famílias de 21 estados brasileiros e da Venezuela.
Um exemplo de como o desenvolvimento da educação pode ocorrer por meio da construção coletiva está na própria escola, onde a participação dos pais nas reuniões cresceu de forma expressiva: passou de 189 para 880 participantes.
Pâmela Lays da Silva Soares, que tem um filho de quatro anos estudando na Escola 13 de Maio, em Nova Olímpia, também aprovou o modelo de construção coletiva do Programa GEMTE com os Municípios.
“Eu acho interessante, porque às vezes fica difícil escutar todos os pais. Mas, quando respondemos a um questionário, em que a gente fala o que acha e o que pode melhorar, é muito bom. É importante sermos ouvidos também”, afirma.
Para a elaboração do diagnóstico da educação nos quatro municípios, a comunidade escolar, os prefeitos, os secretários municipais de Educação e as equipes técnicas das secretarias opinaram sobre diferentes aspectos das redes de ensino, como gestão, ações implementadas, infraestrutura, tecnologia, formação continuada de professores, fluxos e processos.
A partir dos diagnósticos, foram elaborados os planejamentos estratégicos de cada município. Na sequência, foram assinados os Acordos de Gestão entre o GEMTE e as prefeituras, estabelecendo metas, indicadores, prazos e entregas, com foco na melhoria da aprendizagem e no fortalecimento da gestão educacional.
“O objetivo final dessa parceria é promover melhorias no chão da escola, onde estão nossos alunos. O GEMTE está ao lado das Secretarias Municipais de Educação para apoiar a construção de políticas públicas capazes de transformar a educação e fortalecer os indicadores de qualidade”, disse o diretor executivo do GEMTE, Guilherme Alves. “Esse é um trabalho coletivo, que depende do envolvimento da gestão, dos profissionais da educação, da Câmara de Vereadores, das famílias e de toda a comunidade escolar”, afirmou.
Sobre o GEMTE
O GEMTE é uma organização do terceiro setor, sem fins lucrativos, que atua para fortalecer a educação pública em Mato Grosso. Seu objetivo é apoiar a melhoria da aprendizagem dos estudantes por meio da promoção de uma gestão estratégica, orientada por resultados e comprometida com a equidade. Esse apoio não tem nenhum custo para o poder público.
Atualmente, 12 municípios integram o programa, que busca contribuir para que todas as crianças e jovens tenham acesso a uma educação de qualidade.
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