ECONOMIA

MDIC defende ampliação comercial e novo modelo de desenvolvimento em Fórum Brasil-Índia

Durante a abertura do Fórum Econômico Brasil-Índia, o secretário-executivo-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, destacou as convergências econômicas e políticas entre os dois países que defendem o multilateralismo e o compromisso com o crescimento sustentável.

Em sua avaliação, Brasil e Índia têm vocação para protagonizar um novo modelo de desenvolvimento: mais verde, mais digital, mais inclusivo, mais justo.  “É preciso promover a integração, a aproximação e a complementariedade. Só assim países emergentes vão conseguir, de fato, promover justiça social, a partir da redução das desigualdades internas, gerando emprego, distribuindo renda”, ressaltou, na cerimônia de início do evento, que ocorre em paralelo à Cúpula do BRICS, no Rio de Janeiro (RJ).

Elias Rosa destacou que há potencial para intensificar a parceria bilateral em segmentos como máquinas e equipamentos, fertilizantes, biofármacos, economia digital, economia circular e transição energética. Entre janeiro e junho de 2025, a Índia foi o 7º maior parceiro comercial do Brasil.

O secretário lembrou que o Brasil oferece oportunidades na área de descarbonização, ao promover a industrialização com menor emissão de gases de efeito estufa. “Ao investir no Brasil, o empresário vai contribuir com a sustentabilidade ambiental: um polímero produzido aqui emite 50% a menos gases de efeito estufa; no caso do carro elétrico, é 48% a menos. A produção do painel solar ocorre com 80% a menos”, enumerou.

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“Já não é uma escolha empresarial. É um imperativo ético. Hoje há uma política clara de desenvolvimento no país que passa por esses compromissos”, afirmou.

NIB

Elias Rosa destacou que, por determinação do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Brasil tem hoje uma política industrial estruturada para fortalecer o ambiente de negócios e atrair novos investimentos.

A Nova Industrial Brasil (NIB) está baseada em seis missões que englobam setores como complexo da saúde; agroindústria; economia digital, bioeconomia, descarbonização e transição e segurança energéticas, dentre outros. Levantamento inédito do MDIC mostra que investimentos da NIB em todo o país, através do Plano Mais Produção, já somam R$ 472,7 bilhões em mais de 168 mil projetos.

“Nosso compromisso é trabalhar para oferecermos ao setor produtivo as reais condições de investimentos. Todos os setores são absolutamente essenciais”, afirmou.

BRICS & Parceria

Em 2025, o relacionamento diplomático Brasil-Índia completa 76 anos. A Índia é um dos membros fundadores do BRICS, junto com Brasil, Rússia e China.  É o 27º maior investidor no Brasil e em 2024 foi o 13º destino das exportações brasileiras e o 6º fornecedor estrangeiro ao Brasil. O estoque de Investimento Estrangeiro Direto da Índia no Brasil fechou 2023 em US$ 2,9 bilhões.

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Fórum

O encontro é promovido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), pelo MDIC e pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Câmara de Comércio Índia-Brasil (CCIB) e a Federação das Câmaras de Comércio e Indústria da Índia (FICCI). 

Foto: Michelle Fioravanti / CNI

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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ECONOMIA

Corrente de comércio brasileira alcança US$ 56 bi no mês de maio

No mês de maio de 2026 as exportações somaram US$ 32 bilhões e as importações, US$ 24,1 bilhões, com saldo positivo de US$ 8 bilhões e corrente de comércio de US$ 56 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 149 bilhões e as importações, US$ 116 bilhões, com saldo positivo de US$ 33 bilhões e corrente de comércio de US$ 264 bilhões.

Esses e outros resultados foram divulgados nesta quarta-feira (3/6), pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

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Nas exportações, comparados o mês de maio / 2026 (US$ 31,9 bilhões) com maio / 2025 (US$ 29,92 bilhões), houve crescimento de 6,6%. Em relação às importações houve crescimento de 5,3% na comparação entre o mês de maio / 2026 (US$ 24,08 bilhões) com o mês de maio / 2025 (US$ 22,86 bilhões).

Assim, no mês de maio/2026 a corrente de comércio totalizou US$ 56 bilhões e o saldo foi de US$ 7,82 bilhões. Comparando-se este período com o de maio/2025, houve crescimento de 6,1% na corrente de comércio.

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Nas exportações, comparado o valor de janeiro/maio 2026 (US$ 148,57 bilhões) com o de janeiro/maio – 2025 (US$ 136,68 bilhões) houve crescimento de 8,7%. Em relação às importações, houve crescimento de 3,2% entre o valor do período de janeiro/maio – 2026 (US$ 115,91 bilhões) com janeiro/maio – 2025 (US$ 112,35 bilhões). Por fim, o valor da corrente de comércio totalizou US$ 264,48 bilhões e apresentou crescimento de 6,2% na comparação entre estes períodos.

Exportações e Importações por Setores

No mês de maio/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores foi o seguinte: crescimento de US$ 0,73 bilhão (9,8%) em Agropecuária e de US$ 1,37 bilhão (9,0%) em produtos da Indústria de Transformação. Houve queda de US$ 0,13 bilhão (1,9%) em Indústria Extrativa.

Já comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores importadores foi o seguinte: crescimento de US$ 1,34 bilhão (6,3%) em produtos da Indústria de Transformação; queda de US$ 0,04 bilhão (7,8%) em Agropecuária e de US$ 0,1 bilhão (10,1%) em Indústria Extrativa.

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No acumulado de janeiro a maio/2026, comparando com igual período do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores foi o seguinte: crescimento de US$ 2,36 bilhões (7,3%) em Agropecuária; de US$ 5,37 bilhões (17,3%) em Indústria Extrativa e de US$ 4,08 bilhões (5,6%) em produtos da Indústria de Transformação.

No acumulado do ano atual, comparando com igual período do ano anterior, o desempenho dos setores importadores foi o seguinte: crescimento de US$ 4,34 bilhões (4,2%) em produtos da Indústria de Transformação; queda de US$ 0,53 bilhão (19,0%) em Agropecuária e de US$ 0,31 bilhões (6,2%) em Indústria Extrativa.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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