ELEIÇÕES 2026 | PESQUISA REAL TIME BIG DATA

Wellington lidera corrida ao Paiaguás com 35%; Jayme Campos tem 23% e Pivetta aparece em terceiro com 19% após quatro meses no comando do governo Natasha tem 10% – veja graficos

Levantamento do Real Time Big Data mostra senador do PL na liderança da disputa pelo Governo de Mato Grosso; governador em exercício registra 19% das intenções de voto e fica atrás dos dois senadores no principal cenário pesquisado

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O senador Wellington Fagundes (PL) desponta como principal nome na corrida pelo Governo de Mato Grosso em 2026, segundo pesquisa Real Time Big Data divulgada pela CNN Brasil. O levantamento mostra o parlamentar liderando os cenários de primeiro e segundo turno testados pelo instituto, consolidando-se como o pré-candidato mais competitivo na disputa pelo Palácio Paiaguás.

No principal cenário de primeiro turno, Wellington registra 35% das intenções de voto. Em segundo lugar aparece o senador Jayme Campos (União Brasil), com 23%. Já Otaviano Pivetta (Republicanos) ocupa a terceira colocação, com 19% das intenções de voto. Natasha Slhessarenko (PSD) aparece logo atrás, com 10%. Os votos brancos e nulos somam 6%, enquanto 4% dos entrevistados se declararam indecisos.

O desempenho de Pivetta chama atenção por ocorrer em um momento em que o republicano está à frente da administração estadual há cerca de quatro meses. Mesmo ocupando o principal cargo do Executivo mato-grossense e contando com a visibilidade proporcionada pela função, o governador em exercício aparece atrás dos dois senadores no cenário mais competitivo da pesquisa.

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Em uma segunda simulação de primeiro turno, sem Jaime Campos, Wellington amplia a vantagem e alcança 40% das intenções de voto. Pivetta sobe para 29%, enquanto Natasha registra 16%.

Nos cenários de segundo turno, Wellington mantém a dianteira. Em um eventual confronto direto contra Pivetta, o senador do PL aparece com 44%, contra 35% do governador em exercício. Já diante de Jaime Campos, Wellington alcança 51%, enquanto o senador do União Brasil registra 28%.

Contra Natasha Slhessarenko, a vantagem é ainda maior. Wellington soma 54% das intenções de voto, enquanto a pré-candidata do PSD alcança 23%.

Os cenários sem a presença de Wellington mostram um quadro diferente. Em uma eventual disputa contra Jayme Campos, Pivetta aparece na liderança com 40%, enquanto o senador registra 29%. Já em um confronto direto contra Natasha, o governador em exercício alcança 45%, contra 28% da adversária.

A pesquisa também testou um cenário entre Jayme Campos e Natasha Slhessarenko. Nesse caso, o senador do União Brasil registra 33%, enquanto a pré-candidata do PSD aparece com 29%, resultado considerado empate técnico dentro da margem de erro.

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O levantamento foi realizado entre os dias 30 de maio e 1º de junho, com 1.600 entrevistados em Mato Grosso. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Embora a eleição ainda esteja distante, os números indicam que Wellington Fagundes larga em posição privilegiada na disputa pelo Palácio Paiaguás. Já Otaviano Pivetta, apontado como possível sucessor do grupo governista, terá o desafio de transformar a força da máquina estadual em apoio nas urnas, após aparecer na terceira colocação do principal cenário da pesquisa.

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POLÍTICA MT

CPI da Saúde ouve investigada e remarca depoimento de ex-secretário para 2 de setembro

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Na tarde desta quarta-feira (26), a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou mais uma reunião para ouvir depoentes e avançar na apuração de possíveis irregularidades em contratos da Secretaria de Estado de Saúde (SES) firmados durante a pandemia de Covid-19.

A ex-secretária adjunta de Gestão Hospitalar da SES, Carolina Campos, prestou depoimento na condição de investigada. Também foi ouvido, por videoconferência, o ex-diretor do Hospital Regional de Cáceres, Onair Azevedo Nogueira, na condição de testemunha. As duas oitivas ocorreram em sessão reservada.

O depoimento do ex-secretário de Estado de Saúde Gilberto Figueiredo, que não compareceu à sessão, foi reagendado para a próxima quarta-feira (2), às 14h. Segundo a CPI, a convocação foi remarcada após a defesa alegar compromissos.

Carolina Campos afirmou que solicitou que sua oitiva fosse realizada de forma reservada para evitar que o conteúdo do depoimento fosse utilizado no contexto eleitoral. “Minha posição nesse processo sempre foi técnica. Pedi que essa condição fosse respeitada”, disse, em entrevista concedida após a oitiva.

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Carolina destacou ainda que respondeu às 70 perguntas feitas pelos integrantes da comissão e que apresentou documentos e esclarecimentos que, segundo ela, já haviam sido levados anteriormente às autoridades responsáveis pelas investigações no Ministério Público e no judiciário.

A ex-secretária adjunta também declarou que decisões judiciais anteriores já haviam afastado sua participação nas acusações investigadas. Segundo Carolina, ela nunca chegou a ser ré e apresentou provas ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para demonstrar que não tinha envolvimento com as irregularidades apuradas.

Ao ser questionada sobre os contratos sem licitação investigados pela CPI, Carolina afirmou que não era responsável por licitações, compras ou pagamentos dentro da Secretaria de Estado de Saúde. De acordo com seu relato, sua atuação se restringia à gestão dos hospitais regionais.

Após a oitiva, a comissão informou que as respostas serão analisadas pela equipe responsável pelos trabalhos. A CPI investiga denúncias de irregularidades em licitações e contratos da Secretaria de Estado de Saúde realizados entre 2019 e 2023, que resultaram na Operação Espelho, da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso.

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Outro assunto discutido durante a reunião foi a possibilidade de suspensão dos trabalhos da CPI durante o período eleitoral. Um requerimento foi apresentado propondo que as atividades sejam interrompidas até o fim das eleições. A medida ainda não foi submetida à votação e foi encaminhada à Procuradoria da CPI para análise jurídica e elaboração de parecer sobre sua legalidade.

Os trabalhos da CPI da Saúde foram prorrogados por mais 180 dias pelo plenário da Assembleia Legislativa. Instalada em 4 de março, a comissão tinha prazo inicial de 180 dias, com encerramento previsto para 4 de setembro. Com a prorrogação, os trabalhos poderão prosseguir até 4 de março de 2027.

Além de Gilberto Figueiredo, que deverá ser ouvido na próxima quarta-feira, a comissão informou que o secretário Juliano Melo também é esperado para prestar depoimento na mesma data.

A CPI tem como objetivo reunir informações e documentos de investigados e testemunhas para esclarecer as possíveis irregularidades relacionadas aos contratos da Secretaria de Estado de Saúde.

Fonte: ALMT – MT

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