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Prefeitura realiza reforma total no Terminal do CPA 3 e espaço deixa de atender nesta sexta-feira (26); 8 abrigos foram instalados

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A Prefeitura de Cuiabá realizará a reforma total no Terminal do CPA 3 e o espaço deixará de atender usuários nesta sexta-feira (26). Para evitar transtornos, a Secretaria de Mobilidade Urbana instalou abrigos e adotou medidas para atender os passageiros durante a reforma do espaço, que será iniciada na próxima segunda-feira (29).

Com uma média de 30 mil passageiros que utilizam diariamente o terminal de embarque e desembarque de ônibus na região, uma ‘força-tarefa’ visando a readequação das vias no entorno da edificação foi instaurada para assegurar a redução dos impactos durante o período de obras. A Comissão Técnica, composta pelas três diretorias da Semob, está sob o comando da secretária da pasta, Luciana Zamproni.

Para isso, as diretorias de Transportes, Trânsito e Engenharia da Semob buscaram implementar mudanças na região que atendessem não só às demandas dos passageiros do CPA 3, mas também dos condutores que trafegam diariamente pelo bairro, com o intuito de amenizar os possíveis transtornos no tráfego viário das proximidades. A expectativa é de que a obra seja entregue até o fim da gestão de Emanuel Pinheiro.

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“Separamos uma semana para fazer todas as mudanças necessárias antes de fechar oficialmente o terminal. Assim, os passageiros que dependem e usam o transporte coletivo da capital irão se adaptar mais facilmente às mudanças e aos transtornos que uma obra traz para a mobilidade da cidade. Apesar disso, essa reforma no Terminal do CPA 3 foi um compromisso firmado pelo prefeito Emanuel Pinheiro, e ele faz questão que esse terminal seja entregue até o final da sua gestão. Com toda certeza, iremos trabalhar para isso”, destacou a secretária Luciana Zamproni.

Entre as mudanças realizadas, está o novo local de embarque e desembarque, que agora passará a funcionar através de oito abrigos instalados na extensão da ciclovia da Rua Um (Tancredo Neves), localizada a cerca de 50 metros do Terminal do CPA 3. Uma faixa provisória exclusiva para ônibus também foi instalada, além do reforço da sinalização nas vias.

De acordo com o diretor de transportes da Semob, Nicolau Budib, apesar das mudanças, os itinerários das linhas que atendem o terminal permanecerão os mesmos.

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“Essas mudanças foram pensadas para causar o menor impacto possível aos passageiros do transporte coletivo. Não haverá alterações no itinerário dos ônibus, apenas no local de embarque e desembarque, que pelos próximos cinco meses será feito nesses abrigos provisórios, enquanto o terminal estiver fechado para reforma. Tudo isso será por um curto período de tempo, por isso pedimos um pouco de paciência à população. Depois que a obra for entregue, tudo voltará à normalidade e com uma qualidade muito maior”, enfatizou Nicolau.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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CUIABÁ

Justiça mantém Rodoviária do Coxipó funcionando e rejeita pedido de fechamento imediato

Magistrado considerou que não há comprovação de risco iminente aos passageiros, mas determinou audiência para discutir a regularização do terminal em Cuiabá

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A Justiça de Mato Grosso negou, por enquanto, o pedido do Ministério Público Estadual (MPE) para suspender as atividades da Rodoviária do Coxipó, em Cuiabá. A decisão permite a continuidade dos embarques, desembarques e da comercialização de passagens, apesar dos questionamentos sobre a regularidade administrativa e as condições estruturais do terminal.

A decisão foi proferida pelo juiz Bruno D’Oliveira Marques, da Vara Especializada em Ações Coletivas, que considerou não haver elementos suficientes para comprovar risco concreto e imediato à segurança dos usuários.

Na ação, o Ministério Público questiona o funcionamento da estrutura administrada pela RM Transportes e Turismo Ltda. Segundo o órgão, o terminal opera sem autorização administrativa vigente e apresenta problemas relacionados à acessibilidade, às instalações elétricas e hidrossanitárias, à conservação e à prevenção de incêndios.

As irregularidades começaram a ser investigadas em 2022. Entretanto, ao analisar o pedido de suspensão imediata, o magistrado destacou que a situação já é conhecida pelas autoridades há mais de quatro anos, sem a apresentação recente de fatos novos que demonstrem perigo iminente aos passageiros.

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Outro ponto considerado foi a realização de melhorias identificadas durante a própria investigação do Ministério Público.

Um relatório técnico elaborado em 2026 registrou a instalação de extintores de incêndio, luminárias, bebedouro e tomadas, além da substituição de cadeiras utilizadas pelos passageiros.

Para o juiz, essas intervenções devem ser consideradas na avaliação da necessidade de interromper o funcionamento do terminal.

Apesar de negar a medida urgente, o magistrado ressaltou que a decisão não significa o reconhecimento da regularidade da rodoviária. A suspensão das atividades poderá ser novamente analisada caso sejam apresentados novos elementos que comprovem riscos aos usuários ou impedimentos legais para a continuidade da operação.

Audiência discutirá regularização

Diante das questões administrativas e estruturais envolvidas, a Justiça marcou uma audiência de conciliação para o dia 18 de novembro, às 16h30.

O encontro deverá reunir representantes do Ministério Público, do Governo de Mato Grosso, da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (Ager-MT), da Sinart e da RM Transportes.

Durante a audiência, os envolvidos deverão apresentar alternativas para regularizar o terminal, executar as adequações ainda necessárias e estabelecer, se for o caso, um período de transição.

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Também deverão ser discutidas medidas para garantir a continuidade do atendimento aos passageiros, caso sejam necessárias mudanças na operação.

A decisão ainda determinou que o Estado e a Ager se manifestem sobre o pedido da RM Transportes para ingressar formalmente no processo como assistente.

A empresa defende a manutenção das atividades e afirma estar disposta a participar da construção de uma solução consensual.

Com a decisão, a Rodoviária do Coxipó permanece em funcionamento enquanto a Justiça acompanha as providências necessárias para solucionar as pendências apontadas pelo Ministério Público.

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