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Prefeito revoga exonerações de profissionais da odontologia pelo gabinete de intervenção do Estado e garante retomada dos atendimentos nos Centros de Especialidades Odontológicas

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O prefeito Emanuel Pinheiro anunciou a revogação das exonerações de 33 profissionais da odontologia, entre técnicos de Saúde Bucal (TSBs) e dentistas, nos Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs) nos bairros Jardim Vitória, Leblon e Tijucal. Essas exonerações, realizadas pelo gabinete de intervenção do Estado, ocorreram de forma abrupta e sem justificativa, às 20h da última sexta-feira (29/12), coincidindo com o fim do período de autonomia na Saúde do município, que se estendeu até o dia 31 de dezembro.

Essa medida contradiz as alegações do gabinete de intervenção do Estado, revelando que, ao invés de promover melhorias na saúde municipal, resultou em perdas significativas no atendimento à população. A situação está em processo de apuração, e os detalhes serão divulgados publicamente para conhecimento das autoridades e da população, que é a parte mais afetada.

A exoneração desses profissionais resultou na inviabilização dos atendimentos nos CEOs dos bairros Jardim Vitória, Leblon e Tijucal, levando à necessidade de reorganização das escalas nessas unidades, prejudicando diretamente a população que busca pelos serviços. Apesar de alguns TSBs terem sido convocados do concurso público, a quantidade é insuficiente, especialmente considerando a expansão da gestão Emanuel Pinheiro, que implementou mais de 58 Postos de Saúde da Família (PSFs), além dos CEOs já existentes. Isso requer a revisão dos lotacionogramas e a espera pela apresentação dos novos servidores. “Vamos adotar todas as medidas cabíveis que possibilitem o atendimento de qualidade à população”, reforçou o gestor que desde o dia 1º de janeiro de 2024 está novamente à frente da administração da Saúde Pública na capital.

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Dos 33 profissionais exonerados, 30 são técnicos de Saúde Bucal (TSB) e três são cirurgiões dentistas, ressaltando-se que esses profissionais ainda estavam sob contrato do processo seletivo vigente. Mesmo considerando a convocação dos dentistas aprovados no concurso de 2023, a ausência dos técnicos comprometeria seriamente o funcionamento dos CEOs, que dependem de sua assistência nos atendimentos.

Além destes servidores, no mesmo mês de dezembro, 38 profissionais de nível técnico foram exonerados de forma semelhante e sem justificativas, incluindo 20 agentes de saúde e profissionais de nível superior.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Doação de órgãos realizada no HMC beneficia pacientes de quatro estados

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Em meio à dor de uma despedida, um gesto de solidariedade pode significar o recomeço para outras famílias. Foi com esse sentimento que o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), administrado pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e da Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP), realizou, na manhã desta quarta-feira (2), a captação de múltiplos órgãos e tecidos de um paciente de 51 anos, vítima de traumatismo craniano após uma queda de aproximadamente 1,5 metro.

Antes do início do procedimento, profissionais do hospital realizaram o tradicional corredor da honra, também conhecido como corredor de aplausos. O momento foi marcado por respeito e emoção em homenagem ao doador e à família, que, mesmo diante de uma perda irreparável, autorizou a doação dos órgãos.

A captação teve início às 10h50 e mobilizou mais de 50 profissionais, entre equipes do próprio HMC e especialistas que vieram de Campo Grande (MS) para participar do procedimento.

Foram captados fígado, dois rins e córneas. O fígado foi destinado a Mato Grosso do Sul. O rim direito seguirá para o Rio Grande do Sul, enquanto o rim esquerdo será encaminhado para Pernambuco. As córneas foram captadas para implante local.

A ação representa a possibilidade de salvar quatro vidas e ainda beneficiar pacientes que aguardam por transplante de córnea.

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Para a secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, a doação representa um gesto de extrema generosidade em um momento de profunda dor para a família.

“É uma perda irreversível para a família, mas, ao mesmo tempo, uma oportunidade de ajudar outras vidas. A nossa gratidão a esses familiares é imensa. Neste Setembro Verde, precisamos reforçar a importância de conversar sobre a doação de órgãos dentro de casa, com nossos parentes, para que, se uma tragédia vier a acontecer, essa possibilidade seja analisada com carinho e sensibilidade. Existe uma longa fila de pessoas esperando por um transplante, e hoje essa família está ajudando a mudar a história de outras pessoas.”

A captação realizada no HMC ocorre justamente no mês em que são ampliadas as ações de conscientização sobre a doação de órgãos e tecidos. O Setembro Verde busca estimular o diálogo sobre o tema e mostrar à população que uma única decisão pode representar uma nova oportunidade para várias pessoas.

A diretora-geral de Saúde Pública, Kelluby Oliveira, destacou que a captação é resultado de uma grande mobilização das equipes e reforçou o significado do corredor da honra como uma forma de reconhecer a família e o doador.

“Hoje mais de 50 profissionais se mobilizaram para que essa doação pudesse acontecer. O corredor da honra é um momento de respeito, gratidão e reconhecimento. É a nossa forma de homenagear esse paciente e, principalmente, essa família, que, em meio à dor, possibilitou que outras pessoas tivessem uma nova chance.”

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A captação desta quarta-feira reforça que, mesmo diante de uma despedida marcada pela dor, a solidariedade pode permanecer como legado. Para quatro pessoas que aguardam por um transplante, a decisão de uma família significará uma nova oportunidade de vida.

O médico Eduardo Andraus, responsável técnico do HMC, explicou que a doação só ocorre após protocolos rigorosos que confirmam a morte encefálica.

“A morte encefálica é uma condição irreversível, diagnosticada por protocolos muito rígidos que comprovam que o cérebro deixou de funcionar. Mesmo que o coração continue batendo por um período, a pessoa já faleceu. A confirmação é feita de maneira criteriosa e segura, permitindo que, quando a família autoriza a doação, os órgãos sejam preservados e encaminhados para pacientes que aguardam por um transplante.”

No Brasil, a autorização da família é fundamental para que a doação de órgãos de um potencial doador falecido possa ocorrer. Por isso, além de ter o desejo de ser doador, é importante conversar com os familiares e deixar clara essa vontade.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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