CUIABÁ
Prefeito de Cuiabá discute implantação do método APAC com o Ministério Público
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, recebeu em seu gabinete, na quarta-feira (11), a procuradora de Justiça Josane Fátima de Carvalho Guariente, coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Execução Penal (CAO-EP) do Ministério Público do Estado (MPMT). O encontro teve como objetivo a apresentação de um projeto-piloto para a implantação do método APAC (Associação de Proteção e Assistência aos Condenados) na capital.
Além da apresentação técnica, a reunião foi marcada pelo estreitamento de laços entre o Executivo municipal e o Ministério Público. Abilio propôs parcerias que envolvem desde o uso da mão de obra dos reeducandos em projetos ambientais, como o plantio de árvores em Cuiabá, até a inclusão dos filhos das reeducandas em programas sociais como Siminina e Siminino. O prefeito enfatizou a necessidade de proteger essas crianças com ações estatais para evitar que sejam marginalizadas ou cooptadas pelo crime organizado.
Encantada com as propostas, a procuradora elogiou a sensibilidade do prefeito e classificou a abertura da atual gestão como inédita. Ela prometeu que, nos próximos encontros, serão apresentados novos projetos para o fortalecimento da política de reintegração social em Cuiabá. Também participaram da reunião as secretárias municipais Francyanne Siqueira Chaves Lacerda (Segurança Pública) e Juliana Chiquito Palhares (Ordem Pública).
A APAC é uma entidade civil sem fins lucrativos, criada em São Paulo na década de 1970, que busca a humanização das penas e a reintegração social de condenados. O método é pautado em disciplina, espiritualidade, trabalho e valorização humana. Há um projeto em andamento para a construção de uma unidade feminina da APAC em Cuiabá, voltada exclusivamente às mulheres reeducandas.
Com esse diálogo aberto, a gestão municipal sinaliza um novo capítulo na política de execução penal da capital mato-grossense.
#PraCegoVer
A imagem principal mostra o prefeito de Cuiabá de costas, ouvindo a procuradora do MPMT. Eles estão em uma mesa oval durante a apresentação dos projetos do MP-MT sobre o método APAC.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
CUIABÁ
Prefeito e secretário encaminham projeto à Câmara para permitir renovação de contratos da Educação
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, e o secretário municipal de Educação, Reginaldo Alves Teixeira, encaminharam à Câmara Municipal um projeto de lei que amplia o prazo para contratação temporária de profissionais da Rede Municipal de Ensino. A proposta busca permitir a renovação de contratos e reduzir a necessidade de realização recorrente de processos seletivos, garantindo maior continuidade aos serviços educacionais. O Projeto de Lei nº 383/2026 foi protocolado pelo Executivo em 24 de agosto.
O prefeito Abilio Brunini destacou que a proposta busca evitar a realização de processos seletivos todos os anos para atender a uma necessidade que permanece na Rede Municipal de Ensino. “Eu tenho o desejo de evitar que fique fazendo processo seletivo todos os anos. Nós vamos fazer um processo seletivo, vale contrato dois anos, a gente renova e depois faz um processo seletivo novo”, afirmou. Segundo ele, a medida permite dar maior estabilidade ao planejamento da Educação, sem deixar de cumprir a exigência de realização de concurso público.
A proposta altera a Lei Municipal nº 4.424, de 2003, que regulamenta as contratações temporárias por excepcional interesse público. Pelo texto, os contratos enquadrados na hipótese de contratação de professores substitutos e visitantes poderão ter duração de até 18 meses, com possibilidade de uma única prorrogação por igual período, alcançando o limite máximo de 36 meses. A mudança também prevê a aplicação da nova regra aos contratos temporários vigentes e aos processos seletivos simplificados ainda dentro do prazo de validade, desde que atendidos os requisitos legais.
Durante conversa sobre a medida, o prefeito destacou que pretende evitar a realização de novos processos seletivos todos os anos quando a necessidade de profissionais permanece. “Eu tenho o desejo de evitar que fique fazendo processo seletivo todos os anos. Nós vamos fazer um processo seletivo, vale contrato dois anos, a gente renova e depois faz um processo seletivo novo”, afirmou Abilio, ao explicar que a mudança também será acompanhada dos estudos necessários para a realização de concurso público na Educação.
Segundo o secretário Reginaldo, a equipe técnica da Secretaria de Educação realizou estudos e buscou orientação jurídica para estruturar a proposta. A Secretaria havia encaminhado à Procuradoria-Geral do Município uma solicitação para analisar a alteração da legislação e a possibilidade de aplicar a nova sistemática aos contratos e processos seletivos em andamento.
O secretário municipal de Educação, Reginaldo Alves Teixeira, ressaltou que, paralelamente à proposta de alteração da legislação, já está em andamento o planejamento para a realização de concurso público na Educação. “Em paralelo, a gente está fazendo um estudo também para continuar aí com o concurso público, que é uma exigência aí já faz há bastante tempo, e a gente está fazendo esse estudo”, afirmou. Ele explicou que, enquanto o concurso é estruturado, a Secretaria trabalha para viabilizar a renovação dos contratos dos profissionais selecionados, caso a Câmara aprove a alteração legislativa.
A justificativa administrativa aponta que a realização sucessiva de processos seletivos exige mobilização de equipes para elaboração de editais, inscrições, análise documental, recursos, homologação, convocação, contratação, cadastramento, atribuição e lotação. A repetição desses procedimentos também gera custos e pode provocar dificuldades na organização das unidades e no início dos períodos letivos.
Para os professores, a Secretaria destaca ainda o impacto pedagógico da continuidade dos profissionais. A permanência durante o período em que existir a necessidade temporária contribui para preservar o planejamento, acompanhar a aprendizagem dos estudantes e manter a integração entre docentes, equipes gestoras e comunidade escolar.
A proposta, no entanto, não garante a renovação automática dos contratos. O texto estabelece que a prorrogação dependerá da necessidade da Administração, da permanência da situação temporária de excepcional interesse público, da disponibilidade orçamentária e financeira e do cumprimento dos demais requisitos legais.
O projeto também deixa claro que a ampliação do prazo não transforma os contratos temporários em vínculos permanentes e não substitui o concurso público como forma de ingresso efetivo no serviço público. A Prefeitura informou que, paralelamente à tramitação da proposta, a Secretaria de Educação trabalha em estudos para avançar na realização de concurso público para a área.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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