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Central da Semob auxilia motoristas monitorando ruas e avenidas com 45 câmeras

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A Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) mantém diariamente, em tempo real, a fiscalização das principais ruas e avenidas de Cuiabá, por meio de um sistema de videomonitoramento com 45 câmeras de alta tecnologia.

Algumas das avenidas monitoradas por vídeo são: Miguel Sutil, Fernando Corrêa da Costa, Historiador Rubens de Mendonça, Isaac Póvoas, Beira Rio, Tenente Coronel Escolástico, XV de Novembro, Getúlio Vargas, Oatomo Canavarros e Arquimedes Pereira Lima.

Esse videomonitoramento do Centro de Controle de Mobilidade Urbana é feito para permitir aos agentes de trânsito celeridade nos deslocamentos para atender com maior rapidez qualquer interferência nas vias públicas, quando necessário, ao mesmo tempo em que a verificação em tempo real auxilia agentes de trânsito na formulação de políticas públicas que poderão melhorar o trânsito de Cuiabá.

Um dos objetivos da central de videomonitoramento é certificar que a faixa exclusiva para ônibus não seja ocupada por outros veículos. Isso porque, quando carros e motos ocupam o espaço reservado aos ônibus, estes poderão atrasar nos pontos de parada, gerando transtorno aos usuários do transporte coletivo.

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Além do uso da faixa exclusiva de ônibus, outra infração fiscalizada pela central de videomonitoramento são veículo pesados que transitam em horários e locais não permitidos, o que pode prejudicar o trânsito, a malha asfáltica e comprometer a fiação elétrica e de serviços de telecomunicações.

A secretária de Mobilidade Urbana, Regivânia Alves Venâncio, explica que o monitoramento é essencial aos agentes de trânsito. “As imagens possibilitam a identificação imediata de situações de riscos, acidentes, permitindo uma ação imediata dos agentes para uma boa convivência dos motoristas e pedestres”.

O agente de trânsito Fabiano Dmytro explica que outra contribuição do sistema de videomonitoramento é colaborar com vítimas de furtos e roubos de veículos.

“Trabalhamos em conjunto com a Secretaria de Estado de Segurança Pública cedendo as imagens da central de videomonitoramento, juntamente com o sistema de OCR contido nos radares para contribuir na recuperação de veículos furtados e roubados. Em casos de sinistros (quando alguém bate involuntariamente em um veículo), essas imagens podem ser solicitadas administrativamente por meio de preenchimento de formulário disponível na sede da Semob”, disse.

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A agente de trânsito Fernanda Paula Rosa orienta motoristas a manter dados atualizados no Detran (Departamento Estadual de Trânsito) para facilitar o contato da Semob quando necessário.

“Ocorrem situações das quais precisamos entrar em contato diretamente com o proprietário do veículo. Um exemplo: um veículo que está trancando uma garagem ou obstruindo pedestres porque foi estacionado no passeio. O trabalho dos agentes de trânsito não é diretamente penalizar. Mas, de orientar, buscar soluções pacíficas antes de autuar”, pontuou.

#PraCegoVer

A imagem mostra a sala de monitoramento da Semob com servidores atuando. O local é repleto de telas/monitoes com imagens em tempo real das vias de Cuiabá.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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CUIABÁ

Justiça mantém Rodoviária do Coxipó funcionando e rejeita pedido de fechamento imediato

Magistrado considerou que não há comprovação de risco iminente aos passageiros, mas determinou audiência para discutir a regularização do terminal em Cuiabá

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A Justiça de Mato Grosso negou, por enquanto, o pedido do Ministério Público Estadual (MPE) para suspender as atividades da Rodoviária do Coxipó, em Cuiabá. A decisão permite a continuidade dos embarques, desembarques e da comercialização de passagens, apesar dos questionamentos sobre a regularidade administrativa e as condições estruturais do terminal.

A decisão foi proferida pelo juiz Bruno D’Oliveira Marques, da Vara Especializada em Ações Coletivas, que considerou não haver elementos suficientes para comprovar risco concreto e imediato à segurança dos usuários.

Na ação, o Ministério Público questiona o funcionamento da estrutura administrada pela RM Transportes e Turismo Ltda. Segundo o órgão, o terminal opera sem autorização administrativa vigente e apresenta problemas relacionados à acessibilidade, às instalações elétricas e hidrossanitárias, à conservação e à prevenção de incêndios.

As irregularidades começaram a ser investigadas em 2022. Entretanto, ao analisar o pedido de suspensão imediata, o magistrado destacou que a situação já é conhecida pelas autoridades há mais de quatro anos, sem a apresentação recente de fatos novos que demonstrem perigo iminente aos passageiros.

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Outro ponto considerado foi a realização de melhorias identificadas durante a própria investigação do Ministério Público.

Um relatório técnico elaborado em 2026 registrou a instalação de extintores de incêndio, luminárias, bebedouro e tomadas, além da substituição de cadeiras utilizadas pelos passageiros.

Para o juiz, essas intervenções devem ser consideradas na avaliação da necessidade de interromper o funcionamento do terminal.

Apesar de negar a medida urgente, o magistrado ressaltou que a decisão não significa o reconhecimento da regularidade da rodoviária. A suspensão das atividades poderá ser novamente analisada caso sejam apresentados novos elementos que comprovem riscos aos usuários ou impedimentos legais para a continuidade da operação.

Audiência discutirá regularização

Diante das questões administrativas e estruturais envolvidas, a Justiça marcou uma audiência de conciliação para o dia 18 de novembro, às 16h30.

O encontro deverá reunir representantes do Ministério Público, do Governo de Mato Grosso, da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (Ager-MT), da Sinart e da RM Transportes.

Durante a audiência, os envolvidos deverão apresentar alternativas para regularizar o terminal, executar as adequações ainda necessárias e estabelecer, se for o caso, um período de transição.

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Também deverão ser discutidas medidas para garantir a continuidade do atendimento aos passageiros, caso sejam necessárias mudanças na operação.

A decisão ainda determinou que o Estado e a Ager se manifestem sobre o pedido da RM Transportes para ingressar formalmente no processo como assistente.

A empresa defende a manutenção das atividades e afirma estar disposta a participar da construção de uma solução consensual.

Com a decisão, a Rodoviária do Coxipó permanece em funcionamento enquanto a Justiça acompanha as providências necessárias para solucionar as pendências apontadas pelo Ministério Público.

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