CUIABÁ
Ampliação da pista na República do Líbano é a ‘cereja do bolo’ para melhorar mobilidade urbana no Centro Político, avalia prefeito de Cuiabá
Com um investimento de cerca de R$1,7 milhões, o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, avaliou que a ampliação da pista na Avenida República do Líbano é a ‘cereja do bolo’ para melhorar a mobilidade urbana na região do Centro Político da capital. A obra integra o projeto do Complexo Lino Rossi, criado com objetivo de resolver problemas crônicos evidenciados no fluxo de trânsito do Bom Clima. Ao todo, foram investidos ao menos R$10 milhões em todo o complexo viário.
Entre as intervenções realizadas pela Prefeitura naquela região, estão a construção de duas vias alternativas principais. Sendo, a primeira a Avenida Jornalista Luís Carlos da Silva Acosta, no bairro Monte Líbano, que interliga a Rodoviária de Cuiabá até o Distrito da Guia e Chapada dos Guimarães e, a segunda, a Avenida Vereador Ênio Luiz Caldart, que liga a República do Líbano com o Parque das Águas.
“Essas obras foram de extrema importância para aquela região, foram através delas que nós descongestionamos, humanizamos e trouxemos melhorias de mobilidade urbana para aquele trecho. Essa obra de readequação viária na rotatória do Bom Clima será a cereja do bolo para solucionar os problemas que a população tanto sentiam naquela região”, disse o prefeito.
Na ocasião, Emanuel ainda pediu paciência aos condutores que trafegam pelo trecho, já que devido ao cronograma de obras, o local passou a apresentar lentidão no fluxo de trânsito, mais precisamente durante os horários de pico.
“É preciso ter paciência, os agentes de trânsito atuam diariamente naquela área. Já dá para sentir uma melhora significativa naquele trecho e eu garanto que irá melhorar ainda mais nos próximos dias. É óbvio que vamos passar por transtornos enquanto a obra não estiver finalizada, mas é preciso ter um pouco de calma, porque isso vai melhorar em breve e essas são melhorias para uma vida inteira”, destacou Emanuel.
Dividida em duas etapas, a expectativa é de que as intervenções realizadas por meio da Secretaria de Obras, sejam totalmente finalizadas entre o final de julho e o início de agosto.
Controle de trânsito
Devido ao fluxo de obras, equipes da Semob atuam na região todos os dias, a partir das 7h da manhã. No local, é realizada a canalização, a demarcação da via com cones e rondas pelo local. A ação tem como objetivo conter o fluxo de trânsito na região, que aumentou excessivamente em virtude da obra do BRT, que acontece na Av. Historiador Rubens de Mendonça.
Isso porque todos os bairros que tinham a popular Av. do CPA como rota principal passaram a optar pela República do Líbano como via alternativa principal, preferencialmente os moradores dos bairros localizados na região, tais como Jardim Vitória, Jardim Florianópolis, Novo Paraíso e demais adjacentes.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
CUIABÁ
Prefeito suspende por decreto aprovação de lotes abaixo de 200 m² e medida vai parar na Justiça
Especialista em Direito Imobiliário e Diretor Jurídico do CRECI/MT, afirma que prefeito não pode suspender efeitos de lei municipal por ato do Executivo
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), publicou decreto suspendendo, por tempo indeterminado, a aprovação de novos projetos de loteamento e desmembramento que prevejam lotes com menos de 200 m² e frente inferior a 10 metros. A medida foi publicada no Diário Oficial do Município que circulou na quinta-feira (25) e já é alvo de uma Ação Declaratória de Inconstitucionalidade proposta pelo MDB, atendendo solicitação o Pré Candidato a Deputado Federal, CLAUDECIR CONTTREIRA.
O Decreto nº 12.169/2026 determina que a Prefeitura deixe de analisar, emitir diretrizes e aprovar projetos que não atendam aos novos parâmetros até que entre em vigor uma nova legislação urbanística municipal. Na prática, ficam suspensas aprovações que hoje são permitidas pela Lei Complementar nº 389/2015, que estabelece área mínima de 180 m² para os lotes.
Embora o decreto afirme que a lei continua em vigor e que a suspensão tem caráter temporário, a medida impede a aplicação prática da legislação vigente aos processos em andamento e aos novos pedidos protocolados no município.
A constitucionalidade do decreto é contestada pelo advogado especialista em Direito Imobiliário e Direito Condominial, Miguel Zaim. Segundo ele, o prefeito não pode, por decreto, restringir a eficácia de uma norma aprovada pelo Poder Legislativo.
“À primeira vista, eu vejo que esse decreto é inconstitucional. O prefeito não pode legislar por decreto ou suspender a eficácia de uma norma que está em vigor. Para alterar essa regra é necessária outra lei, debatida e aprovada pela Câmara Municipal”, afirmou.
Na avaliação do especialista, a administração municipal extrapolou sua competência administrativa ao editar um ato que, na prática, modifica a aplicação da legislação urbanística.
“O prefeito é chefe do Poder Executivo e exerce função administrativa. Se pretende alterar os parâmetros definidos em lei, deve encaminhar um projeto ao Legislativo. Não pode retirar a eficácia de uma norma em vigor por meio de decreto”, disse.
Miguel Zaim também afirma que a mudança tende a provocar impactos econômicos no mercado imobiliário e no acesso da população à moradia.
Segundo ele, a exigência de terrenos maiores reduz o número de lotes que podem ser implantados em cada empreendimento, aumentando os custos de produção e, consequentemente, o preço final dos imóveis.
“Vai encarecer os terrenos, dificultar o acesso à moradia para as famílias de menor renda e também afastar investimentos. Outras cidades de Mato Grosso adotam lotes mínimos de 180 m² justamente para ampliar o acesso à habitação de forma organizada e urbanizada”, afirmou.
O advogado acrescenta que o aumento da metragem mínima também pode elevar o valor dos financiamentos habitacionais e reduzir a competitividade de Cuiabá em relação a outros municípios, tendo em vista que as grandes construtoras deverão desistir de investimentos na capital.
Ação na Justiça
A legalidade do decreto também será analisada pelo Judiciário. O MDB ingressou com uma Ação Declaratória de Inconstitucionalidade questionando a medida adotada pelo prefeito.
Entre os argumentos apresentados está o de que o Executivo teria “inovado” na ordem jurídica por meio de decreto, criando restrições não previstas na legislação municipal e suspendendo, de forma indireta, os efeitos de uma lei que permanece vigente.
Anteriormente, no início de maio, Abilio chegou a encaminhar o projeto à Câmara de Vereadores, em regime de urgência, para aplicar as novas medições.
No entanto, o Executivo pediu o projeto de volta, suspendendo a tramitação, para novas discussões sobre o assunto. Ainda não há previsão para que a proposta cumpra o rito legal e seja votada pelos vereadores.
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