INFRAESTRUTURA E FERROVIA

Wellington apresenta mapas técnicos ao DNIT sobre a ferrovia Cuiabá-Cáceres

Senador defende inclusão da ligação ferroviária no planejamento nacional e afirma que corredor logístico pode integrar ferrovia, rodovia e hidrovia para impulsionar o desenvolvimento do oeste de Mato Grosso.

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A proposta de implantação da ferrovia entre Cuiabá e Cáceres voltou ao centro das discussões sobre infraestrutura em Mato Grosso. Em reunião na Diretoria Ferroviária do DNIT, o senador Wellington Fagundes apresentou mapas, documentos técnicos e uma nota informativa defendendo a inclusão do trecho no planejamento da malha ferroviária brasileira.

De acordo com o parlamentar, os estudos reforçam a importância estratégica da ligação ferroviária para integrar a capital mato-grossense à região oeste do Estado, criando um novo eixo logístico capaz de ampliar a competitividade da produção estadual.

Durante o encontro, Wellington destacou que o projeto não deve ser tratado apenas como um ramal ferroviário, mas como parte de um corredor estratégico de transporte. A proposta prevê a integração entre ferrovia, rodovia e hidrovia, fortalecendo Cáceres como polo logístico e ampliando a conexão com a hidrovia, considerada historicamente importante para a economia regional.

Os mapas apresentados também apontam a multimodalidade como um dos principais diferenciais do projeto. Segundo a defesa feita pelo senador, a combinação entre diferentes modais de transporte pode reduzir custos logísticos, aumentar a eficiência no escoamento da produção e estimular o desenvolvimento de regiões que ainda carecem de investimentos em infraestrutura.

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Outro ponto abordado foi o modelo de execução da obra. Conforme Wellington Fagundes, a implantação poderá ocorrer por diferentes caminhos, incluindo investimentos públicos, concessões, parcerias com o Governo de Mato Grosso ou autorização à iniciativa privada, dependendo das definições técnicas e institucionais.

A apresentação dos estudos ao DNIT representa mais um passo na tentativa de inserir a ferrovia Cuiabá-Cáceres entre os projetos considerados prioritários para a expansão da infraestrutura logística nacional, reforçando o debate sobre novos investimentos para o desenvolvimento econômico de Mato Grosso.

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POLÍTICA MT

Janaína Riva diz que MDB não fará “patrulhamento” sobre aliados em palanques

Candidata ao Senado diz que orientação do MDB é apenas para que integrantes da sigla não peçam votos para candidatos de fora da coligação e defende liberdade para participar de eventos políticos

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A candidata ao Senado Janaína Riva (MDB) rejeitou a postura adotada pelo PL contra prefeitos e lideranças que participam de palanques considerados adversários dentro da própria aliança. Em declaração nesta quarta-feira (9), a emedebista afirmou que o MDB não pretende adotar o mesmo tipo de controle sobre seus filiados e aliados.

Segundo Janaína, deputados e integrantes do MDB têm liberdade para participar de eventos políticos de diferentes grupos, desde que não façam campanha ou peçam votos para candidatos ao Senado ou ao Governo que estejam fora da coligação. Ela afirmou que não existe, neste momento, qualquer problema interno no partido relacionado à participação dos parlamentares em outros palanques.

“Não houve nenhuma deliberação sobre o assunto. O que nós estamos pedindo a eles é que não façam pedido de voto para candidatos que não estejam na coligação”, declarou.

A posição ganha destaque porque Janaína integra a coligação “Coração da Gente”, formada por MDB, PL, Novo e Federação Renovação Solidária. O grupo tem Wellington Fagundes como candidato ao Governo e José Medeiros como outro nome na disputa pelo Senado. Apesar disso, Janaína afirmou que não pretende pedir votos para Medeiros, uma vez que também disputa uma das vagas ao Senado.

A declaração ocorre em meio a uma crise interna no PL. Nas últimas semanas, prefeitos filiados à legenda passaram a enfrentar pressão após manifestarem apoio à candidatura de Otaviano Pivetta (Republicanos), adversário de Wellington Fagundes na disputa pelo Governo de Mato Grosso.

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Entre os gestores que declararam apoio a Pivetta estão Cláudio Ferreira, de Rondonópolis, Flávia Moretti, de Várzea Grande, e Sérgio Machnic, de Primavera do Leste. A direção estadual do PL abriu procedimentos por infidelidade partidária contra prefeitos que apoiaram o republicano, com possibilidade de expulsão. Em alguns municípios, aliados dos gestores também perderam espaço nas estruturas partidárias locais.

O presidente estadual do PL, Ananias Filho, chegou a afirmar que os casos estavam sob análise jurídica.

Janaína, por sua vez, disse que o MDB não pretende exercer esse tipo de controle sobre seus quadros. Questionada sobre uma eventual liberação formal para que integrantes do partido participem de diferentes palanques, afirmou que não houve necessidade de uma autorização específica.

A emedebista também lembrou que ela própria já participou de eventos políticos ao lado de diferentes candidatos. Segundo Janaína, não seria coerente exigir dos deputados do partido uma postura diferente.

“Estar em palanques diferentes, como disse aqui agora há pouco, eu mesma já estive em vários palanques. Não tem como eu exigir o contrário dos meus deputados como presidente”, afirmou.

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A própria candidata também se tornou alvo de críticas dentro do PL após aparecer em eventos ao lado de outros candidatos ao Senado. Janaína negou ter pedido votos para Carlos Fávaro (PSD) e afirmou que já esteve em palanques com Pedro Taques, Mauro Mendes e o próprio Fávaro.

“Vocês não vão encontrar meu pedido de voto para nenhum outro candidato a senador que não seja eu mesma. Obviamente que estarei em vários palanques. Eu trato todos com respeito”, disse.

Janaína atribuiu parte das críticas à disputa pelas duas vagas ao Senado. Para ela, o cenário eleitoral faz com que candidatos passem a enxergar uns aos outros como adversários prioritários.

“É uma eleição de dois votos, então existe hoje contra mim um movimento de vários candidatos a senador que acham que sou a adversária a ser combatida”, afirmou.

Enquanto o MDB adota um discurso de maior liberdade para seus integrantes, o PL enfrenta uma disputa interna provocada pelo apoio de parte de seus prefeitos à candidatura de Pivetta. A divergência expõe as dificuldades dos partidos em manter unidade política em um cenário no qual alianças locais e interesses eleitorais nem sempre acompanham as orientações das direções estaduais.

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