CUIABÁ
Com praça de alimentação, final de semana da Feira Cuiab’Art tem mais de 9 mil visitas
Quase 9 mil pessoas, entre adultos e crianças, visitaram a Feira Cuiab’Art no Museu do Rio no primeiro fim de semana do evento. Com entrada gratuita, a feira acontece até 11 de maio e oferece uma programação extensa, que inclui um espaço kids, valorização das tradições cuiabanas, além de música e gastronomia.
A praça de alimentação é um dos principais atrativos, oferecendo delícias da culinária tradicional e variada, como Maria Isabel, panqueca, macarrão na chapa, crepe, pastel, hambúrguer artesanal, churrasquinho e cachorro-quente. Chopp gelado, sucos e água de coco também estão entre as opções disponíveis para os frequentadores.
O público poderá visitar os expositores, divididos em 30 estandes, de terça a domingo, com horários diferenciados: às terças-feiras, das 9h às 18h, e de quarta a domingo, das 9h às 22h.
Os visitantes poderão adquirir peças do artesanato cuiabano a preços acessíveis, produzidas especialmente como lembranças da capital mato-grossense, ideais para presentear familiares e amigos. O espaço contempla ainda o artesanato regional, com peças indígenas da tribo Umutina Balatipone e demonstrações ao vivo de técnicas tradicionais, como a produção de peças em barro, pintura em camisetas e as admiráveis redes cuiabanas, exportadas para diversos países da Europa.
Também estarão disponíveis no local uma feira de adoção de animais, muita música, karaokê às quartas-feiras e apresentações de dança. A participação de um grupo do Marrocos, que comercializa doces árabes e realizará apresentações artísticas em seu estande, é um dos destaques. O evento também contará com a presença de expositores de outros estados, como o renomado artesão Jair, de São Miguel das Missões (RS), mundialmente conhecido por suas facas artesanais.
Durante o período do evento, o Aquário Municipal funcionará em horário estendido, até as 22h, consolidando-se como um novo ponto de encontro para a família cuiabana.
A Feira Cuiab’Art é organizada e promovida pela Associação Homens e Mulheres de Fibra, por meio do Programa Viva Cuiabá, realizado em parceria com a Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Turismo e Desenvolvimento Econômico (SMTur).
#PraCegoVer
A matéria é ilustrada com a imagem de visitantes na Feira Cuiab’Art no Museu do Rio. Abaixo tem uma galeria de fotos com produtos expostos no local.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
CUIABÁ
Prefeito suspende por decreto aprovação de lotes abaixo de 200 m² e medida vai parar na Justiça
Especialista em Direito Imobiliário e Diretor Jurídico do CRECI/MT, afirma que prefeito não pode suspender efeitos de lei municipal por ato do Executivo
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), publicou decreto suspendendo, por tempo indeterminado, a aprovação de novos projetos de loteamento e desmembramento que prevejam lotes com menos de 200 m² e frente inferior a 10 metros. A medida foi publicada no Diário Oficial do Município que circulou na quinta-feira (25) e já é alvo de uma Ação Declaratória de Inconstitucionalidade proposta pelo MDB, atendendo solicitação o Pré Candidato a Deputado Federal, CLAUDECIR CONTTREIRA.
O Decreto nº 12.169/2026 determina que a Prefeitura deixe de analisar, emitir diretrizes e aprovar projetos que não atendam aos novos parâmetros até que entre em vigor uma nova legislação urbanística municipal. Na prática, ficam suspensas aprovações que hoje são permitidas pela Lei Complementar nº 389/2015, que estabelece área mínima de 180 m² para os lotes.
Embora o decreto afirme que a lei continua em vigor e que a suspensão tem caráter temporário, a medida impede a aplicação prática da legislação vigente aos processos em andamento e aos novos pedidos protocolados no município.
A constitucionalidade do decreto é contestada pelo advogado especialista em Direito Imobiliário e Direito Condominial, Miguel Zaim. Segundo ele, o prefeito não pode, por decreto, restringir a eficácia de uma norma aprovada pelo Poder Legislativo.
“À primeira vista, eu vejo que esse decreto é inconstitucional. O prefeito não pode legislar por decreto ou suspender a eficácia de uma norma que está em vigor. Para alterar essa regra é necessária outra lei, debatida e aprovada pela Câmara Municipal”, afirmou.
Na avaliação do especialista, a administração municipal extrapolou sua competência administrativa ao editar um ato que, na prática, modifica a aplicação da legislação urbanística.
“O prefeito é chefe do Poder Executivo e exerce função administrativa. Se pretende alterar os parâmetros definidos em lei, deve encaminhar um projeto ao Legislativo. Não pode retirar a eficácia de uma norma em vigor por meio de decreto”, disse.
Miguel Zaim também afirma que a mudança tende a provocar impactos econômicos no mercado imobiliário e no acesso da população à moradia.
Segundo ele, a exigência de terrenos maiores reduz o número de lotes que podem ser implantados em cada empreendimento, aumentando os custos de produção e, consequentemente, o preço final dos imóveis.
“Vai encarecer os terrenos, dificultar o acesso à moradia para as famílias de menor renda e também afastar investimentos. Outras cidades de Mato Grosso adotam lotes mínimos de 180 m² justamente para ampliar o acesso à habitação de forma organizada e urbanizada”, afirmou.
O advogado acrescenta que o aumento da metragem mínima também pode elevar o valor dos financiamentos habitacionais e reduzir a competitividade de Cuiabá em relação a outros municípios, tendo em vista que as grandes construtoras deverão desistir de investimentos na capital.
Ação na Justiça
A legalidade do decreto também será analisada pelo Judiciário. O MDB ingressou com uma Ação Declaratória de Inconstitucionalidade questionando a medida adotada pelo prefeito.
Entre os argumentos apresentados está o de que o Executivo teria “inovado” na ordem jurídica por meio de decreto, criando restrições não previstas na legislação municipal e suspendendo, de forma indireta, os efeitos de uma lei que permanece vigente.
Anteriormente, no início de maio, Abilio chegou a encaminhar o projeto à Câmara de Vereadores, em regime de urgência, para aplicar as novas medições.
No entanto, o Executivo pediu o projeto de volta, suspendendo a tramitação, para novas discussões sobre o assunto. Ainda não há previsão para que a proposta cumpra o rito legal e seja votada pelos vereadores.
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