AGRONEGÓCIO

Volume de soja e milho exportado em julho reduziu em 13%

Conforme os dados atualizados pela Secretaria de Comércio Exterior, o volume comercializado de soja e milho em julho de 2022 foi reduzido em 13% em comparação ao mesmo período de 2021, com cerca de 1,15 milhões de toneladas a menos exportadas para o comércio internacional. 

Por outro lado, em relação ao valor monetário, a exportação de soja em julho de 2022 foi 18% superior à de julho de 2021, devido ao preço elevado do grão. No comparativo com o mês de junho, a redução do volume exportado foi 25% inferior, com 2,48 milhões de toneladas a menos.

Para o milho, o volume comercializado em julho deste ano foi superior em 107% quando comparado ao de julho do ano passado, com cerca de 2,13 milhões de toneladas a mais exportadas para o comércio internacional. Em relação a junho de 2022, o volume exportado aumentou em 300%, com  3,13 milhões de toneladas a mais embarcadas. 

Mato Grosso do Sul 

A exportação de soja em Mato Grosso do Sul, em julho de 2022, registrou queda de 37,16% em comparação com o mesmo período de 2021, com 250 mil toneladas a menos exportadas. Já em relação ao mês de junho deste ano, o volume embarcado foi 41,76% maior, 124,65 mil toneladas a mais exportadas.

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No comparativo com o mês de julho de 20221, o valor monetário de julho deste ano sofreu redução de 10% e em relação a junho de 2022, houve aumento de 41%. 

Já o milho sul-mato-grossense, em julho de 2022, apresentou uma exportação 36% maior em comparação ao mês anterior. Em valor monetário o aumento foi de 17%.

Os destinos do grão de milho sul-mato-grossense foram diversificados e com um volume enviado semelhante para cada país.

Fonte: AgroPlus

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AGRONEGÓCIO

Com colheita quase concluída, alta do dólar eleva cotações e anima o setor

A valorização do dólar frente ao real garantiu um dia de altas praticamente generalizadas para os preços da soja nas principais praças de comercialização do Brasil na quarta-feira (27.05). A moeda norte-americana encerrou o dia com avanço de 0,66%, cotada a R$ 5,06, fator que compensou a estabilidade e a leve variação negativa de 0,06% nos contratos de julho da oleaginosa na Bolsa de Chicago, que fecharam a US$ 11,8525 o bushel. O movimento cambial estimulou as cotações domésticas tanto nos portos quanto nas regiões produtoras do interior.

O movimento ocorre em um momento em que os trabalhos de campo no País estão praticamente encerrados, restando pouco espaço para oscilações bruscas decorrentes de quebras de oferta. De acordo com o acompanhamento do setor, a colheita da safra entrou na reta final, consolidando um quadro de grande disponibilidade de grãos.

Em termos de volume total, as projeções oficiais da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontam para uma colheita estimada em 153 milhões de toneladas neste ciclo. O volume assegura o abastecimento interno e o cumprimento dos contratos de exportação, o que tende a limitar o potencial de altas expressivas nas cotações sem o suporte direto do câmbio.

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Nos portos, o reflexo do avanço do dólar foi imediato. Em Paranaguá, o preço da saca de 60 quilos subiu R$ 1,00 em relação ao dia anterior, negociada a R$ 130,00. No terminal de Santos, o ganho foi de R$ 0,50, elevando a cotação para R$ 130,50. Já o porto de Rio Grande operou na contramão do movimento de alta e manteve a estabilidade, com a saca avaliada em R$ 128,00. No interior, os preços acompanharam a tendência dos portos paulista e paranaense, registrando valorização de R$ 1,00 nas praças de Ponta Grossa (R$ 125,00), Rondonópolis (R$ 111,00) e Luís Eduardo Magalhães (R$ 115,00).

A partir de agora, o mercado passa a concentrar as atenções na estratégia de comercialização do produtor, que vinha retendo o grão físico à espera de melhores margens de lucro. Com o tamanho da safra definido, o foco logístico migra para a pressão sobre as tarifas de frete rodoviário e para a disputa por espaço nos armazéns, que começam a receber os primeiros volumes da colheita de milho safrinha.

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Fonte: Pensar Agro

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