AGRONEGÓCIO
Mapa lança a XXI Campanha Anual da Produção Orgânica
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) lançou nessa terça-feira (8), em parceria com instituições públicas e privadas, a XXI Campanha Anual de Lançamento da Produção Orgânica. Com o lema “Produtos Orgânicos: saúde e vida”, a iniciativa reforça o compromisso com a agroecologia e a produção orgânica como estratégias de desenvolvimento rural, segurança alimentar e inclusão social.
Promovida pela Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo (SDI), a campanha tem como objetivo ampliar o diálogo com a sociedade, fortalecer as redes de produção e consumo responsável, além de incentivar práticas agrícolas sustentáveis, respeitando a biodiversidade, a saúde e a vida em todas as suas formas.
De acordo com o secretário substituto da SDI, João Crescêncio, essa ação, realizada anualmente, visa incentivar práticas sustentáveis no campo e ampliar o consumo de alimentos orgânicos no Brasil. “Este é um esforço conjunto do Mapa e demais parceiros para apoiar a divulgação dessa campanha, que é um importante instrumento de fortalecimento do setor, tanto para quem produz quanto para quem consome”, afirmou Crescêncio.
O secretário também destacou a inclusão do produto orgânico no Plano Safra, por meio da Resolução nº 5.152/2024 do Conselho Monetário Nacional. “Isso garante uma taxa de juros meio ponto percentual menor nos financiamentos para produtores orgânicos, o que representa um avanço significativo para o setor”.
Durante o evento de lançamento, painéis temáticos destacaram boas práticas de produção e os benefícios do consumo de alimentos orgânicos. Ao final da solenidade, o público pôde visitar uma exposição de produtos, voltada à conscientização sobre a importância de uma alimentação saudável.
“Este evento reúne agricultoras, agricultores e representantes de diversas regiões, que trazem não apenas suas experiências, mas também suas demandas. Isso nos permite, enquanto governo, transformar essas contribuições em políticas públicas e ações concretas para a promoção da agricultura orgânica nos territórios. É, portanto, um momento fundamental de escuta, construção coletiva e valorização da produção orgânica como instrumento de desenvolvimento sustentável e justiça social”, afirmou a secretária Executiva da Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (CNAPO) da Secretaria Geral da Presidência da República, Patrícia Tavares.
Na opinião do representante da Comissão Nacional de Produção Orgânica (CNPORG), Fabiano Leite Gomes, o lançamento da campanha do alimento orgânico é um espaço marcante, para a sociedade civil, pois permite o diálogo com toda a estrutura governamental dos ministérios. “Este ano, o lema da campanha é ‘Saúde e Vida’, porque é por meio da alimentação que construímos a relação entre o campo e a cidade. Não há como dissociar um alimento de qualidade da promoção da saúde. Afinal, somos o que comemos”, destacou Gomes.
Estiveram presentes ao lançamento o secretário de Política Agrícola do Mapa, Guilherme Campos, a secretária de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Lilian dos Santos Rahal, o diretor substituto de Desenvolvimento das Cadeias Produtivas e Indicações Geográficas do Mapa, Bruno Leite, a diretora de Suporte e Normas da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA/Mapa), Judi Nóbrega, e a diretora de Serviços Técnicos da Secretaria de Defesa Agropecuária (SPA/Mapa), Gracianne de Castro.
Participaram, ainda, representantes de diversos ministérios, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), do Instituto Brasil Orgânico, da CNPORG, da Anvisa, Casa Civil, de instituições de pesquisa, das Superintendências Federais de Agricultura e servidores do Mapa.
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AGRONEGÓCIO
Mapa amplia Zarc Níveis de Manejo e eleva subvenção do seguro rural para até 50%
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em parceria com a Embrapa, avançou na modernização da gestão de riscos no campo ao aprovar a segunda fase do Zarc Níveis de Manejo (ZarcNM). A decisão foi tomada pelo Comitê Gestor Interministerial do Seguro Rural (CGSR), por meio da Resolução nº 111, e prevê a ampliação do projeto para novas unidades da federação, além do aumento nos percentuais de subvenção ao prêmio do seguro rural e da inclusão de uma nova cultura a partir de 2026.
A iniciativa busca estimular a adesão de produtores ao seguro rural, aliando tecnologia, ciência e política agrícola. O modelo também valoriza boas práticas no campo e contribui para a redução dos riscos produtivos.
Entre as principais mudanças está a expansão do projeto para a cultura da soja, que passa a abranger os estados de Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, além do Paraná. Para essa cultura, o comitê aprovou a destinação de R$ 1 milhão em recursos exclusivos do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), reforçando a estratégia de continuidade e ampliação da política pública.
Outra novidade é o aumento nos percentuais de subvenção para áreas classificadas no sistema SINM, da Embrapa, com incentivos maiores para níveis mais elevados de manejo. Os percentuais passam a ser de 30% para áreas classificadas como NM2, 35% para NM3 e 40% para NM4.
O modelo também passa a permitir a classificação antecipada das áreas produtivas no sistema da Embrapa. Com isso, produtores e seguradoras terão acesso prévio às informações sobre o nível de manejo, o que pode contribuir para uma avaliação mais precisa dos riscos, maior previsibilidade e possíveis ajustes nos custos dos seguros.
Além da soja, o projeto avança para o milho de segunda safra, que passa a integrar o ZarcNM nos estados do Paraná e de Mato Grosso do Sul. Para essa cultura, também foram destinados R$ 1 milhão em recursos do PSR. Produtores com áreas classificadas nos níveis de manejo 3 e 4 poderão acessar subvenção de até 50%, o maior percentual previsto no programa.
O milho safrinha, que será plantado conforme as janelas do Zarc no primeiro trimestre de 2027 nesses estados, já poderá ser enquadrado no novo modelo, permitindo acesso antecipado aos benefícios. As apólices poderão ser contratadas previamente e serão recebidas pelo Mapa na abertura do sistema, prevista para o segundo semestre deste ano.
Com a implementação da nova fase, o Zarc Níveis de Manejo consolida-se como instrumento inovador na avaliação de riscos climáticos no país, ao incorporar o histórico de uso das áreas e incentivar práticas mais sustentáveis. A medida também fortalece o seguro rural, amplia a eficiência do gasto público e posiciona o Brasil na vanguarda da gestão de riscos agropecuários.
ZarcNM
O Zoneamento Agrícola de Risco Climático Níveis de Manejo (ZarcNM) é uma evolução metodológica do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc). Enquanto o Zarc tradicional avalia o risco com base no clima, solo e ciclo da cultura, o ZarcNM incorpora a qualidade do manejo do solo como fator determinante na mitigação de riscos climáticos.
Essa abordagem reconhece que áreas com práticas conservacionistas superiores, como o Sistema Plantio Direto consolidado, possuem solos com maior capacidade de infiltração, retenção de água e sistemas radiculares mais profundos, tornando-as mais resilientes a períodos de seca.
O ZarcNM começou a ser aplicado em experiência piloto na cultura da soja, no Paraná, na safra 2025/2026. Na próxima fase, poderão participar produtores localizados nos três estados da Região Sul e em Mato Grosso do Sul. O programa também será ampliado para a cultura do milho de segunda safra, nos estados do Paraná e de Mato Grosso do Sul.
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