AGRONEGÓCIO

Vacinação contra febre aftosa acontece até 31 de maio no ES

A primeira etapa de vacinação contra febre aftosa no Espírito Santo acontece até 31 de maio. Devem ser vacinados bovinos e bubalinos com até dois anos de idade.

A expectativa do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do (Idaf), que coordena a ação, é que sejam vacinados em torno de um milhão de animais. A vacinação pode ser realizada pelos próprios produtores e as vacinas devem ser adquiridas apenas em lojas agropecuárias cadastradas no Idaf.

Aqueles que não têm animais com até dois anos de idade, devem atualizar o cadastro do seu rebanho.

Para o Fundo Emergencial de Promoção da Saúde Animal do Espírito Santo (Fepsa-ES), a vacinação deste ano será primordial para contribuir com a cobertura vacinal necessária para que a meta do Espírito Santo de ficar livre da doença sem vacinação seja alcançada, conforme o Plano Estratégico 2017-2026 do Programa Nacional de Vigilância para Febre Aftosa (PNEFA).

“A vacinação nas duas etapas deste ano de 2022 será decisiva para o Espírito Santo. É uma união de forças entre os pecuaristas, o Fepsa-ES e as autoridades sanitárias para que tornemos o Estado livre da febre aftosa sem a necessidade de vacinar. É muito importante que o pecuarista vacine seus animais e comprove a vacinação junto ao Idaf. E agora há a opção de fazer a declaração da vacinação online, agilizando para o produtor”, destacou o presidente do Fepsa-ES, Neuzedino Alves de Assis.

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Comprovação da vacinação

Para comprovar a vacinação, o produtor rural deve preencher o formulário “Declaração de Vacinação contra Febre Aftosa e Atualização do Rebanho” e apresentá-lo ao Idaf, com a nota fiscal de compra da vacina.
A comprovação pode ser realizada diretamente pelo sistema informatizado do Idaf (Siapec3), bem como ser enviada por e-mail para uma gerência local. Também pode ser entregue, presencialmente, em uma das gerências do Idaf.

Saiba como comprovar a vacina em: www.idaf.es.gov.br/febre-aftosa/vacinacao

Orientações Idaf sobre a 1ª etapa de vacinação contra a febre aftosa:
Data limite para vacinação do rebanho: 31/05/2022.
Data limite para comprovação da vacinação e atualização cadastral:
Pela internet via login e senha do produtor: 31/05/2022
Por e-mail ou nos escritórios do Idaf: 10/06/2022
Para comprovação vacinal e atualização cadastral CLIQUE AQUI 

Fonte: Iá Comunicação

Fonte: CNA Brasil

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AGRONEGÓCIO

Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos

O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.

A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.

O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.

Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.

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INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.

“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”

“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”

“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”

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Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.

No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.

Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.

Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.

Fonte: Pensar Agro

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