AGRONEGÓCIO
Mapa atualizou o Zoneamento Agrícola de Riscos Climáticos para reduzir perdas
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) atualizou o Zoneamento Agrícola de Riscos Climáticos (ZARC), minimizar perdas nas plantações de cereais de inverno, como trigo, triticale, cevada e aveia, devido a adversidades climáticas.
O ZARC atualizado considera variáveis específicas, como excesso de chuva durante a colheita, geadas no período de espigamento e momentos de seca na semeadura ou no desenvolvimento dos grãos. A orientação é personalizada, com análises em nível municipal, considerando o ciclo de cada cultura e a disponibilidade de água no solo.
Segundo o Ministério, essas atualizações representam um avanço significativo para a agricultura brasileira, oferecendo orientações precisas para os agricultores lidarem com os desafios climáticos. O objetivo principal é reduzir as perdas e garantir uma produção mais estável desses cereais de inverno em diferentes regiões do país.
A mudança inclui uma nova classificação dos solos em relação à disponibilidade de água, permitindo uma melhor compreensão dos riscos climáticos. Este aprimoramento oferece uma abordagem mais precisa e específica, atendendo às demandas dos produtores e profissionais ligados ao setor agrícola.
O ZARC é uma ferramenta essencial de gestão de riscos na agricultura, que tem se mostrado cada vez mais importante frente às condições climáticas adversas, e essa atualização reforça o compromisso do Ministério em oferecer suporte técnico e orientação para a produção agrícola nacional.
Fonte: Pensar Agro
AGRONEGÓCIO
Setor produtivo e bancos vão travar batalha de R$ 130 bilhões semana que vem no Senado
A votação do projeto de lei que autoriza a renegociação de dívidas rurais, prevista para a próxima quarta-feira (10.06), tornou-se o ponto central das articulações do setor produtivo em Brasília. Enquanto entidades que representam o campo — como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e associações de produtores como a Aprosoja — intensificam o trabalho junto ao parlamento para assegurar a aprovação do texto com condições viáveis de pagamento, o sistema bancário iniciou uma ofensiva para limitar o alcance da medida.
O setor produtivo argumenta que a renegociação é uma necessidade estratégica para a manutenção da atividade agropecuária no País, diante de um cenário de custos elevados e margens apertadas. A proposta defendida pelos produtores busca um fôlego financeiro essencial para o setor, com prazos de pagamento mais longos e taxas de juros controladas, garantindo que o ciclo produtivo não seja interrompido por desequilíbrios financeiros conjunturais. A mobilização, organizada pelas redes sociais, reflete o peso do setor na economia nacional e o temor de que o crédito rural sofra uma contração ainda maior sem a reestruturação dos passivos.
Do outro lado, as instituições financeiras, representadas pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e pela Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin), buscam apresentar um substitutivo. O sistema bancário argumenta que a amplitude do projeto original, aprovado em comissão na semana passada, poderia gerar riscos à segurança jurídica e à previsibilidade do crédito. A proposta dos bancos para “calibrar” o projeto inclui travar o benefício a um teto de R$ 10 milhões por CPF, restringir o escopo a dívidas de 2024 em diante e reduzir drasticamente o período de suspensão de vencimentos.
A disputa técnica centra-se no impacto financeiro e na governança dos contratos. Enquanto os bancos alegam complexidade operacional e riscos de “estímulos indevidos à inadimplência” com os prazos de até 13 anos e juros de 7,5%, os representantes do campo defendem que as regras de enquadramento devem ser amplas o suficiente para atender quem realmente precisa, excluindo apenas situações sem relação direta com a atividade econômica financiada.
A articulação política no Senado segue intensa. O setor produtivo aguarda a definição da pauta para esta semana, ciente de que o texto final poderá sofrer ajustes para acomodar as pressões do sistema bancário, mas mantendo a defesa de que a funcionalidade do sistema de crédito rural não deve ser usada como pretexto para impedir o socorro necessário ao produtor que movimenta a economia brasileira.
Fonte: Pensar Agro
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