AGRONEGÓCIO
Qualificação para o universo rural: encontro do Senar reúne instrutores de FPR e PS de todo o estado para discutir formação profissional para o campo
Os novos rumos da qualificação das pessoas que vivem no campo, em Santa Catarina, serão discutidos nesta sexta-feira (6), em São José (Grande Florianópolis), durante o 7º Encontro Estadual de Agentes da Formação Profissional Rural (FPR) e Promoção Social (PS), organizado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC), órgão vinculado a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc).
A programação oficial iniciará às 8h30 e encerrará às 12h30, no Favorita Golden Hotel & Eventos, reunindo cerca de 150 instrutores.
O evento será aberto pelo presidente do Sistema Faesc/Senar-SC José Zeferino Pedrozo. Em seguida haverá manifestação do diretor geral do Senar, Daniel Kluppel Carrara. A coordenação estará a cargo do superintendente do Senar-SC Gilmar Antônio Zanluchi.
Pedrozo realça a preocupação em manter o padrão metodológico da instituição, que prima por estratégias que conjugam teoria e prática, experiência do educando e atuação do educador, que possibilita ao participante contextualizar e aplicar, de forma efetiva e eficaz, as suas competências na vida profissional e em sociedade. O dirigente destaca o compromisso do Senar em continuar aperfeiçoando e aumentando os níveis de formação profissional inicial, técnica e superior, e complementar com assistência técnica.
Às 9h10, o professor Gilclér Regina palestrará sobre o tema “Educadores: Um encontro com o futuro; uma visão motivacional de inteligência emocional”. Gilclér Regina é bacharel em Administração, empresário, palestrante e escritor nas áreas de liderança, negociações, motivação e alto desempenho na vida e no mundo corporativo. É consultor nas áreas de vendas, motivação, gestão e recursos humanos, com mais de 5 mil palestras realizadas no Brasil e exterior.
Na sequência, às 10h40, Laine Valgas acompanhada de Affonso Kulevicz farão uma preleção sobre “Neurocomunicação: muito além das palavras”. Laine é jornalista há 28 anos, apresentadora da NSCTV (afiliada Rede Globo em SC), especialista em comunicação, neurociências do comportamento, inteligência emocional e psicologia positiva. Affonso é educador físico, doutorando na área do movimento humano e empresário.
Há 10 anos os dois atuam juntos com motivação de grupos, cursos, palestras e workshops de desenvolvimento emocional e de autoestima. São sócios na empresa Rapport Comunicação, Capacitação Emocional e Coaching.
A programação será encerrada com mensagem final e almoço que será servido a partir das 12h30.
AGRONEGÓCIO
Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos
O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.
A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.
O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.
Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.
INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.
“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”
“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”
“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”
Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.
No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.
Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.
Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.
Fonte: Pensar Agro
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