AGRONEGÓCIO

FRANGO/CEPEA: Com demanda externa elevada, cotações do setor sobem com força em março


Cepea, 1º/4/2022 – Desde os pintainhos até os cortes e miúdos, os preços internos de todos os produtos da avicultura de corte acompanhados pelo Cepea registraram forte aumento em março. A movimentação, que se acentuou na segunda quinzena do mês, está atrelada sobretudo à maior demanda externa, devido ao conflito no leste europeu. Isso porque a Ucrânia, assim como o Brasil, é uma importante fornecedora mundial de carne de frango, e com o início dos conflitos, muitos compradores globais se voltaram ao mercado brasileiro. Além do incremento na demanda, os elevados custos de produção – desde os insumos consumidos na criação de pintainhos, passando pela ração (milho e farelo de soja), até custos com transporte e da indústria (como combustíveis e energia elétrica) – levam agentes do setor a repassarem tais reajustes aos valores de venda de seus produtos, reforçando o avanço nas cotações. No entanto, vale ressaltar que, mesmo diante dos custos altos, parte dos avicultores tende a elevar a produção, atraídos pela demanda internacional aquecida. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)

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Fonte: CEPEA

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Obrigatoriedade de CNPJ é adiada: veja o que muda para o produtor

O produtor rural que atua como pessoa física ganhou mais tempo para se organizar com as novas regras da Reforma Tributária. A Receita Federal e o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços decidiram adiar a obrigatoriedade do CNPJ para emissão de notas fiscais: a regra só passa a valer a partir de 1º de janeiro de 2027.

Até o final de 2026, nada muda na emissão das suas notas. O produtor rural vai continuar utilizando o mesmo sistema e a mesma identificação que já usa hoje para vender sua produção ou comprar insumos.

O governo admite que o sistema precisa ser mais simples e por isso adiou. Este tempo extra serve para que a Receita desenvolva uma plataforma totalmente digital, que seja fácil de usar e que já venha integrada à emissão da nota fiscal. A ideia é evitar que o produtor tenha que fazer cadastros complicados em vários órgãos diferentes.

O que o produtor deve:

 Embora o prazo tenha aumentado, não é hora de deixar o assunto de lado. As entidades do setor reforçam três pontos principais:

  1. Não confunda adiamento com cancelamento: A obrigatoriedade do CNPJ continua valendo para o futuro. Não trate isso como algo que “não vai mais acontecer”.

  2. Aproveite a transição: Use o tempo disponível para entender como essa mudança vai afetar sua contabilidade. O sistema novo deve ser mais simples, mas a exigência documental é real.

  3. Procure ajuda técnica: Se você tem dúvidas sobre como essa mudança afeta seu CPF ou sua atividade, consulte seu contador de confiança ou a assessoria jurídica da sua associação de classe.

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O importante é utilizar esse período para se adequar gradualmente, garantindo que, quando chegar 2027, o produtor já saiba exatamente o que fazer, evitando surpresas que possam travar a venda da safra ou a compra de insumos.

Fonte: Pensar Agro

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