AGRONEGÓCIO
Produtores e gestores discutem desafios e oportunidades da pesca e aquicultura em Sergipe
Com alto potencial de crescimento na pesca e aquicultura, Sergipe precisa organizar a cadeia produtiva para desenvolver ainda mais. Com esse objetivo o tema foi discutido entre produtores e gestores públicos no auditório da Federação de Agricultura e Pecuária de Sergipe, nesta terça-feira (26), onde foi realizado o Lançamento da 19ª Semana do Pescado e da ExpoPesca 2022, eventos que acontecerão entre os dias 8 e 10 de setembro.
O convidado para palestrar durante o evento foi o empresário e ex-ministro Altemir Gregolin, segundo ele, alguns fatores são fundamentais para o sucesso da atividade. “O primeiro é a legislação, com a desburocratização das licenças ambientais, segundo, para quem tem águas da união, ou águas de reservatório, é preciso agilizar os processos de cessão, é preciso ainda o acesso ao crédito desburocratizado e outro fator é a assistência técnica”, conclui o especialista no assunto. Ele também acrescentou que Sergipe tem crescido na produção de tilápia, e na produção de camarão, Sergipe já é o 4º maior produtor.
Nesse último quesito, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, Senar Sergipe, vem observando a demanda crescente e oferece a Assistência Técnica e Gerencial para a carcinicultura. O presidente do Sistema Faese/Senar, Ivan Sobral, apresentou aos produtores a Assistência Técnica e Gerencial do Senar, que tem como objetivo o gerenciamento da propriedade rural, como foco na redução de custos e aumento de rentabilidade, capacitando para o empreendedorismo. As inscrições para esta cadeia seguem abertas neste Formulário.
“Esse ano temos 90 vagas para cultivadores de camarão que queiram receber a assistência durante um período de dois anos. Outro programa é o Senar Jovem na cadeia da Aquicultura, voltado para jovens de 16 a 30 anos que, durante o período de 10 meses, terão aulas on-line e presenciais nas propriedades para capacitar a mão de obra.”, explicou o presidente.

Além do lançamento da ExpoPesca 2022, foi apresentada a criação de um Núcleo de Pescados da Seagri, que inclui ainda o Senar, a Embrapa, a Fecomércio e demais entidades envolvidas no setor.
Segundo o coordenador da Câmara de Pesca e Aquicultura da Fecomércio, Humberto Eng, o encontro fomentou o debate para desenvolver o mercado de pesca, além disso, ele ressaltou que para aumentar a produtividade deste segmento é preciso organizar a cadeia.
AGRONEGÓCIO
GT do El Niño entrega relatório final ao ministro André de Paula
O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, recebeu, nesta quinta-feira (24/09), o relatório final do Grupo de Trabalho (GT) do El Niño. O documento reúne iniciativas técnicas e de gestão de riscos para reduzir os impactos do fenômeno climático sobre a produção agropecuária nacional, além de propor estratégias de mitigação, adaptação e proteção ao produtor rural, no âmbito do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
De acordo com o relatório, a resposta do governo federal deve combinar três horizontes de atuação: ações imediatas para a safra 2026/2027; medidas voltadas às próximas safras; e iniciativas de caráter permanente, como a criação de um núcleo de gestão de riscos climáticos extremos para monitoramento e análise de riscos.
A estrutura proposta contará com um painel agroclimático para integrar informações, coordenar ações e apoiar a implementação de estratégias de mitigação, adaptação e proteção do produtor rural.
O ministro André de Paula destacou que o trabalho realizado pelo GT integra os esforços do governo federal, sob coordenação da Casa Civil, para o enfrentamento do El Niño. “Essa é uma questão que não é mais excepcional e veio para ficar. Precisamos de planejamento, dotando o Ministério de instrumentos permanentes para enfrentar as situações decorrentes desse cenário”, afirmou.
Entre as medidas apontadas como prioritárias para acelerar a resposta governamental aos efeitos do El Niño está o fortalecimento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), com o objetivo de assegurar a disponibilidade dessa ferramenta antes da intensificação do plantio da safra de verão.
Outro ponto destacado pelo coordenador do GT, Bruno Leite, é a aceleração da implementação do Plano ABC+ e do Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas em Sistemas de Produção Agropecuários e Florestais Sustentáveis (Caminho Verde), considerados políticas estruturantes de adaptação e mitigação. “Dessa maneira, podemos ampliar a adoção de tecnologias produtivas resilientes, a assistência técnica, a capacitação e o financiamento”, destacou.
O secretário-executivo do Mapa, Cleber Soares, ressaltou a importância da iniciativa para o enfrentamento dos efeitos das mudanças climáticas e para o fortalecimento das políticas de adaptação e mitigação no setor agropecuário.
ESTRATÉGIAS E AÇÕES
Para a safra 2026/2027, a prioridade indicada no relatório é reduzir perdas por meio da disseminação de tecnologias de comprovada eficiência, já disponibilizadas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), com ações como assistência técnica, orientações regionalizadas e monitoramento agroclimático para a adoção de práticas de manejo adequadas às condições de cada região.
Para as próximas safras, as recomendações incluem ampliar a adoção de sistemas produtivos resilientes, fortalecer a segurança hídrica e aperfeiçoar o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), com integração a Boas Práticas Agrícolas (BPAs), crédito rural, seguro rural e Proagro.
Entre as ações de caráter permanente está a consolidação, no Mapa, de uma estrutura de gestão de riscos climáticos apoiada por um painel integrado de informações. A proposta prevê articulação institucional, monitoramento e análise de riscos, produção de boletins e alertas, apoio técnico à implementação das ações, inclusive em parceria com os estados, e avaliação dos resultados.
Entre as ações de caráter permanente está a consolidação, no Mapa, de uma estrutura de gestão de riscos climáticos apoiada por um painel integrado capaz de reunir informações climáticas e orientações de manejo em formato acessível a quem precisa. A proposta prevê articulação institucional, monitoramento e análise de riscos, produção de boletins e alertas, apoio técnico à implementação das ações, inclusive em parceria com os estados, e avaliação dos resultados.
GT DO EL NIÑO
O GT do El Niño foi instituído pela Portaria nº 928/2026. O grupo foi composto por representantes de cinco secretarias do Mapa, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
Entre as atribuições previstas estava a identificação das regiões e cadeias produtivas mais vulneráveis aos efeitos do fenômeno.
O grupo recebeu da Embrapa um conjunto de 163 medidas sistematizadas para apoiar a gestão de riscos climáticos na agropecuária. As recomendações consideram os possíveis impactos associados ao El Niño na safra 2026/2027 e propõem ações permanentes de prevenção, adaptação e redução de riscos no campo.
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