AGRONEGÓCIO
Parceria entre SENAR – AC e secretaria municipal promove benefícios para produtores rurais
O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR – AC) possui, além da sede em Rio Branco, representantes no escritório localizado em Cruzeiro do Sul. Através desta extensão no Vale do Juruá, são desenvolvidas atividades ligadas ao desenvolvimento dos produtores rurais, possibilitando a oferta para Cruzeiro e outros municípios na região.
Na última quarta-feira (16/02), foi realizado um encontro entre SENAR – AC e a Secretaria Municipal de Agricultura, Pesca e Abastecimento de Cruzeiro do Sul. Durante a reunião, foram debatidas futuras ações ao longo de 2022, com pontos de ação ligados à cafeicultura, açaí, avicultura, piscicultura, bovinocultura de corte, entre outros, com previsão de 20 ações no decorrer do ano.

“Já conhecemos e admiramos o trabalho do SENAR, e atualmente já temos um Acordo de Cooperação Técnica com a instituição no que diz respeito à capacitação rural. Através desta parceria, queremos apoiar o fortalecimento das cadeias produtivas, pois entendemos que o aperfeiçoamento do homem e da mulher do campo é essencial para atender a demanda do mercado, que cresce e fica cada dia mais exigente. Através dos conhecimentos adquiridos, os produtores rurais conseguem incrementar a renda própria, consequentemente melhorando também a qualidade de vida”, destacou Aldeni Menezes, atual secretária de Agricultura, Pesca e Abastecimento de Cruzeiro do Sul.
Segundo o coordenador do SENAR – AC no Vale do Juruá, Marcelo Diógenes, as parcerias institucionais são extremamente importantes: “O SENAR procura sempre firmar parcerias com instituições que busquem atender as demandas do agronegócio, pois estamos trabalhando para melhorar a qualidade de vida dos produtores rurais. Essas parcerias com sindicatos rurais, secretarias municipais de agricultura, prefeituras, entre outros, têm permitido beneficiar ainda mais pessoas na região do Juruá, levando conhecimento e desenvolvimento profissional para quem realmente precisa.”
AGRONEGÓCIO
GT do El Niño entrega relatório final ao ministro André de Paula
O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, recebeu, nesta quinta-feira (24/09), o relatório final do Grupo de Trabalho (GT) do El Niño. O documento reúne iniciativas técnicas e de gestão de riscos para reduzir os impactos do fenômeno climático sobre a produção agropecuária nacional, além de propor estratégias de mitigação, adaptação e proteção ao produtor rural, no âmbito do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
De acordo com o relatório, a resposta do governo federal deve combinar três horizontes de atuação: ações imediatas para a safra 2026/2027; medidas voltadas às próximas safras; e iniciativas de caráter permanente, como a criação de um núcleo de gestão de riscos climáticos extremos para monitoramento e análise de riscos.
A estrutura proposta contará com um painel agroclimático para integrar informações, coordenar ações e apoiar a implementação de estratégias de mitigação, adaptação e proteção do produtor rural.
O ministro André de Paula destacou que o trabalho realizado pelo GT integra os esforços do governo federal, sob coordenação da Casa Civil, para o enfrentamento do El Niño. “Essa é uma questão que não é mais excepcional e veio para ficar. Precisamos de planejamento, dotando o Ministério de instrumentos permanentes para enfrentar as situações decorrentes desse cenário”, afirmou.
Entre as medidas apontadas como prioritárias para acelerar a resposta governamental aos efeitos do El Niño está o fortalecimento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), com o objetivo de assegurar a disponibilidade dessa ferramenta antes da intensificação do plantio da safra de verão.
Outro ponto destacado pelo coordenador do GT, Bruno Leite, é a aceleração da implementação do Plano ABC+ e do Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas em Sistemas de Produção Agropecuários e Florestais Sustentáveis (Caminho Verde), considerados políticas estruturantes de adaptação e mitigação. “Dessa maneira, podemos ampliar a adoção de tecnologias produtivas resilientes, a assistência técnica, a capacitação e o financiamento”, destacou.
O secretário-executivo do Mapa, Cleber Soares, ressaltou a importância da iniciativa para o enfrentamento dos efeitos das mudanças climáticas e para o fortalecimento das políticas de adaptação e mitigação no setor agropecuário.
ESTRATÉGIAS E AÇÕES
Para a safra 2026/2027, a prioridade indicada no relatório é reduzir perdas por meio da disseminação de tecnologias de comprovada eficiência, já disponibilizadas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), com ações como assistência técnica, orientações regionalizadas e monitoramento agroclimático para a adoção de práticas de manejo adequadas às condições de cada região.
Para as próximas safras, as recomendações incluem ampliar a adoção de sistemas produtivos resilientes, fortalecer a segurança hídrica e aperfeiçoar o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), com integração a Boas Práticas Agrícolas (BPAs), crédito rural, seguro rural e Proagro.
Entre as ações de caráter permanente está a consolidação, no Mapa, de uma estrutura de gestão de riscos climáticos apoiada por um painel integrado de informações. A proposta prevê articulação institucional, monitoramento e análise de riscos, produção de boletins e alertas, apoio técnico à implementação das ações, inclusive em parceria com os estados, e avaliação dos resultados.
Entre as ações de caráter permanente está a consolidação, no Mapa, de uma estrutura de gestão de riscos climáticos apoiada por um painel integrado capaz de reunir informações climáticas e orientações de manejo em formato acessível a quem precisa. A proposta prevê articulação institucional, monitoramento e análise de riscos, produção de boletins e alertas, apoio técnico à implementação das ações, inclusive em parceria com os estados, e avaliação dos resultados.
GT DO EL NIÑO
O GT do El Niño foi instituído pela Portaria nº 928/2026. O grupo foi composto por representantes de cinco secretarias do Mapa, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
Entre as atribuições previstas estava a identificação das regiões e cadeias produtivas mais vulneráveis aos efeitos do fenômeno.
O grupo recebeu da Embrapa um conjunto de 163 medidas sistematizadas para apoiar a gestão de riscos climáticos na agropecuária. As recomendações consideram os possíveis impactos associados ao El Niño na safra 2026/2027 e propõem ações permanentes de prevenção, adaptação e redução de riscos no campo.
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