AGRONEGÓCIO

Ministro Carlos Fávaro e comitivas africanas realizam visita de campo em Petrolina-PE

A agenda do II Diálogo Brasil-África desta quarta-feira (21) irá ocorrer em Petrolina-PE. As comitivas de ministros e representações africanas irão conhecer a Embrapa Semiárido, a Unidade Produtiva da Fruticultura Nunes & Cia e encontrarão com pequenos produtores e intercambistas africanos da Universidade do Vale do São Francisco (UNIVASF).

O governo brasileiro será representado pelo ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, juntamente com a primeira-dama Janja da Silva e dos ministros do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira; do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias; da Pesca e Aquicultura, André de Paula; e da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes.

A visita de campo será realizada em três partes: Trilha das Águas da Embrapa Semiárido; Unidade Produtiva da Fruticultura Nunes & Cia; e Unidade de Piscicultura da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). Além disso, serão realizadas apresentações institucionais da Embrapa, da Codevasf e do Banco do Nordeste.

SERVIÇO

Visita de campo – II Diálogo Brasil-África
Data: 21 de maio
Horário: 11h30 (horário de Brasília)
Local: Embrapa Semiárido – Rodovia BR-428, Km 152, s/n – Zona Rural, Petrolina – PE, 56302-970

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Local: Embrapa Semiárido – Rodovia BR-428, Km 152, s/n – Zona Rural, Petrolina – PE, 56302-970

Informações à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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AGRONEGÓCIO

Governo define regras para exportações do agronegócio para a Europa

O governo federal detalhou as regras para uso das cotas tarifárias previstas no acordo entre Mercosul e União Europeia, definindo como o agro brasileiro poderá acessar, na prática, os benefícios comerciais já em vigor desde 1º de maio.

As normas, publicadas pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), nesta segunda-feira (04.05), estabelecem critérios operacionais para exportação e importação dentro do novo regime. O objetivo é dar previsibilidade à aplicação do acordo, que ainda depende de ratificação definitiva pelo Parlamento Europeu.

O sistema de cotas atinge diretamente produtos centrais da pauta agropecuária brasileira, como carnes, açúcar, etanol, arroz, milho e derivados, mel, ovos e bebidas como cachaça e rum. São cadeias que passam a disputar um volume limitado com tarifa reduzida ou zerada. Dentro da cota, o produto entra com vantagem competitiva; fora dela, continua sendo exportado, mas com imposto cheio, o que reduz margem.

Esse desenho tem efeito direto na formação de preço ao produtor. Cadeias que conseguirem acessar as cotas tendem a capturar melhor valor no mercado europeu, enquanto operações fora desse limite ficam mais expostas à concorrência internacional. Como a distribuição seguirá, em regra, a ordem de solicitação, empresas com maior organização comercial, tradings, cooperativas e agroindústrias, terão vantagem na captura desse espaço.

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Outro ponto central é a exigência do Certificado de Origem, documento que comprova que o produto atende às regras do acordo. Na prática, isso eleva o nível de exigência dentro da porteira. Rastreabilidade, regularidade de entrega e padronização passam a ser condição para acessar os mercados com melhor remuneração.

Além de definir o uso das cotas, o governo atualizou as regras de certificação de origem. Entre os avanços estão a criação de um modelo específico de Certificado de Origem para o acordo com a União Europeia, a ampliação do uso do certificado eletrônico para mercados como o europeu e a Índia, a autorização de assinatura digital e regras mais claras para autocertificação. Também foi regulamentada a transferência de cotas entre empresas do mesmo grupo econômico, o que tende a dar mais flexibilidade às operações.

Embora as cotas representem uma parcela pequena do comércio, cerca de 4% das exportações, elas se concentram justamente em produtos de maior valor agregado. Isso aumenta a disputa dentro do próprio Mercosul e tende a diferenciar produtores integrados a cadeias exportadoras daqueles que operam fora desses arranjos.

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Para o produtor rural, o efeito é claro: o acesso ao mercado europeu passa a depender menos do volume produzido e mais da capacidade de atender exigências técnicas e comerciais. Quem estiver inserido em cadeias organizadas e conseguir cumprir esses critérios tende a capturar melhores preços. Quem não estiver, continuará exposto ao mercado tradicional, com menor poder de barganha.

Fonte: Pensar Agro

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