AGRONEGÓCIO

Mauá da Serra inaugura sindicato rural e fortalece representação do campo


Os produtores rurais de Mauá da Serra, no Norte do Paraná, agora podem contar com um novo sindicato rural para fortalecer sua representatividade. Foi inaugurado nesta sexta-feira (18) o Sindicato Rural de Mauá da Serra. O evento para celebrar a fundação reuniu líderes rurais, autoridades políticas de toda a região, representantes de empresas ligadas ao agronegócio além de produtores rurais das mais variadas cadeias produtivas.

A inauguração marca o fim de uma lacuna de 15 anos sem inaugurações de novos sindicatos. A última vez em que uma nova entidade sindical tinha sido inaugurada foi em 2007, em Perobal, no Noroeste do Paraná. Com a oficialização do início das atividades sindicais em território “mauaense da serra”, agora a Federação da Agricultura do Paraná (FAEP) soma 163 sindicatos rurais ativos e regulares em todo o Estado.

O presidente do Sistema FAEP/SENAR-PR, Ágide Meneguette, na inauguração do Sindicato Rural de Mauá da Serra

“Eu estou muito feliz por participar da inauguração dessa entidade, a qual cabe ser a representação legal dos produtores rurais. Isso mostra a união e o entrosamento dos produtores rurais, que agora têm um representante que vai lutar e defender os interesses da classe”, disse o presidente do Sistema FAEP/SENAR-PR, Ágide Meneguette, que esteve presencialmente no evento.

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Sérgio Kasutoshi Higashibara é o presidente do mais novo sindicato rural em território paranaense

Sérgio Kasutoshi Higashibara, presidente da mais nova entidade sindical paranaense, enfatiza que a inauguração do sindicato é um momento histórico para os produtores rurais do município e da região. “É uma satisfação e uma alegria realizar essa inauguração. O sindicato será um ponto de apoio para o produtor rural, que poderá encontrar no sindicato toda assistência jurídica, contábil, administrativa e de outras áreas, sempre com respaldo do Sistema FAEP/SENAR-PR”, apontou.

A fundação

O Sindicato Rural de Mauá da Serra recebeu a carta sindical autorizando seu funcionamento no dia 11 de agosto de 2021. A inauguração oficial ocorreu apenas nesta sexta-feira (18) por consequência da pandemia do novo coronavírus, que impedia a realização de um encontro presencial. Porém, a prestação de serviços e a realização de cursos do SENAR-PR no local já estava acontecendo.

O local da sede onde funciona o sindicato está dentro do Museu do Plantio Direto, que já é uma referência turística na cidade. A localização é privilegiada e agora os produtores de Mauá da Serra não precisam mais se deslocar, como faziam antes, para outros municípios do entorno, como Londrina, Faxinal e Cambé.

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Presenças

Estiveram presentes no evento o presidente da câmara de vereadores do município, Nelson Gonçalves, representando o prefeito, além de outros vereadores; o presidente do Núcleo dos Sindicatos Rurais do Norte (Nunorte), Walter Ferreira Lima; os presidentes de sindicatos rurais de Faxinal (Alfredo A. Miguel Júnior), Londrina (Edson Dornellas) e Marilândia do Sul (José Leite dos Reis); Representantes da Cooperativa Integrada, do Banco do Brasil, Bradesco, Sicredi, da Universidade Estadual de Londrina e representantes de empresa de semente e produtos agropecuários.

Fonte: CNA Brasil

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AGRONEGÓCIO

Governo define regras para exportações do agronegócio para a Europa

O governo federal detalhou as regras para uso das cotas tarifárias previstas no acordo entre Mercosul e União Europeia, definindo como o agro brasileiro poderá acessar, na prática, os benefícios comerciais já em vigor desde 1º de maio.

As normas, publicadas pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), nesta segunda-feira (04.05), estabelecem critérios operacionais para exportação e importação dentro do novo regime. O objetivo é dar previsibilidade à aplicação do acordo, que ainda depende de ratificação definitiva pelo Parlamento Europeu.

O sistema de cotas atinge diretamente produtos centrais da pauta agropecuária brasileira, como carnes, açúcar, etanol, arroz, milho e derivados, mel, ovos e bebidas como cachaça e rum. São cadeias que passam a disputar um volume limitado com tarifa reduzida ou zerada. Dentro da cota, o produto entra com vantagem competitiva; fora dela, continua sendo exportado, mas com imposto cheio, o que reduz margem.

Esse desenho tem efeito direto na formação de preço ao produtor. Cadeias que conseguirem acessar as cotas tendem a capturar melhor valor no mercado europeu, enquanto operações fora desse limite ficam mais expostas à concorrência internacional. Como a distribuição seguirá, em regra, a ordem de solicitação, empresas com maior organização comercial, tradings, cooperativas e agroindústrias, terão vantagem na captura desse espaço.

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Outro ponto central é a exigência do Certificado de Origem, documento que comprova que o produto atende às regras do acordo. Na prática, isso eleva o nível de exigência dentro da porteira. Rastreabilidade, regularidade de entrega e padronização passam a ser condição para acessar os mercados com melhor remuneração.

Além de definir o uso das cotas, o governo atualizou as regras de certificação de origem. Entre os avanços estão a criação de um modelo específico de Certificado de Origem para o acordo com a União Europeia, a ampliação do uso do certificado eletrônico para mercados como o europeu e a Índia, a autorização de assinatura digital e regras mais claras para autocertificação. Também foi regulamentada a transferência de cotas entre empresas do mesmo grupo econômico, o que tende a dar mais flexibilidade às operações.

Embora as cotas representem uma parcela pequena do comércio, cerca de 4% das exportações, elas se concentram justamente em produtos de maior valor agregado. Isso aumenta a disputa dentro do próprio Mercosul e tende a diferenciar produtores integrados a cadeias exportadoras daqueles que operam fora desses arranjos.

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Para o produtor rural, o efeito é claro: o acesso ao mercado europeu passa a depender menos do volume produzido e mais da capacidade de atender exigências técnicas e comerciais. Quem estiver inserido em cadeias organizadas e conseguir cumprir esses critérios tende a capturar melhores preços. Quem não estiver, continuará exposto ao mercado tradicional, com menor poder de barganha.

Fonte: Pensar Agro

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