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Mapa destina café apreendido para produção de composto orgânico no Paraná

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Universidade Federal do Paraná (UFPR) concluíram, nesta terça-feira (12), a destinação ambientalmente adequada de cerca de 1.500 pacotes de café apreendidos durante ações de fiscalização da qualidade vegetal no Paraná. O material foi encaminhado para compostagem em atividade realizada no Campus Botânico da UFPR, em Curitiba.

O lote de café torrado e moído da marca “Made in Brazil”, adquirido pela universidade para consumo interno, teve a comercialização suspensa após fiscalização do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal no Paraná (Sipov/PR), que identificou a presença de impurezas e matérias estranhas acima dos limites permitidos pela legislação.

Após a apreensão, o produto permaneceu armazenado até a definição da destinação final. O material foi incorporado a leiras de compostagem juntamente com aparas de grama, folhas secas, esterco bovino e água. As embalagens foram separadas para reciclagem.

O composto orgânico gerado poderá ser utilizado em atividades de manejo e recuperação de solo desenvolvidas pela própria universidade.

A destinação foi acompanhada por auditores fiscais federais agropecuários e integrou as medidas adotadas pelo Mapa para impedir o retorno do produto irregular à cadeia de consumo.

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Ações de fiscalização e destinação adequada de produtos apreendidos contribuem para proteger o consumidor, garantir a conformidade dos produtos de origem vegetal comercializados no país e fortalecer a integridade da cadeia produtiva do café. A iniciativa também reforça a adoção de práticas ambientalmente responsáveis no tratamento de produtos impróprios para consumo.

O Mapa tem intensificado a fiscalização da cadeia do café no Paraná. Até o momento, já foram realizadas 194 coletas oficiais de amostras no estado. Casos de não conformidade resultaram em autuações, multas, apreensões e auditorias em estabelecimentos torrefadores e embaladores. Recentemente, mais de 21 toneladas de café irregular foram apreendidas em compras públicas realizadas em Curitiba.

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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Encontro entre Trump e Xi Jinping afeta mercado brasileiro

O encontro realizado nesta quarta-feira (13.05) entre o presidente norte-americano, Donald Trump, e o Chinês, Xi Jinping, acabou acabou repercutindo também no Brasil. A reunião esfriou as expectativas de novos acordos comerciais envolvendo compras chinesas de grãos norte-americanos e pressionou as cotações na Bolsa de Chicago, principal referência global para formação dos preços pagos ao produtor brasileiro.

Nos últimos dias, parte do mercado apostava que o encontro poderia abrir espaço para uma nova rodada de compras chinesas da soja dos Estados Unidos, movimento que historicamente costuma mexer com os preços internacionais. Mas o discurso adotado após a reunião foi mais cauteloso. O secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, afirmou que os compromissos já assumidos pela China seriam suficientes para manter o fluxo atual de importações, sem necessidade de ampliar significativamente as aquisições.

A reação em Chicago foi imediata. Sem perspectiva de aumento da demanda chinesa pelos grãos americanos, os contratos futuros da soja perderam força. O movimento ganhou ainda mais peso após o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos divulgar vendas externas abaixo do esperado, aumentando a pressão sobre o mercado.

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Para o produtor brasileiro, o impacto aparece principalmente na formação dos preços internos. Mesmo com o Brasil mantendo forte competitividade nas exportações e uma safra elevada, a queda em Chicago limita reações mais fortes nas cotações pagas nos portos e no interior.

Ao mesmo tempo, o cenário reforça uma leitura importante para o agro nacional: a China segue buscando diversificar fornecedores e não demonstra intenção de concentrar as compras apenas nos Estados Unidos. Nesse contexto, o Brasil continua ocupando posição estratégica no abastecimento chinês, especialmente em um momento de ampla oferta nacional e embarques em ritmo recorde.

Analistas do setor avaliam que o mercado deve continuar bastante sensível aos próximos movimentos diplomáticos entre Washington e Pequim, já que qualquer sinal envolvendo compras agrícolas tem potencial de influenciar diretamente os preços recebidos pelos produtores brasileiros.

Fonte: Pensar Agro

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