AGRONEGÓCIO

Mapa apreende mais de 300 garrafas de vinho irregulares em Balneário Camboriú

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com apoio da Polícia Militar de Santa Catarina, realizou no dia 5 de novembro uma operação de fiscalização em um estabelecimento de comércio de vinhos e bebidas localizado no centro de Balneário Camboriú (SC).

A ação teve como objetivo coibir a venda de bebidas clandestinas, importadas sem a devida autorização do Mapa e comercializadas sem comprovação de procedência, prática que representa risco à saúde dos consumidores.

Durante a fiscalização, auditores fiscais federais agropecuários e agentes de atividades agropecuárias identificaram vinhos armazenados sem documentação fiscal que comprovasse a regular importação.

Ao todo, foram apreendidas 307 garrafas de vinho sem procedência, avaliadas em aproximadamente R$ 100 mil, provenientes de diversos países, entre eles Argentina, Uruguai, França, Portugal e Espanha.

A apreensão reforça o trabalho contínuo do Mapa no combate ao comércio irregular de bebidas, garantindo que apenas produtos seguros, com origem comprovada e devidamente inspecionados, cheguem ao consumidor final.

Para ajudar a população a identificar bebidas importadas regulares, o Mapa orienta que os consumidores verifiquem o contrarrótulo da garrafa. Todo produto importado deve conter informações traduzidas para o português e indicar claramente o número de registro do importador no Mapa. A ausência desses dados pode ser um indício de irregularidade.

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O superintendente federal de Agricultura e Pecuária em Santa Catarina, Ivanor Boing, destacou a importância das ações de fiscalização e da atuação do Ministério na proteção da população. “O trabalho do Ministério é essencial para garantir que os produtos que chegam ao consumidor sejam seguros e de qualidade. As fiscalizações coíbem práticas ilegais e protegem a saúde pública, ao mesmo tempo em que asseguram condições justas de concorrência para quem atua dentro da lei”, afirmou Boing.

A operação integra o esforço permanente do Mapa para assegurar a qualidade, segurança e legalidade dos vinhos e demais bebidas comercializadas no país, promovendo um mercado mais justo e transparente para produtores e consumidores.

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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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AGRONEGÓCIO

Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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