AGRONEGÓCIO

Com atraso nas inspeções causando acúmulo de grãos, ONU pede verificações mais rápidas de navios ucranianos

Com quase 100 navios carregado de grãos chegando ao horizonte ao largo de Istambul, o responsável da ONU por supervisionar as exportações da Ucrânia está pedindo à Rússia e a outras partes que encerrem as inspeções “completas” dos navios de saída para aliviar o atraso e liberar as dezenas de navios-tanque ancorados no Mar de Mármara.

Desde que o corredor marítimo da Ucrânia devastado pelo conflito com a Rússia foi aberto em julho, cerca de 6,8 milhões de toneladas de grãos e outros alimentos foram exportados pela Ucrânia. O total corresponde a apenas um terço de seu armazenamento. 

Em setembro, o tempo de espera para as inspeções dobraram para cerca de 10 dias até 21 dias. Conforme a Reuters, aproximadamente, 700% dos navios que partiram da Ucrânia após essa data ainda aguardavam as inspeções.

Em exemplo aos atrasos, na segunda-feira, 97 navios de saída, transportando 2,1 milhões de toneladas de carga, aguardavam inspeções, sendo que um deles estava retido por 35 dias. Na semana passada, o acúmulo de navios, segundo o Centro de Coordenação Conjunta (JCC), era de 120. 

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Como solução para os atrasos, Amir Abdulla, coordenador da ONU para a Iniciativa de Grãos do Mar Negro, disse que propôs verificações mais rápidas e direcionadas de navios que chegam de portos ucranianos.   

“Será necessário haver uma mudança e espero que possamos negociar uma maneira melhor de fazer (inspeções)”, disse Abdulla à Reuters em entrevista no JCC em Istambul.

Conforme a ONU, o acordo de segurança assinado por Moscou e Kiev aliviou uma crise global de alimentos. 

Fonte: AgroPlus

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AGRONEGÓCIO

Zarc do milho é atualizado com nova classificação de solos e séries climáticas

O Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a cultura do milho grão foi atualizado. As portarias com os novos zoneamentos foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (10).

A atualização contempla revisão da classificação dos solos por capacidade de água disponível e atualização das séries históricas do clima. As alterações refletem, sobretudo, a crescente variabilidade climática e o aumento da frequência de ocorrência de eventos extremos nos últimos anos, como secas e excesso de chuvas. 

Para o cálculo do risco são utilizadas séries de 30 anos de dados meteorológicos, incluindo temperaturas máxima, mínima e média, precipitação e evapotranspiração de referência. Também são considerados parâmetros relacionados à cultura e às características dos solos.

Classes de águas disponíveis 

O estudo passa a utilizar seis classes de água disponível no solo, que variam de AD1 (baixa retenção) a AD6 (alta retenção de água), substituindo a classificação anteriormente baseada em três grupos de solos.

Segundo pesquisadores da Embrapa responsáveis pelos estudos do Zarc, a classificação por água disponível permite caracterizar de forma mais detalhada as condições dos diferentes ambientes de produção. A capacidade de armazenamento de água depende das características físicas do solo e não apenas de sua textura.

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Base climática

A atualização também incorpora novos dados meteorológicos às séries históricas utilizadas nos estudos, incluindo informações de chuva e temperatura provenientes de um número ampliado de estações meteorológicas.

As informações são utilizadas na definição das épocas de semeadura com menor risco climático para a cultura, considerando as condições observadas nas diferentes regiões produtoras do país.

Informações à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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