AGRONEGÓCIO
CNA, Incra e Sudam mostram a produtores como usar Plataforma de Governança Territorial
Brasília (28/04/2022) – O uso da Plataforma de Governança Territorial foi o tema da live realizada na quarta (27) entre a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e a Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam).
O presidente da Comissão Nacional de Assuntos Fundiários da CNA e da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), Marcelo Bertoni, moderou o debate que contou com a presença do assessor da Presidência do Incra, Carlos Eduardo Sturm, e da superintendente da Sudam, Louise Caroline Campos Low.
A Plataforma de Governança Territorial foi desenvolvida pelo Incra em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e oferece serviços de consulta de dados, emissão de documentos, entre outros serviços referentes à regularização fundiária para ocupantes de áreas rurais da União e assentamentos da reforma agrária.
Na visão de Marcelo Bertoni, quando o produtor tem acesso ao título de propriedade, ele se integra ao sistema produtivo e aos cadastros rurais, mostrando que está produzindo com sustentabilidade e preservando o meio ambiente, o que permite também o acesso à crédito rural.
“Precisamos fazer a regularização fundiária para que eles sejam vistos e tenham todo o acompanhamento que foi prometido pelo governo, em alguns casos há mais de 40 anos, fornecendo segurança jurídica para o produtor rural”, disse.
“A plataforma vem apoiando e dando celeridade ao processo de titulação. O sistema faz o que chamamos de interoperabilidade, que é a interação de vários bancos de dados do Governo Federal para promover o intercâmbio de informações”, explicou Sturm, que fez uma apresentação sobre o serviço.
Segundo o representante do Incra, a inovação desse processo é que o solicitante já tem, automaticamente, o resultado do requerimento.
Louise, da Sudam, fez uma apresentação sobre a Zona de Desenvolvimento Sustentável (ZDS) Abunã-Madeira, localizada no sul do Amazonas, leste do Acre e noroeste de Rondônia, que é gerida pela autarquia. Ela frisou a importância de se fazer essa transformação digital para as famílias da Amazônia terem acesso à titulação.
“A falta de regularização fundiária impede a realização de outras etapas do desenvolvimento inclusivo sustentável da região como, por exemplo, o acesso ao crédito para que as famílias possam alavancar a produção e impulsionar o desenvolvimento socioeconômico e reduzir o ilícito ambiental na Amazônia”.
Para Louise, é necessário olhar com mais empatia e humanidade para o tema porque é “fundamental e necessário para fazermos a proteção da floresta”.
Para auxiliar os produtores sobre o uso da Plataforma, a CNA elaborou um comunicado técnico. Clique aqui e acesse.
Você também pode assistir a live dessa quarta na íntegra:
Assessoria de Comunicação CNA
Telefone: (61) 2109-1419
flickr.com/photos/canaldoprodutor
cnabrasil.org.br
twitter.com/SistemaCNA
facebook.com/SistemaCNA
instagram.com/SistemaCNA
facebook.com/SENARBrasil
youtube.com/agrofortebrasilforte
AGRONEGÓCIO
Soja e carnes elevam vendas externas do Estado para R$ 45,4 bilhões
As exportações do Paraná renderam R$ 45,4 bilhões no primeiro semestre de 2026, crescimento de 5% em relação ao mesmo período do ano passado. O avanço foi puxado pelo complexo soja e pelas carnes, que, juntos, responderam por mais de 70% do faturamento obtido pelo Estado no mercado internacional.
Os valores foram convertidos pela cotação de R$ 5,10 e constam no Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), órgão ligado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná. Entre janeiro e junho de 2025, as vendas externas haviam gerado aproximadamente R$ 43,2 bilhões.
O complexo soja foi o principal responsável pelo crescimento. O faturamento do segmento aumentou 18%, passando de R$ 15,6 bilhões no primeiro semestre de 2025 para R$ 18,4 bilhões em igual período deste ano.
Sozinho, o grupo formado pela soja em grão, pelo farelo e pelo óleo respondeu por 40,4% de toda a receita das exportações paranaenses. O desempenho foi favorecido pela maior disponibilidade do grão e pela valorização dos produtos processados, especialmente o óleo bruto.
A soja em grão continuou como o principal item do complexo, com vendas de R$ 12,4 bilhões no semestre. A receita cresceu 12,5% na comparação anual.
O farelo de soja ficou na segunda posição, com faturamento de aproximadamente R$ 3,36 bilhões e crescimento também superior a 12%. O produto é utilizado principalmente na fabricação de rações e tem demanda relevante entre países com grandes cadeias de aves, suínos e bovinos.
O maior avanço proporcional ocorreu no óleo bruto de soja. As vendas externas renderam R$ 2,35 bilhões entre janeiro e junho, alta superior a 73% em comparação com o mesmo período de 2025.
O resultado mostra o peso crescente dos derivados na pauta paranaense. Embora o grão ainda concentre a maior parte das receitas, o processamento permite que o Estado exporte produtos com maior valor agregado e amplie a utilização da capacidade instalada das indústrias locais.
O desempenho externo também foi favorecido pela safra recorde de soja no Paraná. A produção da temporada 2025/26 foi estimada pelo Deral em 21,8 milhões de toneladas. A maior disponibilidade de matéria-prima abasteceu tanto os embarques do grão quanto as unidades de esmagamento.
As carnes formaram o segundo maior grupo exportador do Estado, com crescimento de 16% no faturamento. O Paraná possui a principal cadeia de carne de frango do País e também uma participação expressiva na produção de suínos, atividades que sustentam frigoríficos, cooperativas e indústrias de alimentos em diferentes regiões.
O avanço da receita ocorreu mesmo com uma redução de 3% no volume total embarcado pelo Paraná. A combinação entre faturamento maior e quantidade menor indica melhora no valor médio das mercadorias vendidas, além de uma participação mais elevada de produtos processados na pauta.
A queda do volume foi provocada principalmente pela redução dos embarques de milho. Parte maior da produção permaneceu no mercado doméstico, ampliando a disponibilidade do cereal para as cadeias de aves e suínos.
Essa permanência do milho no País ajuda a explicar o recuo recente das cotações no Estado. Segundo o Deral, a saca de 60 quilos foi negociada, em média, a R$ 61,23 em junho, queda de 3,3% em relação a maio e de 3,1% na comparação com o mesmo mês do ano passado.
Para os criadores, a oferta interna maior pode contribuir para conter os gastos com alimentação, que representam uma das principais despesas das granjas. O efeito, entretanto, ainda é limitado porque as margens da avicultura permanecem estreitas e o farelo de soja continua mais caro do que há um ano.
As exportações de açúcar e de produtos florestais também diminuíram no primeiro semestre e contribuíram para a retração do volume total movimentado. O impacto foi compensado financeiramente pela soja, pelo óleo bruto e pelas carnes.
O desempenho reforça a dependência das vendas externas paranaenses em relação ao agronegócio. Mais de sete em cada dez reais obtidos pelo Estado com exportações no primeiro semestre vieram apenas do complexo soja e das carnes.
Essa concentração torna o resultado do segundo semestre sensível ao comportamento da demanda internacional, ao câmbio e às medidas comerciais adotadas pelos principais compradores. Alterações nas tarifas, barreiras sanitárias ou restrições de acesso a mercados podem atingir diretamente cooperativas, produtores e agroindústrias do Estado.
Mesmo com esses riscos, o primeiro semestre terminou com melhora da receita. A expansão de 5%, apesar da redução no volume embarcado, mostra que o Paraná conseguiu compensar a menor saída de milho, açúcar e produtos florestais com uma pauta de maior valor, puxada pela industrialização da soja e pelo desempenho das proteínas animais.
Fonte: Pensar Agro
-
POLÍTICA MT5 dias atrásApós reunião com Pivetta, Jayme endurece discurso, rejeita “candidato emprestado” e diz que eleição não pode ser vencida por W.O. – veja o video
-
Sinop5 dias atrásEstrada Dalva avança para fase final da pavimentação e recebe imprimação antes da aplicação do asfalto
-
POLÍTICA MT2 dias atrásPivetta define equipe de campanha e entrega coordenação política a trio de ex-secretários e ex-senador
-
POLÍTICA MT5 dias atrásReunião entre Pivetta e Jayme Campos mantém diálogo aberto e reforça articulações para 2026
-
POLÍTICA MT2 dias atrásFaissal Calil apresenta projetos para ampliar segurança e fortalecer a atividade dos motoboys em Mato Grosso
-
POLÍTICA MT5 dias atrásWELLINGTON REFORÇA NECESSIDADE DE AÇÕES PERMANENTES PARA ENFRENTAR A SECA E PROTEGER O PANTANAL
-
POLÍTICA MT3 dias atrásVeja quem são os 50 convencionais que decidirão a disputa entre Jayme e Mauro no União Brasil
-
POLÍTICA MT5 dias atrás‘Quem veio de onde eu vim não desperdiça porta aberta’, diz Gisela sobre trajetória em encontro de mulheres

